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Coluna do Adilson Cardoso – Irmãos de quê?

 

“Só existem duas coisas infinitas, o universo e a estupidez humana” (Albert Einstein)

 O planeta Terra possui mais ou menos 7, 126 bilhões de habitantes espalhados pelos seis continentes: Ásia, África, América, Europa, Oceania e a Antártica. A América está dividida em América do Norte, América Central e América do Sul. Cada povo se relacionando sob a  sua  necessidade  e caracteristica. Guiando-se pelas subjetividades religiosas e convicções politicas. As vezes alheio a tudo, outras vezes alienado  para tudo. O amor é sinônimo de bem-querer, afeto, carinho, proteção, afabilidade e ternura, sentimento expressado com vigor em todos os continentes, linguas e guetos. Mas onde realmente se encontra o amor destes povos irmãos  que residem na placenta da Terra mãe? Irmão deve ser sinônimo de parceiro, amigo, companheiro, chapa, sectário e alguns outros mais. Acontece que mais de um bilhão de irmãos  passam fome no mundo e  a cada 03 segundos um destes irmãos morrem de fome. Não deveriA ser assim, somos todos irmãos, vivemos na placenta da mãe Gaia. Mas segundo a ONU(Organização das Nações Unidas) o mundo produz alimento suficiente para matar a fome de todos os irmãos, mas o disperdicio de uns faz com que um 1,3 bilhões de toneladas de alimentos seja despejado no lixo. Alguns   importam alimentos a peso de ouro para um simples jantar, enquanto outros fuçam as lixeiras feito porcos. O amor é sinônimo de sentimento e carinho, o que todos os irmãos  formadores das sociedades juram a todo instante. “Amai a Deus sob todas as coisas e o próximo como a si mesmo!” Vem o político desvia a verba que seria para a merenda escolar, quem votou nele  foi alguém que tinha esperança que mudasse, ou talvez fosse eleito por  um daqueles membros de uma sociedade alienada que se esquece que  o politico só é irmão quando está pedindo voto. Na escola sem merenda o aluno que sai com fome de casa, continuará com fome, sem conseguir o raciocionio devido para filtrar seu aprendizado. Enquanto isso a frase é novamente repetida “Amai a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a si mesmo!” o mais próximo que está daquele microfone venal é um irmão com o cerebro lavado que  estende a mão e entrega o unico que tem, a voz grita que é para a obra de Deus, mas quem sustenta a grande construção é só ele o  irmão mais pobre e  as vezes não tem o que comer dentro de casa. “Deus em primeiro lugar!” mas infelizmente quem faz o uso manipulador da palavra como o outro irmão não entrega tudo que ganha, ou melhor, até tira um pouco daquilo que a mão tacanha do irmão pobre lhe confia. A desigualdade cresce no mundo feito praga, não se admite tirar da “imensa fatia” daquele irmão abastado para que o outro irmãozinho do relento  sobreviva. A Capitania Hereditária mudou apenas de nome e se alastrou por todo o planeta. Até que ponto podemos nos chamar de humanos? irmãos, se colocamos armas na cinta para tirar a vida de alguém que nunca vimos, para tomar aquilo que não nos pertence. Matar quem nada nos fez por estarmos sendo pagos. Mentir, caluniar em nome de progressões profissionais como acéfalos sem capacidade de trilhar os caminhos naturais da vitória. Mas  o Rio de Janeiro continua lindo, lindo aos olhos do turista que gasta seus milhões para olhar o carnaval de um camarote, lindo para as estrelas da televisão desfilarem suas marcas e para os politicos que se fecham nas oligarquias se preparando  para as próximas eleições. Mas não está lindo para aqueles que dependem do SUS e morrem nas portas dos hospitais sucateados e das farmácias sem medicamentos. Tampouco para aqueles que perderam a vida com balas perdidas e emboscadas nas Comunidades Pacificadas.

Por Adilson Cardoso

Adilson Cardoso
Adilson Cardoso

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