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Coluna do Alberto Sena – Grão Mogol: Tesouro no chão da Praça Coronel Janjão

Coluna do Alberto Sena – Grão Mogol: Tesouro no chão da Praça Coronel Janjão

Hoje de manhã, quando ia ao Rodomercado – a feira lá ficou melhor do que na Praça Beira-Rio, mas precisa de uma disciplina, nada no chão, tudo em bancas – e na altura da Praça Coronel Janjão, eu encontrei no chão um tesouro.

Toda pessoa gostaria de encontrar esse tesouro porque é muito mais precioso do que o brilho do diamante. Brilha mais do que ouro exposto ao Sol. Não me é possível avaliar o valor desse tesouro encontrado no chão porque não se trata de um bem material, mas espiritual. Algo que faz despertar quem às vezes necessita ouvir uma palavra para abrir os olhos espirituais e se transformar para mudar o curso da própria vida. E do mundo.

Encontrei um envelope bem lacrado com cola, sem destinatário nem remetente. Nada escrito no frontispício nem do outro lado. Primeiro olhei quem pudesse tê-lo perdido. Não vi ninguém por perto com cara de quem perdeu um envelope. Certamente, quem o deixou cair ia ao correio ou pode tê-lo recebido de alguém, em mãos, por isso nada nele havia sido escrito.

Apalpei o envelope e pelo tato percebi haver dentro dele papel dobrado, como se dobra o papel de carta. Sem saber a quem entregar o envelope, fiquei diante de duas opções. Uma largá-lo no chão para quem o deixou cair encontrar. Outra era abrir o envelope. Tendo que escolher entre uma coisa e outra, optei por abrir o envelope.

Dentro dele havia um manuscrito datado de 30 de outubro de 2005 – às 12h. O papel já estava amarelado pelo tempo. Cinco anos e quase dois meses. Logo de cara identifiquei o manuscrito como uma oração escrita por alguém como um verdadeiro desabafo. A caligrafia era de quem nunca havia treinado naqueles cadernos de desenhar letra, senão seria mais fácil de ler o manuscrito.

E por ser eu um reles mensageiro, comparável a um cano de PVC (o importante é a qualidade da água que jorra do cano) me senti na obrigação de transmitir o conteúdo do texto, que, se abrir os olhos de uma só pessoa e aliviar o coração de alguém, já terá sido importante tê-lo publicado.

Por minha conta e risco, resolvi dar um título à oração encontrada no envelope:

mano

O TESOURO

“Senhor Deus do Universo, criador do céu e da Terra e de tudo existente neles, escutai a minha prece: não me abandone Senhor. Dá-me uma maneira honesta de ganhar o meu sustento, para que eu possa assegurar a minha sobrevivência até o final da existência e também assegurar a sobrevivência dos meus. Peço nem mais nem menos, meu Deus. Peço o equilíbrio financeiro, para que eu possa ficar livre das preocupações materiais e entregar a minha vida ao próximo, principalmente aos mais necessitados. Tome conta de mim Senhor, por inteiro, espiritual, mental e materialmente. Faça em mim a sua vontade. Abuse de mim. O Senhor que cuida de mim desde o meu nascimento não irá me ouvir, agora, que, eu creio, me sinto mais próximo Dele? A minha confiança está no nome do Senhor, que fez o céu e a Terra. Como a corsa suspira em busca de água, aqui estou suspirando pelo Senhor para que me livre, a mim e os meus, dos infortúnios. Amém”.

Se me permitem dizer, essa oração encontrada nas circunstâncias relatadas me recordou algo saído de livros do escritor alemão, Herman Hesse, Prêmio Nobel de Literatura, autor de O Lobo da Estepe, Sidarta, Demian e outros livros de ótima leitura principalmente para os jovens.

E por falar em jovens, Herman Hesse é considerado o pai do movimento hippie, dentro do espírito “paz e amor”. Paz e amor deveriam ser os presentes mais cobiçados neste Natal de Jesus Cristo. Se quem estiver lendo este texto ao final parar alguns minutos a fim de fazer uma reflexão sobre si mesmo e a qualidade dos seus pensamentos, e também sobre o crucial momento vivido pela Humanidade, no planeta em processo de desconstruindo, será possível, então, encontrarmos maneira de construirmos um mundo melhor para os nossos filhos, netos, bisnetos etc.

“Paz e amor” não surgirão só porque nós os queremos. Como num passe de mágica. “Paz e amor” precisam ser buscados e praticados concomitantemente numa relação recíproca, como numa via de tráfego de duas mãos, uma vai e outra vem.

Amemos de verdade. Com sinceramente, e seremos amados. Mas um não deve ficar esperando o outro tomar a iniciativa de amar. Tome a iniciativa. Ame. E então estaremos participando da transmutação do mundo. Para melhor. Seguramente, bem melhor.

Por Alberto Sena

Alberto Sena
Alberto Sena

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