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Coluna do Adilson Cardoso – O lado escuro de João Batistelo

Barra Mansa era o assessor direto do prefeito de Purutunga. Só ele sabia da sua agenda e como provar seus atos de corrupção. Sua esposa sem ter curso superior dirigia uma escola Municipal e levava parte da merenda das crianças para casa. Isso que se vêem na televisão todos os dias. A Câmara de Vereadores tinha 99% dos legisladores vendidos ao prefeito aqueles que o apoiavam em todas as suas decisões, aprovavam suas aventuras em forma de projetos de leis, enviados a toque de caixa sem ao menos passarem os olhos no cabeçalho. Todavia João do Batistelo era oposição ferrenha, levantava a voz na tribuna, batia com os pés e mostrava o punho pequeno, denunciava nos jornais que eram também comprados pelo prefeito, mas tudo continuava na mesma. Dadilva era esposa do João, honesta e sonhadora, tinha um pequeno salão de beleza em um cômodo da casa, trabalhava muito e ganhava pouco. Certo anunciou que precisava ampliar seus negócios e que se mudaria para um espaço maior, havia recebido uma proposta de sociedade. João empolgou-se com a perspectiva de crescimento dela e seguiu sua rotina, na outra semana a esposa chegava em casa de taxi. O esposo questionou o gasto, mas ela respondeu que se tratava de uma cliente que morava próximo que havia fretado o carro e ofereceu carona. Enquanto isto João continuava denunciando o prefeito e suas improbidades, mas a esposa já não era mais a mesma, e, sutilmente pedia que ele diminuísse a intensidade das criticas, que talvez o prefeito não fosse tão ruim assim, e no mais aquilo não era bom para sua clientela que era ligada ao prefeito. A noite ela fingia cansaço e não queria ser tocada por ele. Cada dia estava mais bela, roupas caras, colares no pescoço anéis de brilhante, mas sem horários de chegar em casa. Barra-mansa o assessor do prefeito anunciou na imprensa comprada que Dadilva receberia o prêmio de revelação do Empreendedorismo do ano, neste dia a mulher chegava em casa depois da meia noite, cheirava álcool e as meias estavam rasgadas embaixo do vestido de seda curto, estava sem calcinha e um vermelhão na virilha.  O Vereador que tinha a honestidade como causa maior na sua vida, ligou um empoeirado aparelho de DVD para assistir os seus principais embates desde que fora eleito. O seu favorito pela forma bizarra que ocorrera era aquela da aprovação da compra de fotografias da esposa do Prefeito, a justificativa da presidência da Câmara era de que a primeira dama precisava ser mostrada para a sociedade como se transformara ao longo dos tempos ao lado do chefe do Executivo. João olhava para os detalhes do seu rosto lacrimoso ignorado no meio da explicita cena de corrupção. Outro vídeo muito visto era da entrega da chave da cidade para um traficante de drogas que corrompia menores na porta da escola, nele era claro notarem que uma pessoa da platéia apontava um revolver para João. Ele tinha ciência de que a Dadilva não voltaria à fase ingênua e leal, pois não era mais a companheira que o incentivara a se eleger com a simplicidade de um trabalhador honesto e carregá-la até o fim do mandato. Assim, no meio da noite embalou suas poucas conquistas e lançou sobre a carroceria do carro rumo certeza de desmascarar seus algozes. Não chorava, apenas apertava o pênis para não fazer xixi na roupa, já que nem o banheiro havia usado, após tomar alguns litros de cerveja. Dirigiu o carro apressado, até parar em uma rua escura, sabia que era contra os regulamentos, mas excretou suas eliminações ali, enquanto urinava virou-se para olhar a pequena enxurrada que descia fazendo zig-zags entre pequenas pedras. Passou em frente à casa do assessor do Prefeito ouviu um barulho de festa, associou imediatamente ao estado da esposa. Ao dar a volta para sair, a corrupta diretora da escola Municipal, esposa do Barra Mansa surgia para falar ao telefone sem ser percebida, parecia bêbada, seus passos eram inseguros e não tinha sapatos, chamava alguém de amor. João Batistelo retirou-se vagarosamente do carro, colocou-lhe uma faca no pescoço e amordaçou-a. Andou de volta a sua casa e estuprou-a no carpete onde dormia a cadela Priscila. Respingou o esperma sobre seu rosto e a deixou de volta no mesmo lugar. Sentia uma liberdade como nunca havia experimentado, sorria e queria ser ainda mais livre. Andou mais alguns quarteirões e parou em um ponto de usuários de drogas, ali era conhecido por aconselhar e pregar mudanças de vidas. Fumou maconha e cheirou dois traços de cocaína. João estava livre e louco, leal como sentia sempre no seu interior, desceu na “quebrada dos travecos” e chamou uma mulata que lembrava cantora de Axé. Conversaram ao pé do ouvido e se beijaram quando ele mostrou sua carteira de edil. Foram ali mesmo no canto do muro, João não queria fazer como homem, experimentou ser passivo, doeu, mas ele não gritou. O combativo e honesto Legislador de Purutunga desertou da função e foi para outra cidade, não deixou endereço tampouco cartas para se defender do que diziam sobre aquela noite insólita. A policia não foi avisada sobre o estupro, o Prefeito disse em reunião secreta com o assessor e a diretora da escola, disse fumando um charuto Cubano, “Deixa isso pra lá, uma bimbada a mais, uma a menos, não vai lhe tirar o machismo nem a beleza dela, outra coisa, esse é o tipo de chifre e interno, só você sabe que tem. Aquele diabo sabe muita coisa suas e minha, bosta quanto mais mexe, mais fede, deixa quieto”!

Por Adilson Cardoso

Adilson Cardoso
Adilson Cardoso

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