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Babilônios usavam geometria para observar Júpiter

 

Um modo sofisticado de geometria — o ramo da matemática que lida com formas — já era usado 1,4 mil anos antes do que se pensava, de acordo com um estudo publicado esta semana na revista “Science”.

Técnica surgiu 1,4 mil anos do que se imaginava; civilização escrevia relatos sobre o que via no céu noturno
Técnica surgiu 1,4 mil anos do que se imaginava; civilização escrevia relatos sobre o que via no céu noturno

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De acordo com os pesquisadores, os babilônios faziam cálculos geométricos em 350 a.C. para encontrar o planeta Júpiter no céu noturno.

Até agora, acreditava-se que esta técnica teria sido desenvolvida apenas no século XIV por acadêmicos em Oxford (Reino Unido) e Paris. Eles usavam curvas para rastrear a posição e a velocidade de objetos em movimento.

“Não esperava este resultado. Este método é fundamental para física e todos os ramos da ciência”, revelou o autor do estudo, Mathieu Ossendrijver, da Universidade Humboldt de Berlim (Alemanha), em entrevista à BBC.

Os primeiros babilônios viveram uma região onde hoje estão o Iraque e a Síria. A civilização emergiu aproximadamente em 1.800 a.C.

Tábuas de argila gravadas com sistema de escrita cuneiforme já demonstraram o conhecimento avançado desta população sobre astronomia.

“Eles escreviam relatos sobre o que viam no céu. Esta prática foi mantida por séculos”, contou Ossendrijver.

Em seu estudo, o cientista demonstra como a civilização babilônia também dominava informações complexas sobre matemática.

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Ossendrijver examinou cinco tábuas da Babilônia escavadas no século XIX, agora no acervo no Museu Britânico. As peças revelam o uso de peças quadridimensionais, chamadas trapézios, para calcular quando Júpiter apareceria no céu noturno, e a velocidade e distância com que se deslocava.

“Esta figura, de um retângulo com um topo inclinado, decreve a velocidade de um planeta, no caso Júpiter, muda com o tempo”, explicou. “Temos uma figura em que o eixo horizontal representa o tempo, e o vertical é correspondente à velocidade. A área do trapézio mostra a distância com que o planeta viaja ao redor de sua órbita”.

Para ele, existem provas de que os gregos usavam uma forma “mais simples” para o estudo da geometria, detalhando as relações espaciais entre a Terra e os planetas, em vez de conceitos sobre o tempo e a velocidade.

Segundo Ossendrijver, ainda não é possível determinar se as habilidades geométricas dos babilônios eram comuns naquela civilização: “A tábua pode ser obra de uma pessoa, um gênio, que concebeu um novo tipo de astronomia. Ou, então, um método amplamente usado por estudiosos. Não sabemos responder”.

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