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Campanha na internet alerta para os riscos da Hepatite C

 

Postar selfie nas redes sociais fazendo a letra C com uma das mãos e, ao fim da publicação, escrever a hashtag #FaçaC.

Gesto de formar letra C com uma das mãos tem sido compartilhado por milhares de pessoas
Gesto de formar letra C com uma das mãos tem sido compartilhado por milhares de pessoas

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O gesto compartilhado por milhares de pessoas faz parte de uma campanha mundial de alerta contra a hepatite C. A iniciativa convoca a população a se submeter ao teste para diagnóstico da doença.

Silenciosa, a enfermidade causa inflamação do fígado e mata 12 brasileiros por dia. Porém, tem cura quando descoberta na fase inicial, conforme reforça a iniciativa organizada pela ONG “C Tem Que Saber, C Tem Que Curar”. Além de promover ações de prevenção, a associação formada por pacientes de hepatite C encaminha os doentes para o tratamento na rede pública de saúde.

Em sua segunda edição, a campanha que leva o nome de “Faça uma selfie contra a hepatite C” reúne postagens de várias partes do Brasil e de outros países, como Estados Unidos e Índia. O projeto segue até 18 de maio – Dia Nacional da Luta contra as Hepatites Virais. A expectativa é superar as postagens feitas em 2015, que tiveram mais de 4 mil fotos.

“A doença não apresenta sintomas e a maioria das pessoas não sabe que está contaminada. Por isso, a necessidade de campanhas de mobilização popular”, afirma o presidente da ONG, Wilson Inácio Gomes da Silva.

Quem engrossa o coro da importância de conscientização é o gastroenterologista Rômulo César Coelho Leite, que faz trabalho semelhante em Governador Valadares, no Leste do Estado. Segundo ele, a inflamação pode ser causada por vários fatores. Dentre as principais formas de contágio estão o compartilhamento de seringas, agulhas e alicates de unha e a relação sexual sem o uso de preservativo.

Antes da criação dos bancos de sangue, a maior incidência ocorria por meio de transfusões. “Por isso, todos que fizeram o procedimento há mais de 25 anos têm que fazer o exame”, reforça Rômulo César.

GRAVIDADE

Ele adverte que a doença é “extremamente grave” e o vírus cem vezes mais resistente que o da Aids. “O vírus da hepatite C pode resistir dias na natureza e a temperaturas altas e baixas. Basta o primeiro contato para nos contaminarmos. É preciso ter cuidado”, alerta.

Ainda conforme o especialista, o grupo de doentes é formado, principalmente, por pessoas da faixa etária dos 20 aos 45 anos.
Normalmente, o paciente descobre apenas quando o quadro já está avançado. Alguns podem desenvolver cirrose ou câncer de fígado. O tratamento é gratuito e dura 12 semanas. O índice de cura varia de 70% a 90% nos casos diagnosticados precocemente.

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