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Cultura Moc – Conheça as personalidades que serão homenageadas no 30° Salão Nacional de Poesia Psiu Poético

Foi realizada uma reunião no casarão da Secretaria de Cultura para anunciar as personalidades homenageadas no 30° Salão Nacional de Poesia Psiu Poético.

O movimento costuma reverenciar artistas que, de alguma maneira, vêm contribuindo ativamente na produção e discussão da poesia contemporânea.

Cultura Moc - Conheça  as personalidades que serão homenageadas no 30° Salão Nacional de Poesia Psiu Poético - Foto: Silvana Mameluque
Cultura Moc – Conheça as personalidades que serão homenageadas no 30° Salão Nacional de Poesia Psiu Poético – Foto: Silvana Mameluque

 

Segundo Aroldo Pereira, coordenador do evento, nesse ano foram indicados 31 de poetas de Montes Claros e de todo o Brasil. Destes artistas, normalmente seis são selecionados para participar do evento e serem homenageados. Como em 2016 o Psiu Poético comemora os 30 anos, foi escolhida uma personalidade a mais, totalizando sete poetas.

Evely Julia, uma poetiza de apenas 13 anos, será homenageada na atração. Ela, que é aluna da Escola Estadual Dilma Quadros, ficou surpresa e muito feliz em participar do evento. O primeiro contato que Evely teve com a poesia foi na escola, através de um convite feito pelo movimento Psiu Poético.

De acordo com Aroldo Pereira, “o Salão Nacional de Poesia Psiu Poético abre todas as portas e janelas para as manifestações culturais dentro da poesia enquanto referência, dialogando com o teatro, a música e outras manifestações artísticas”.

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O 30° Salão Nacional de Poesia Psiu Poético acontece entre os dias 4 a 12 de outubro em diversos espaços públicos de Montes Claros, como o Mercado Municipal, o Terminal Rodoviário, o Centro Cultural, Unimontes, além de escolas municipais, estaduais e privadas.

Seguem abaixo os artistas homenageados:

Adilson Cardoso

O poeta é de Montes Claros, mas se considera “natural do mundo”. Ele participa do Salão Nacional de Poesia “Psiu Poético” desde 1991. Escritor, artista plástico, cronista (escreve diariamente para o Jornal Montes Claros sob o pseudônimo de Hesíodo José), colaborando também com o Jornal de Caruaru (PE). Destaque para as peças: Doutor meu pai também é GayA política dos TomatesDe médico e louco todo mundo tem um porcoDebate Político em Berro do Bode; e A Gravidez dos Machos. Como Roteirista e Diretor participou do Curta Documentário “Sou da Sua Laia” e da ficção “O diálogo do Crack” e do longa metragem em construção “A Razão do Delito”. Recebeu menção honrosa a nível nacional na coletânea paulista “A palavra é arte” com os contos: “A guerra do Pequi” e a “Cancela da curva do bodoque“. 

Publica na página: http://jornalmontesclaros.com.br/colunistas/hesiodo-jose/

Cláudio Bento

Cláudio Bento nasceu na cidade de Jequitinhonha, nordeste de Minas Gerais. Já foi premiado em concursos literários no Brasil e no exterior, tem poemas publicados no Suplemento Literário de Minas Gerais, na revista “Telas e Artes” e em jornais alternativos em vários estados brasileiros. Cláudio Bento trabalha também ministrando oficinas literárias, fomentando o incentivo à escrita e à leitura, além de desenvolver projetos culturais em bibliotecas de escolas públicas estaduais da capital e do interior de Minas Gerais. O poeta sempre participa de maneira efetiva de movimentos populares, como o Festivale – Festival Da Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha, e de feiras de livros, festivais de poesia, de música e de folclore. É autor dos livro de poesia Jequitinhonha e outros PoemasInventário da Infância e da coletânea Dois poetas e uma cidade, em companhia de Cláudio Duarte, entre outros.

Waldemar Euzébio

Waldemar Euzébio Pereira, escritor, poeta, compositor e músico, é natural de de Montes Claros. Formou-se em Direito na UFMG em Belo Horizonte, onde reside atualmente. É o terceiro de uma família de 14 filhos, onde a música é o traço comum. O pai, Geraldo Euzébio, tropeiro, carroceiro, operário e motorista, era músico “de ouvido”, tocava violão, cavaquinho e bandolim  .

Ainda adolescente, tocava violão e começou a compor. Concluiu a classe de violino pelo Conservatório Lorenzo Fernandes, como bolsista da diretora Marina Lorenzo Fernandez Silva. Integrou o Grupo Banzé de danças folclóricas e, como ator, atuou em diversas peças teatrais em sua cidade natal. É autor de obras como PROSOEMADo cinza ao negro e Achados e 25 Boleros entre sambas. 

Ronald Augusto da Costa

Ronald Augusto da Costa nasceu no Rio Grande-RS. É poeta, músico, letrista, ensaísta e ativista cultural. É um artista ativo, ministrando oficinas e palestas sobre “Os dilemas da poesia contemporânea”. Também conhecido pelo pseudônimo de Ronald Tutuca, tem publicações e trabalhos culturais de diferentes espécies: além da produção como poeta e músico, possui artigos publicados sobre a obra de Cruz e Souza, sobre a poesia concreta e sobre a poesia negra brasileira. Seus poemas foram incluídos em várias antologias nacionais e internacionais, assim como em diversas revistas literárias. É autor das obras Negro 3 x negroKânhamoVá de valhaCair de Costas e compõe as antologias Poesilha, de Jefferson Lima e A razão da chama: antologia de poetas negros brasileiros, sob organização de Oswaldo de Camargo.

Conceição Evaristo

Conceição Evaristo nasceu em numa favela da zona sul de Belo Horizonte, Minas Gerais. Filha de uma lavadeira que, assim como Carolina Maria de Jesus, mantinha um diário onde anotava as dificuldades de um cotidiano sofrido, Conceição cresceu rodeada por palavras. Teve que conciliar os estudos com o trabalho como empregada doméstica, até concluir o curso Normal, em 1971, já aos 25 anos. Considerada uma das principais expoentes da literatura brasileira e afro-brasileira atualmente, Conceição Evaristo tornou-se também uma escritora negra de projeção internacional, com livros traduzidos em outros idiomas. Publicou seu primeiro poema em 1990, no décimo terceiro volume dos Cadernos Negros, editado pelo grupo Quilombhoje, de São Paulo. É autora dos romances Ponciá Vicêncio (2003) e Becos da Memória (2006), da coletânea Poemas da recordação e outros movimentos (2008) e do livro de contos Insubmissas lágrimas de mulheres (2011). A poeta traz em sua literatura profundas reflexões acerca das questões de raça e de gênero, com o objetivo claro de revelar a desigualdade velada em nossa sociedade, de recuperar uma memória sofrida da população afro-brasileira em toda sua riqueza e sua potencialidade de ação. É Uma mulher que tem cuidado de abrir espaços para outras mulheres negras se apresentarem no mundo da literatura

 Cristiane Sobral

Cristiane Sobral nasceu na zona oeste do Rio de Janeiro.. É escritora, atriz e professora de teatro. É bacharel em Interpretação pela Universidade de Brasília (1998), licenciada em Educação Artística pela Universidade Católica de Brasília (2005), especialista em Docência Superior pela Universidade Gama Filho (2008), mestranda em Artes também pela Universidade de Brasília. Dirige a Cia de Arte Negra Cabeça Feita há 17 anos. Tem várias publicações em prosa e em verso, como os livros “Espelhos, Miradouros, Dialéticas da Percepção”, “Não vou mais lavar os pratos” e o mais recente “Só por hoje vou deixar meu cabelo em paz”, além de vários textos publicados em antologias poéticas. Publica nos Cadernos Negros, antologia de literatura afro-brasileira, desde 2002. Escreve no blog www.cristianesobral.blogspot.com.br, de onde este texto foi adaptado.

Publica na página: https://www.facebook.com/CristianeSobralArtista/?fref=ts

Evely Julia:

Evely Julia da Silva, 13 anos, nasceu em Francisco Sá. Estudante da Escola Estadual Dilma Quadros, atualmente mora em Montes Claros com os pais, Cleunice da Silva e Jedson Gonçalves Lima. Em 2013, a convite do Psiu Poético, participou do projeto apresentando poesias em sua escola e em seguida ajudou a construir o Despertar Poético, caminhando e declamando poesias pelas ruas de Montes Claros. Participou também do Poesia Circular, que envolve atividades poéticas desenvolvidas dentro das escolas impulsionando a criação entre estudantes de diversas idades. Expôs seus trabalhos no Painel Permanente de Poesia Juca Silva Neto, na Biblioteca Pública Municipal Doutor Antonio Teixeira de Carvalho.

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