Inicio » Colunistas » Dr. Eduardo Freitas » Coluna do Dr. Marcelo Freitas – Natal: Existem razões para comemorar?

Coluna do Dr. Marcelo Freitas – Natal: Existem razões para comemorar?

Coluna do Dr. Marcelo Freitas – Natal: Existem razões para comemorar?

12376092_1550909551867201_1754454736923349295_n

O natal materializa a data em que celebramos o nascimento de Jesus Cristo. A Bíblia, entretanto, nada diz sobre o dia exato em que Jesus nasceu. A comemoração do natal, assim, não fazia parte das tradições cristãs no início dos tempos.

As antigas comemorações de natal costumavam durar até 12 dias. Cuidava-se de uma referência ao tempo em que os três reis Magos levou para chegarem até a cidade de Belém e ofertarem os presentes – ouro, mirra e incenso – àquele que, mais tarde, se tornaria o mais bendito dos frutos dos ventres terrenos. Sim, Cristo nasceu humano. Como cada um de nós!

Foi apenas no século IV que o dia 25 de dezembro foi estabelecido como data oficial de comemoração do nascimento de Cristo. Na Roma Antiga, o 25 de dezembro era a data em que se comemorava o início do inverno. Por isso, acredita-se que haja uma relação deste fato com a oficialização da celebração do Natal.

Ainda que se leve em conta apenas o aspecto cronológico, o natal é uma data de grande importância para o ocidente, particularmente por marcar, a partir do nascimento de Jesus, o início de nossa história moderna, com a contagem dos tempos levando-se em conta este fenômeno natural.

1982246_1550909595200530_7321986707420294125_n

Em tempos mais recentes, motivada por aspectos econômicos, passamos a cultivar, por vezes em detrimento do nascimento do Salvador do mundo, a figura do “bom velhinho”, inspirada que foi no bispo chamado Nicolau, que nasceu na Turquia em 280 d.C. O bispo, considerado homem de bom coração, costumava ajudar pessoas pobres, deixando pequenos sacos com moedas próximas às chaminés das casas. Foi transformado em santo (São Nicolau) pela Igreja Católica, após várias pessoas relatarem milagres atribuídos a ele.

Até o final do século XIX, o Papai Noel era representado com uma roupa de inverno, na cor marrom ou verde escura. A roupa nas cores vermelha e branca, com cinto preto, foi criada pelo cartunista alemão Thomas Nast e apresentada ao mundo no ano de 1886. Em 1931, entretanto, uma campanha publicitária da Coca-Cola mostrou o Papai Noel com o mesmo figurino criado por Nast, que também eram as cores do refrigerante. A campanha publicitária fez um grande sucesso, ajudando a espalhar a nova imagem do Papai Noel por todo o planeta.

A figura do Papai Noel, deste modo, ganhou tradução em todo o mundo civilizado: Alemanha (Weihnachtsmann), Argentina, Espanha, Colômbia, Paraguai e Uruguai (Papá Noel), Chile (Viejito Pascuero), Dinamarca (Julemanden), França (Père Noël), Itália (Babbo Natale), México (Santa Claus), Holanda (Kerstman), Portugal (Pai Natal), Inglaterra (Father Christmas), Suécia (Jultomte), Estados Unidos (Santa Claus), Rússia (Ded Moroz). O sucesso do bom velhinho ainda é muito grande!

Retratada rapidamente a atual concepção de natal, não quero aqui gerar desconfortos a quem quer que seja. Trago apenas uma breve reflexão em momento tão sublime: muitos de nós reuniremos em família para celebrar, mais uma vez, o nascimento daquele Homem. Beberemos do melhor cálice. Comeremos o melhor dos manjares. Mas estaremos sendo coerentes com nossas ações neste ano que se finda? Temos motivos para, realmente, comemorar o natal do verdadeiro Cristo?

Caro leitor, tenhamos um momento de sensatez. Apenas um! Olhemos para o nosso país. Para a corrupção que graça ao meio dia. Para o menor abandonado. O drogado. O doente. O refugiado. O analfabeto. O ladrão. Acolheríamos este em nossa casa para cear ao nosso lado? Jesus Cristo prometeu levar o ladrão para casa! “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso”. Está lá no evangelho de Lucas!

Em momentos de extrema degradação moral, tantas vezes retratada de variadas formas, que o exemplo de Cristo nos faça abrir os olhos para o amor ao próximo. Jesus, nosso paradigma inspirador, optou pelos coxos, os oprimidos, os ladrões, os renegados, os miseráveis, leprosos e prostitutas. Há, em nós, algo que se assemelhe a isso? Estamos acolhendo o nosso irmão ou tento tirar proveito dele?

Marcelo Freixo, em recente artigo publicado na Folha, chegou a afirmar: “Diante da mesa farta, espero que as ideias e a história desse homem sirvam, pelo menos, como uma provocação à reflexão. Paulo Freire dizia que amar é um ato de coragem. Deixemos então o ódio para os covardes”.

É tempo de amor! Menos consumo! Mais respeito ao próximo! Acolhimento! Mas não apenas em um dia! Em todos os outros! Que possamos encontrar em 2016 o verdadeiro Cristo em nossas existências. Que passemos a resgatar vidas. No mínimo, em moldes similares àqueles que utilizamos para recuperar lixos. As pessoas podem melhorar! Podem encontrar o caminho! Cristo assim nos ensinou! Se você realmente acredita, há razões para comemorar!

* Dr. Marcelo Eduardo Freitas – Delegado de Polícia Federal e Professor da Academia Nacional de Polícia

Dr. Marcelo Freitas
Dr. Marcelo Freitas

.

PUBLICIDADE

///////////////////////////

.


------------------------------------------------------------------------

Se você é a favor de uma imprensa totalmente livre e imparcial, colabore curtindo a nossa página no Facebook e visitando com frequência o site do Jornal Montes Claros


------------------------------------------------------------------------

------------------------------------------------------------------------

Leia Também

Temer sanciona com veto lei que repassa custos do Fies com bancos para faculdades

Temer sanciona com veto lei que repassa custos do Fies com bancos para faculdades

Compartilhar no WhatsApp* Por: Jornal Montes Claros - 2 de dezembro de 2016. Temer sanciona …


Aviso: nossos editores/colunistas estão expressando suas opiniões sobre o tema proposto, e esperamos que as conversas nos comentários sejam respeituosas e construtivas. O espaço abaixo é destinado para discussões, para debatermos o tema e criticar ideias, não as pessoas por trás delas. Ataques pessoais não serão, de maneira nenhuma, tolerados, e nos damos o direito de excluir qualquer comentário ofensivo, difamatório, calunioso, preconceituoso ou de alguma forma prejudicial a terceiros, assim como textos de caráter promocional e comentários anônimos (sem um nome completo e email válido).