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Veja dicas para deixar sua casa segura enquanto curte as suas férias

Veja dicas para deixar sua casa segura enquanto curte as suas férias

Perigo. Na imagem, policiais atendem ocorrência de assalto à residência; férias são períodos críticos
Perigo. Na imagem, policiais atendem ocorrência de assalto à residência; férias são períodos críticos

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E é agora, entre dezembro e janeiro, quando muitas pessoas viajam para passar as festas de fim de ano e as férias na casa de familiares ou para curtir uma praia, que os criminosos aproveitam para agir.

A situação levanta um alerta para a necessidade de mecanismos de proteção já que ninguém deseja se tornar a próxima vítima. A estudante Aline Cristiane Costa, 26, foi uma das que teve a desagradável surpresa de chegar em casa, no bairro Nova Esperança, na região Noroeste de Belo Horizonte, e encontrar o imóvel revirado no último réveillon.

“Passamos a virada do Ano Novo em Prado, na Bahia. Voltamos no dia 2 de janeiro e encontramos o portão de casa arrombado”, contou. Dentro do imóvel, a família encontrou tudo revirado. Roupas, relógios e aparelhos eletrônicos foram levados. Um prejuízo de aproximadamente R$ 2.000.

A história vivida por Aline é comum. De acordo com o tenente Marcos Jacó, responsável pela 4ª Companhia do 1º Batalhão de Polícia Militar, os meses de dezembro e janeiro requerem uma atenção maior. “Sem dúvidas, nesses meses é preciso mais cuidado. Os criminosos sabem que as pessoas andam com mais dinheiro, viajam mais e, consequentemente, há aumento no número de imóveis vazios”, explicou.

Proteção. Uma das alternativa para combater o crime mais usadas é a Rede de Vizinhos Protegidos, que foi criado pela Polícia Militar como um sistema de prevenção contra a criminalidade. Ela tem como objetivo formar um grupo de pessoas que se ajudam mutuamente.

“Qualquer cidadão pode requerer a Rede de Vizinhos Protegidos. Os interessados podem ir à companhia mais próxima de suas casas e fazer o pedido. Devemos frisar que de forma alguma há privilégios para quem participa do grupo”, informou o tenente.

Após o pedido, a casa recebe a placa da Rede de Vizinhos Protegidos. “A polícia faz a sua parte, mas as pessoas também devem evitar exposição ao risco que as torne vítimas de bandidos”, disse Jacó.

Busca por segurança aumenta

Chega o fim do ano e muitas pessoas recorrem a equipamentos de segurança eletrônica para evitar arrombamentos. Segundo o gerente comercial da Millenium Segurança Eletrônica, Vandeir Ramos, mesmo com a crise, a empresa teve aumento de cerca de 3% nas vendas na primeira quinzena de dezembro se comparado ao mesmo período do mês anterior.

“Os equipamentos mais solicitados são cercas elétricas, alarmes e câmeras de segurança. O investimento mínimo para um equipamento simples é de R$ 1.000”.

Troca de mensagens por WhatsApp ajuda a evitar ocorrências

A união de vizinhos é cada vez mais comum para tentar evitar arrombamentos durante este período do ano. No bairro de Lourdes, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, moradores e comerciantes se reuniram e criaram grupos no WhatsApp que ajudam a evitar arrombamentos, furtos e roubos. De acordo com o presidente da Associação da Praça Marília de Dirceu e Adjacências (Amalou), Jeferson Rios Domingues, a integração entre os moradores faz toda diferença quando o assunto é segurança.

“Costumo dizer que tudo que se faz em relação à segurança ainda é pouco. O ladrão fica 24 horas planejando como vai entrar nas casas e nos comércios das pessoas. Por isso, os moradores do Lourdes estão sempre preocupados e em busca de alguma alternativa para evitar crimes na área”, explicou o presidente.

VIATOTAL

ViaTotal

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A associação conta com três grupos no aplicativo, sendo que todos eles contam com a participação dos militares que atendem a região. Por meio do aplicativo, os moradores conseguem trocar informações sobre pessoas suspeitas que circulam pela região.

“Temos os grupos de moradores, comerciantes e dos lavadores de carro, que são credenciados pela Amalou. Sempre que percebem alguma movimentação estranha em alguma rua, os membros se comunicam”. Para o tenente Marcos Jacó, a parceria foi fundamental para a melhora na segurança do bairro. Sem divulgar números, o militar afirma que houve uma redução significativa de crimes violentos na área.

Casos de roubo crescem 21%

Minas Gerais teve em 2015 uma média de 310 roubos por dia. Somente na capital mineira, a média é de 115 casos. Esses números mostram a dimensão dessa modalidade de crime, que nos últimos anos tem sido a que mais aumenta no Estado. Em comparação com o ano passado, 2015 teve um aumento de 21,6% nos casos. O percentual na capital é de 21,5%.

Os dados foram divulgados nesta quarta pela Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) e correspondem ao período entre janeiro e novembro. Segundo o estudo, no Estado, foram 89.942 roubos em 2014, contra 103.328 neste ano. Em Belo Horizonte, as ocorrências pularam de 31.614 para 38.407.

Conjunto. De acordo com o especialista em segurança pública e coordenador do Núcleo de Estudos Sociopolíticos da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), Robson Sávio, como os roubos podem ser considerados crimes de oportunidade, são vários os fatores para o crescimento.

Para Sávio, não adianta apenas reforçar o policiamento nas ruas, mas também deve haver uma conscientização da população e mudanças estruturais.

“Se não passar por questões mais estruturais, não há medida que resolva o problema. Pode haver melhorias razoáveis, mas manterão em patamares altos os crimes contra patrimônio”, afirma o especialista.

Outros crimes. Enquanto o roubo manteve a tendência de alta dos últimos anos, os demais crimes considerados violentos (homicídio, estupro, sequestro, cárcere privado e extorsão mediante sequestro) tiveram queda no Estado.

No caso dos homicídios consumados, houve uma queda de 2,6% nos dados de Minas Gerais. As tentativas de homicídio caíram 12,2%. Os estupros consumados tiveram redução de 7,4%, e as tentativas, 12,7% – os casos de estupro de vulnerável caíram 2,2%. Fecham a lista os crimes de extorsão mediante sequestro, com queda de 27%, e de sequestro e cárcere privado, com baixa de 18,8%.

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