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Saúde – Depois do zika, grávidas têm que se “blindar” contra H1N1

Vacina está em falta em várias clínica na capital de São Paulo, Estado onde a gripe já fez 55 vítimas.

Imunização. A vacina é, segundo os infectologistas, o método mais eficaz para evitar a gripeImunização. A vacina é, segundo os infectologistas, o método mais eficaz para evitar a gripe
Imunização. A vacina é, segundo os infectologistas, o método mais eficaz para evitar a gripe

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Após aprender a conviver com os cuidados para evitar a contaminação com o zika vírus, as gestantes ganharam uma nova preocupação: prevenirem-se do surto antecipado de H1N1. Repelente e álcool em gel viraram itens do dia a dia das grávidas, que fazem parte do grupo de risco para as duas doenças. Para evitar a gripe, que já fez 55 vítimas no Estado de São Paulo, elas também enfrentam a saga para conseguir a vacina, em falta em várias clínicas.

Ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz, Paola Fasano diz que as grávidas devem seguir as recomendações para evitar a contaminação tanto pelo zika vírus quanto pelo H1N1, mas sem criar uma situação de pânico. “O estresse nunca é bom. Sabemos que a informação corre rápida e de maneira descontrolada, leva a um medo. A gestação é um momento de muita expectativa e as grávidas devem conversar com o obstetra que vai colocá-las a par de tudo sobre a gestação”.

Paola diz que, no caso da gripe, é importante que as gestantes evitem locais com aglomeração, mantenham as mãos higienizadas e não tenham contato com pessoas contaminadas. “O H1N1 pode ser mais perigoso no segundo e no terceiro trimestre da gestação, pois a mulher está com o abdome aumentado, o que diminui a expansão pulmonar. Se ela tiver febre, tosse e dificuldade respiratória, deve procurar um médico imediatamente”, alerta. A ginecologista afirma que já tem recomendado para pacientes que usem máscaras ao frequentar ambientes com aglomeração e o uso do álcool em gel, além da vacinação.

Graciela Morgado, ginecologista da Maternidade Pro Matre Paulista, recomenda ainda que as mulheres invistam em bons hábitos alimentares para aumentar a imunidade. “É importante ter uma dieta saudável, alimentando-se de três em três horas e se mantendo hidratada”. Ela também fala sobre a importância de não se desesperar. “A gestante deve se acalmar e não precisa ficar enclausurada”.

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Desde a terceira semana de gravidez, a assessora de imprensa Carla Caroline, colocou uma regra em casa: as janelas não ficam abertas. Usa repelente diariamente e evita roupas que deixem as pernas ou os braços expostos.

Surto

Números. Além das 55 mortes, são 465 casos de síndrome respiratória aguda registrados em todo o Estado de São Paulo, sendo 372 comprovadamente ligados ao vírus H1N1.

Saiba mais

A campanha nacional de vacinação contra a H1N1 começa em 30 de abril e vai até 20 de maio. Na rede particular já é possível encontrar a vacina.

A vacina demora de três a quatro semanas para começar a fazer efeito e é útil por seis a oito meses, uma temporada do vírus. Normalmente as cepas mudam, por isso é preciso fazer a vacinação todo ano.

Mesmo para quem tomou a de 2015 neste ano, é necessário o reforço da vacina de 2016.

Nem sempre é preciso ir a emergência, dizem médicos

São Paulo. Na frente de um pronto-socorro, uma enfermeira sai apressada falando ao celular. “Não, é melhor só acompanhar. O que ele vai fazer aqui? Só se for para pegar gripe”, dizia.

“Algumas pessoas procuram a emergência sem necessidade, o que é ruim, pois vão ficar expostas a um ambiente contaminado”, afirma o infectologista Carlos Spinelli. “Se era esse o caso do suposto paciente da conversa da enfermeira, ela estava correta. Caso contrário, a precocidade do tratamento é fundamental,” diz o coordenador de Controle de Doenças da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, Marcos Boulos.

Em meio ao surto, todas as recomendações de higiene para evitar o contágio são válidas, mas, segundo Boulos, a única proteção realmente efetiva é a vacinação.

Famílias têm feito odisseia por vacina

São Paulo. Com filas de até cinco horas, clínicas que oferecem a vacina contra a gripe em São Paulo tiveram que estender o horário de atendimento neste sábado. Famílias têm feito uma odisseia por centros imunológicos em busca da vacinação.

O professor de inglês Michael Ferreira Santos, 31, e a mulher Mariana, 27, saíram de casa na Mooca, zona leste, nas primeira horas da manhã e, depois de atravessarem a cidade, garantiram uma senha numa clínica, na Heitor Penteado, zona oeste. “Entregaram uma senha e deram certeza que vão atender, já é um alívio”, disse ele. O atendimento foi feito às 15h, quase 3h30min depois de chegarem.

Até o meio da tarde a fila ainda ocupava a calçada. A clínica abriu às 8h e, segundo funcionários, cerca de mil doses foram aplicadas neste sábado. Na sexta-feira, foram 600 doses só na parte da tarde. Normalmente aberta até as 12h de sábado, o horário foi estendido até as 18h para garantir todos os atendimentos.

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