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Mulheres em profissões típicas masculinas dão lições de vida

 

Do táxi à construção civil, profissionais mostram que lugar de mulher não é pilotando fogão e contam como conquistaram seu espaço no mercado de trabalho ocupado por homens.

Mulheres em profissões típicas masculinas dão lições de vida
Mulheres em profissões típicas masculinas dão lições de vida

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O Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, foi oficializado em 1910 pela ONU (Organização das Nações Unidas), em homenagem às mulheres que morreram numa fábrica em Nova Iorque, nos Estados Unidos, em 1857, por reivindicarem melhores condições de trabalho.

Mais de cem anos depois, muita coisa mudou. Hoje elas têm maior aceitação no mercado e ocupam os mais variados cargos, inclusive em profissões tipicamente masculinas. Também são responsáveis por contribuir com o aumento da renda familiar, sendo que em 2020 o percentual de mulheres chefes de família deve alcançar 40% dos lares brasileiros, de acordo com Leandro Prearo, coordenador do Instituto de Pesquisa da USCS (Universidade Municipal de São Caetano).

A classificação de “sexo frágil” parece não se aplicar mais às mulheres, que acumulam diversas responsabilidades e dão conta do recado. Mãe, esposa, dona de casa e excelente profissional, esses são apenas alguns títulos daquelas que, junto às suas atividades triviais, foram em busca de um lugar ao sol e conseguiram atingir o objetivo.

“Eu precisava aumentar a renda familiar”

É o caso de Maria Jucélia Rosa, 38 anos, casada e mãe e um casal de filhos. Ela trabalhou por 12 anos como entrevistadora e coordenadora de projetos em empresas. Com o marido músico, era necessário aumentar a renda da família. Inspirada na profissão do pai, que foi taxista por 30 anos, em 2012 Jucélia deixou o emprego formal e fez um curso para taxista e iniciou imediatamente na nova carreira. “Não foi fácil conseguir o carro da frota por conta do preconceito da mulher ao volante. Meu marido teve que pegar o veículo no nome dele para agilizar o processo”, conta Maria Jucélia. “Embora o preconceito seja maior entre os próprios taxistas, uma vez um passageiro bêbado disse que não andaria num carro dirigido por uma mulher, mas nada disso me abala porque sei do meu potencial e exerço minha atividade com muita competência, com mais zelo e cuidado do que muitos colegas de profissão”, acrescenta.

Jucélia costuma passar até oito horas ao volante e prefere o período noturno para circular pelas ruas da cidade de São Paulo. Menos de um ano atrás foi vítima de uma assalto a mão armada. Ela manteve a calma, pediu que os bandidos não levassem os seus documentos e foi atendida, mas o carro nunca foi encontrado. Por outro lado, há também situações inusitadas. Certa vez deixou quatro mulheres num motel e em outra ocasião, um casal estava desesperado também por um motel, mas todos estavam lotados e quase que consumou o ato dentro do táxi.

Do dia a dia como taxista, Jucélia aprendeu a dar ainda mais atenção aos seus filhos. “Vejo muitos adolescentes nas noites, bêbados e drogados, sem ao menos os pais saberem onde estão e acham que apenas dando dinheiro estão sendo bons para eles”, avalia. Para as mulheres que desejam entrar na profissão, Jucélia apoia. “Podem vir, porque não é ruim como pintam. Fiz uma boa clientela, principalmente com o uso do aplicativo Vá de Táxi, gosto muito do meu trabalho e tenho orgulho de ser taxista”.

“Sou apaixonada pelo que faço”

Patrícia Funck também serve de exemplo para muitos homens. Aos 36 anos, casada, mãe de dois filhos, sendo um deles de apenas sete meses, formada em Comunicação Empresarial e pós-graduada em Gestão Empresarial, ela trabalhou na área de Segurança do Trabalho de grandes empresas como Natura, Avon, Petrobras e Itambé Laticínios, onde administrava centenas de homens que cuidavam da manutenção das empresas em diversos aspectos como hidráulica, elétrica, mecânica, limpeza, até atividades de alto risco como trabalho em altura e espaço confinado.

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Essa rotina despertou em Patrícia o gosto pela construção civil e, em 2012, ela abriu sua própria empresa nesse segmento. Hoje ela é empresária e segue tudo de perto. “Acompanho todos os trabalhos pessoalmente, desde o orçamento até a execução, ponho a mão na massa, no caso de cimento, literalmente”, diz. Quando o assunto é crise, Patricia é otimista. “As expectativas são boas, principalmente em relação às reformas, que muitas vezes não podem esperar. Além disso, por meio da plataforma IguanaFix prospecto muitos clientes e nunca falta serviço. Sou uma pessoa apaixonada pelo que faço”, finaliza.

Denise Almeida | SEVEN PR

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