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Coluna do Dr. Marcelo Freitas – Tratar bem, que ma tem?

Vivemos em um mundo em que a correria do cotidiano tornou-se o principal fator para o grande número de doenças e mortes. Todos nós conhecemos alguém que já foi acometido por infarto, hipertensão, AVC, diabetes, depressão, ansiedade, enfim, um rol de enfermidades que, ciclicamente, trocam de posição em estatísticas de diagnósticos. Até música já fora feita para demonstrar a quantidade de enfermidades a que estamos submetidos. “Mas o pulso ainda pulsa”!

Atrelado a essa correria diária, há a economia, a educação, as frustrações… Afinal, de quem é a culpa? A quem devemos imputar aquela raiva, aquele sentimento de irresignação que nos aflige? A nossa família? Aos nossos empregados? Aos colegas de trabalho? Ou àqueles mais humildes?

Transferir essa angústia, essa raiva toda, resolve o problema? Ele, de fato, desaparece? O saldo de nossa conta bancária aumenta?

Para explorar a idéia central proposta no texto, trago abaixo uma breve lição a fim de que possamos melhor refletir sobre o sentido da vida:

Certa vez, perguntaram a um agricultor, que sempre ganhava o prêmio de safra mais bem cuidada, o que ele fazia para que a sua plantação fosse a melhor daquela região.

Ele, humildemente, disse: “Eu compartilho as minhas melhores sementes com meus vizinhos”!

Espantado, o interlocutor não compreende: “Como assim? Quem é louco de dividir aquilo que o coloca como melhor?!”

E o agricultor mansamente responde: “A polinização é fundamental para as plantações, desta forma, o pólen de tudo que rodeia o que planto são repassados a mim, seja pelo vento, pelos insetos e pássaros, enfim, se meus vizinhos tiverem plantas ruins, isso afetará de sobremaneira o meu plantio”.

Da mesma maneira que analisamos a lavoura desse agricultor, devemos refletir sobre a vida, ou seja, se repasso àqueles que me cercam sentimentos e vibrações positivas, com certeza, tudo isso vai ser recíproco! E como já comprovado cientificamente, a atitude positiva das pessoas em relação à vida gera saúde, harmonia, paz e os problemas serão resolvidos de maneira mais amena. O diálogo, a educação no trato, a paciência e a resiliência são fundamentais para tanto. São grãos para uma vida melhor.

Não quero aqui dizer para todos que tudo deve ser visto de maneira positiva! Não! Nem tudo é arco-íris! Na vida, tudo deve ser encarado e resolvido de maneira resolutiva, com garra, ímpeto de mudança, mas isso não impede que se possa compartilhar as suas melhores sementes! Ao tratar o outro bem, com mais afeto, você gera e incita o poder da gentileza em todos que o cercam, e isso é primordial para a convivência harmoniosa.
Muitas pessoas tratam os outros não pelo que eles são, mas pela maneira como estão ou pelo que possuem. Isso gera um imenso vazio e uma certa e evidente “hipocrisia social”. Muitas vezes, aquele que você jamais imaginava é quem vai salvá-lo de uma situação desastrosa. E isso nos remete a outro conto, aqui retratado livremente:

Certa vez, um homem, no final do expediente em um frigorífico, deixou-se trancar dentro de um freezer acidentalmente. E como já era tarde, e os demais funcionários já haviam ido embora, ele pensou consigo mesmo: “É o fim, amanhã quando chegarem, já estarei congelado aqui”.

Passado algum tempo, um outro homem, que trabalhava na entrada da empresa, abriu desesperadamente o freezer, salvando-o.

Ele muito grato, porém intrigado, perguntou como aquele homem imaginou que pudesse ter alguém ali.

E o homem respondeu: “todos os dias, quando o senhor chega para o trabalho, me cumprimenta. E todos os dias quando sai, também assim o faz. Hoje, como de costume, o senhor me cumprimentou quando entrou, mas não o vi sair, por esse motivo, imaginei que poderia ter tido algum problema e vim verificar.”

A gentileza e a boa educação salvaram alguém no conto acima. E, creio eu, pode nos salvar também, pois ao exercitá-la em nosso dia-a-dia, a pressão diminui, a veia dilata, a pele melhora e o dinheiro do remédio sobra! Pense nisso!

O escritor alemão Albert Schweitzer dizia que “assim como o sol derrete o gelo, a gentileza evapora mal entendidos, desconfianças e hostilidade.” Portanto, seja gentil, educado, resolva suas inquietudes sem culpar ou maltratar aqueles que o cercam. Chame-os para ajudá-lo. Dê valor àqueles que não precisam exercer grandes funções para ser uma grande pessoa, escute mais, grite menos, reflita o que deseja no seu presente, pois a vida é fugaz, passageira, e o que levamos dela são os grandes e felizes momentos que passamos com quem acreditamos. E o que deixamos? Ah, o que deixamos é o que hoje somos, então por isso, sejamos gentis… Gentileza gera gentileza!

Dr. Marcelo Eduardo Freitas – Delegado de Polícia Federal e Professor da Academia Nacional de Polícia

Dr. Marcelo Freitas
Dr. Marcelo Freitas

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