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Montes Claros – Sociedade Rural apresenta reivindicações da classe ao governo do Estado

O Norte de Minas atravessa um prolongado período de estiagem, já no seu quarto ano, mesmo com chuvas concentradas e irregulares, a exemplo do mês de janeiro deste ano. 

Montes Claros - Sociedade Rural apresenta reivindicações da classe ao governo do Estado
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Esse fenômeno climático, reconhecido pelos Decretos de Emergência do governo federal e Institutos de Meteorologia, acarretou uma drástica  redução dos rebanhos, lavouras perdidas, falta generalizada  de água, com muitos rios, córregos, pequenas barragens e mesmo poços tubulares  ainda sem a necessária recomposição hídrica.

Em decorrência disso, os prejuízos são incalculáveis. Muitos produtores rurais foram obrigados a vender seus rebanhos, reduzir  sua produção de leite, além da perder lavouras inteiras. Aspectos que afetaram ainda  a capacidade de pagamento desses produtores,  que necessitam inclusive de novos recursos para retomarem suas atividades.

Por causa desses agravantes, sobretudo, para o homem do campo da região Norte do Estado, o presidente da Sociedade Rural, Osmani Barbosa Neto apresentou uma Carta de Intenções ao vice-governador Antônio Eustáquio Andrade Ferreira, também produtor rural e conhecedor dos desafios da produção mineira.A audiência foi realizada, nesta segunda-feira (21), na Cidade Administrativa, na Capital Mineira.

Hoje pedimos ao governo do Estado que lute ao lado do produto para que os agentes financeiros prorroguem as dívidas vencidas e  vincendas  em 2016, 2017 e 2018, por no mínimo 10 anos, equalizando as taxas de juros para 3,5% ao ano. Para continuarmos com nossas atividades precisamos também da abertura de nova linha de crédito, rápida e sem burocracia, e com taxas diferenciadas e carência, para ser realizados novos argumentou Osmani.

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O Presidente da Rural, que representou os anseios da classe, pediu atenção especial para que as superintendências regionais de Regularização Ambiental (SUPRAMs), sejam dotadas de pessoal qualificado e suficiente para dar maior agilidade aos pedidos de licenciamentos  ambientais e outorgas d’água, simplificando os procedimentos,   atualmente processos morosos e extremamente burocratizados.

Medida Provisória 707

A Medida Provisória 707 (MP 707), que altera os artigos 8º e 9º da Lei nº 12.844, de 19 de julho de 2013, suspendendo até o dia 31 de dezembro deste ano o encaminhamento das operações de crédito rural para inscrição em dívida ativa e para cobrança judicial ainda prorroga o prazo de enquadramento da referida Lei, garantindo assim um novo ânimo ao homem do campo foi outro ponto de destaque no encontro em BH.

A MP 707 objetiva permitir que os agricultores tenham tempo adicional para melhorar sua condição financeira, sem, contudo, terem suas dívidas enviadas para cobrança judicial ou inscritas na Dívida Ativa da União, o que dificultaria ainda mais a sua permanência na atividade.

Ascom Sociedade Rural

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