Inicio » Minas Gerais » MG – Número de vítimas em confrontos policiais aumenta 95% em Minas Gerais

MG – Número de vítimas em confrontos policiais aumenta 95% em Minas Gerais

O aumento expressivo de mortes decorrentes de ações policiais – as chamadas intervenções legais – acende alerta em Minas, afirmam especialistas. Em 2014, foram 121 homicídios nessas situações contra 62 no ano anterior, um crescimento de 95%. Esse número retrata o policial como vítima e autor da ação. 

MG - Número de vítimas em confrontos policiais aumenta 95% em Minas Gerais
MG – Número de vítimas em confrontos policiais aumenta 95% em Minas Gerais

PUBLICIDADE

///////////////////////////

Os dados constam no Atlas da Violência 2016, divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

O estudo utilizou dados coletados diretamente dos estados pela Lei de Acesso à Informação. Em Minas, 17 das 121 mortes em 2014 envolveram policiais fora do expediente de trabalho. Uma das vítimas foi o soldado André Luiz Lucas Neves, de 27 anos. À paisana, ele foi assassinado ao tentar impedir um assalto no bairro Ouro Preto, em BH.

Mas é a quantidade de homicídios com policiais em serviço que chama a atenção de especialistas. De 2013 para 2014, o número de mortos subiu 108%, passando de 50 para 104. “É preocupante”, avalia o coordenador do Núcleo de Estudos Sociopolíticos da PUC Minas, Robson Sávio Souza.
Para ele, dois problemas fomentam as estatísticas de letalidade policial. Um deles é o modelo de treinamento adotado pelas polícias no país, que privilegia a repressão em detrimento à investigação e análise de provas. “Principalmente nas polícias militares. O mecanismo de formação é altamente violento para o policial da ponta”. Outro problema, segundo Robson Sávio, é a falta de mecanismos para o controle da atividade policial.

VIATOTAL

ViaTotal

///////////////////////////

Chefe da Central de Jornalismo da PM mineira, tenente-coronel Gilmar Luciano frisa que o treinamento é composto por disciplinas de direitos humanos. “E privilegiamos a polícia comunitária, cujo foco é a aproximação com a comunidade”. Ele afirma que, por lei, a atividade policial é fiscalizada pelo Ministério Público, ouvidoria e corregedoria.

Já a Polícia Civil informou que investe no treinamento dos policiais com o objetivo de capacitá-los para diversas situações.

Subnotificação

Ainda sobre a letalidade policial, o Ipea analisou os dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, e avaliou que a falta de informação a respeito das mortes por servidores públicos é um problema em todos os estados. A subnoti-ficação fica evidente quando se compara com os dados publicados no Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

Em 2014, o SIM apresenta 681 mortes por intervenções legais, enquanto o anuário levantou 3.009 homicídios. De acordo com o Atlas, tanto no SIM quanto no anuário não são identificados autores e vítimas nos confrontos policiais.

Com Agências

------------------------------------------------------------------------

Se você é a favor de uma imprensa totalmente livre e imparcial, colabore curtindo a nossa página no Facebook e visitando com frequência o site do Jornal Montes Claros


------------------------------------------------------------------------

------------------------------------------------------------------------

Leia Também

Norte de Minas - Acidente deixa uma pessoa morta na BR-251

Norte de Minas – Acidente deixa uma pessoa morta na BR-251

Compartilhar no WhatsApp* Por: Jornal Montes Claros - 8 de dezembro de 2016.Norte de Minas …


Aviso: nossos editores/colunistas estão expressando suas opiniões sobre o tema proposto, e esperamos que as conversas nos comentários sejam respeituosas e construtivas. O espaço abaixo é destinado para discussões, para debatermos o tema e criticar ideias, não as pessoas por trás delas. Ataques pessoais não serão, de maneira nenhuma, tolerados, e nos damos o direito de excluir qualquer comentário ofensivo, difamatório, calunioso, preconceituoso ou de alguma forma prejudicial a terceiros, assim como textos de caráter promocional e comentários anônimos (sem um nome completo e email válido).