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Inadimplência bate recorde em contas de água, gás e luz

 

Fatia dessas despesas sobe para 17,9% no universo de R$ 239 milhões em dívidas dos brasileiros.

As dívidas dos brasileiros em atraso nas contas das despesas essenciais somaram R$ 239 milhões em março, segundo levantamento da Serasa Experian. As contas de água, luz e gás, chamadas de utilities, representaram 17,9% do total, o maior nível já alcançado por esse tipo de despesa desde o início da pesquisa, em junho de 2014. Um ano antes, em março de 2015, o percentual era de 15,1%.

Inadimplência bate recorde em contas de água, gás e luz
Inadimplência bate recorde em contas de água, gás e luz

 

Com inflação e desemprego em alta, os consumidores estão fazendo uma espécie de rodízio para pagar as contas. “Eu vou alternando o pagamento. Estou com as contas de água e luz atrasadas”, contou a auxiliar de cozinha Geralda Evangélia Natividade.

Para ela, neste ano, está mais difícil manter as contas em dia, já que a inflação está corroendo a renda. “Até o ano passado, eu conseguia pagar em dia as contas básicas. Em 2016 está pior”, disse. Ela já chegou a atrasar o pagamento em até 30 dias. O técnico de mecânica Hugo Damasceno usa a mesma estratégia de Geralda. “Eu pago uma conta vencida e já chega outra”, conta.

Ele diz que ainda está com a conta de energia em atraso. O motivo para o desequilíbrio nas finanças foi o desemprego da esposa durante sete meses. “Com isso, a renda da família caiu 50%. Ela conseguiu emprego há três meses. Só que leva tempo para colocar as contas em dia, acho que vai demorar uns seis meses para organizar as finanças. Estamos nos esforçando para isso”, revelou.

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A maior preocupação de Damasceno é o financiamento imobiliário. “É a nossa prioridade”, disse. Para o economista da Serasa Experian Luiz Rabi, o crescimento da participação de utilities no ranking da inadimplência denota o agravamento da crise, uma vez que os consumidores tendem a manter esses pagamentos em dia para não terem o fornecimento interrompido.

Cartão. Apesar do incremento desse segmento, as empresas que mais sofrem com calotes, no entanto, continuam sendo os bancos e as operadoras de cartão de crédito. Em março, os dois segmentos representavam 27,2% das dívidas em atraso, também acima do nível de um ano atrás: 26,9%. O novo patamar, porém, está abaixo do recorde atingido na primeira edição da pesquisa, de 31,6%.

A inadimplência também bateu recorde no segmento de serviços, com participação de 11,4% em março deste ano. Em igual mês do ano passado, era de 11,2%.

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O economista afirma que os mais afetados com a situação econômica atual são aqueles que vivem daquilo que recebem e não fazem nenhum tipo de reserva ou poupança financeira. “Ao perderem o emprego, essas pessoas não conseguem honrar os compromissos financeiros e caem na inadimplência”, explica.

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