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Coluna do Aldeci Xavier – Preto no Branco

GRAVE CRIME NA SAÚDE

A coluna mais uma vez sai na frente e traz informação de que, enquanto autoridades e setores da sociedade buscam culpados para o caos que se instalou na saúde de Montes Claros, o governo do Estado, através da secretaria de Estado da Saúde e da superintendência regional de da Saúde, pode ter cometendo crime gravíssimo. É que, segundo denúncia do conselheiro municipal de Saúde, Roberto Coelho Ferreira o Governo assumiu a gestão da saúde no município há mais de um ano e só formalizou o contrato com os hospitais em abril passado. A gravidade é que, durante todo esse tempo, foram repassando recursos para os hospitais da cidade sem que o Estado tivesse feito a contratualização formal dos serviços, o que, segundo o conselheiro, se constituiu em um crime.

ENTENDA O CASO

Como por razões óbvias, mudaram o foco da saúde no município. O governo de Minas, através da superintendência Regional de Saúde, além de não ter formalizado o contrato, também evitou falar sobre o assunto. O conselheiro Municipal de Saúde, Roberto Coelho, informou à coluna que quando o Estado assumiu a saúde em Montes Claros, os 24 membros do Conselho ficaram na expectativa de serem convidados a discutir o assunto, inclusive apresentando propostas. Como depois de um ano não houve sequer satisfação, então eles cobraram uma posição da superintendente, Patrícia Afonso Guimarães, que marcou reunião na quarta-feira passada (11), quando apresentaria o contrato. Conta Roberto que, ao cobrar o contrato, durante a reunião, foi informado por Patrícia que estava pronto e que teria sido encaminhado para Belo Horizonte. Ao ser indagada sobre a assinatura, ela teria dito que não foi assinado ainda por que não sabia quem seria o responsável, já que o então secretário, Fausto Pereira, havia deixado a pasta no último dia sete e que o novo titular, Sávio Souza Cruz, ainda não tinha assinado o documento.

COMO ESTAVAM PAGANDO

O conselheiro municipal de Saúde em Montes Claros, Roberto Coelho, informou à coluna que diante da confissão da superintendente Regional de Saúde, Patrícia Afonso Guimarães, de que o Estado vem pagando os hospitais da cidade mesmo não tendo formalizado contrato, ele indagou como estava sendo oficializado tal pagamento. Afirmou ter recebido da superintendente a informação de que estavam usando o contrato antigo da prefeitura de Montes Claros, o que, em sua opinião, pode tornar mais grave a situação. “Como o Estado retira do município a gestão da saúde, ficando responsável pelo setor, e utiliza o contrato feito entre hospitais e prefeitura?”, questiona o conselheiro.

CARGOS SOBRANDO

Informação que chega à coluna vinda de Brasília-DF, dá conta de que os deputados federais da base aliada do presidente em exercício, Michel Temer, querem que aconteça de imediato as demissões em órgãos federais com representação nos Estados. Em Minas Gerais existem mais de 500 cargos de livre nomeação sob controle da União e que estarão à disposição dos partidos aliados. Entre os cargos mais disputado para a indicação está o Incra, Ipham, Casemg, superintendências do INSS, diretoria do Ceasa, Conab, DNPM, superintendência da Codevasf, superintendência do DNOCS, gerência regional da Anatel, estrutura do Ministério da Saúde (DILON), Funasa, DNIT, superintendência do Ministério da Agricultura, CBTU, Imetro, Geap, Delegacia Federal do MDA, dentre outros.

OPERAÇÃO TEMPO DE DESPERTAR

A coluna sai na frente e traz a informação de que depois de mais de um ano (abril de 2015), somente na tarde da última sexta-feira foram formalizadas junto à Justiça de Montes Claros denúncias de pessoas suspeitas de envolvimento no esquema que fraudou o DPVAT, na época presas na Operação Tempo de Despertar. Vale lembrar que a operação acabou se estendendo por todo o país, dando um prejuízo de cerca de R$ 1 bilhão.

POSSE DE ZÉ VICENTE

De forma tranquila, o vice-prefeito de Montes Claros, José Vicente de Medeiros (PMDB), foi empossado na manhã de ontem (16), na Câmara Municipal. Medeiros deixou claro que a princípio não tem a pretensão de promover mudanças dentro da estrutura do executivo até pelo fato da interinidade. Explicou que se houver alguma mudança será pontual, com a indicação de pessoa mais próxima para permitir maior agilidade na condução dos trabalhos. Fez questão de frisar sobre o ótimo relacionamento quem sempre manteve e mantém com o prefeito Ruy Muniz. O evento contou com a presença da deputada federal Raquel Muniz (PSD) e do deputado estadual e presidente do PMDB local, Tadeu Martins Leite.

CURIOSIDADE

Chamou atenção de todos a ausência dos vereadores da bancada de oposição, já que era uma solenidade sem qualquer cunho ou apego político. Aliás, nem mesmo a base petista, aliados do PMDB no Estado, marcou presença.

Por Aldeci Xavier

Aldeci Xavier
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