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Coluna do Vasco Vasconcelos – Presidente Temer, urge criar o Banco de Talentos para moralizar a administração pública

Coluna do Vasco Vasconcelos – Presidente Temer, urge criar o Banco de Talentos para moralizar a administração pública

O Presidente da República Federativa do Brasil, em exercício, Michel Temer, em menos de vinte dias de governo, foi obrigado a demitir dois ministros de estados, sendo um político e outro apadrinhado político. 

O Presidente Michel Temer, parece que está em outro mundo uma vez que esqueceu que em face às nomeações de apadrinhados políticos, que até hoje o país está à deriva, sangrando com sucessivos escândalos de corrupção, detectados pelas operações da Polícia Federal: Selo, Mensaleiros, Sanguessugas, Vampiro, Zelotes, Lava Jato, Petrolão (…) cujos envolvidos saquearam o país para alimentar uma teia pantanosa de empresários  bandidos e  políticos imundos e corruptos.

Que multipliquem juízes do perfil de Sérgio Moro da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, responsável pela investigação do maior escândalo de corrupção e lavagem de dinheiro ocorrido no Brasil, envolvendo raposas políticas, empreiteiros e funcionários da  Petrobrás, o qual possui todos os caracteres de que trata o artigo 101 da Constituição Federal, para ser investido como futuro ministro do  Egrégio Supremo Tribunal Federal – STF, para punir exemplarmente todas essas quadrilhas que estão envergonhando o Brasil perante o mundo e que possa recolocar  o nosso país nos trilhos da moralidade e do desenvolvimento.

O Brasil está em fase de putrefação com tantos bandidos públicos impunes, com rara exceção, é claro, ocupando o lugar de profissionais épicos, probos, comprometidos com a decência e o bem-estar das pessoas.

A história tem nos revelado que os maiores impérios e as grandes civilizações desmoronaram-se, a partir do instante em que os bons costumes,  o caráter, a moral, a ética e o decoro deram lugar à permissividade dos costumes, à impunidade, ao cinismo, ao deboche, à libertinagem, à institucionalização indecorosa de novos padrões comportamentais, enfim, à corrupção generalizada nos poderes da nação.

É triste revelar que o meu Brasil, antes mesmo de se transformar numa grande potência, está se dissolvendo no lamaçal da corrupção, com tantos bandidos públicos impunes. Ainda há tempo de a sociedade, a exemplo de outrora, acordar, levantar o traseiro, sair às ruas, e exigir dos governantes mais seriedade no trato da coisa pública, porque o povo não aguenta mais conviver com o pântano fétido da corrupção que nos envergonha perante o mundo. Reaja, Brasil!

Por isso faz-se imperioso e urgente mudar a forma de escolha e investidura do alto escalão do governo federal e de todas as esferas da federação. Tem que parar de promover políticos suspeitos e/ou envolvidos em falcatruas e seus comparsas ou seja os apadrinhados políticos.

Durante mais de quatro décadas de militância na administração pública federal,  pude  observar o método  pusilânime e pútrido,  utilizado por dezenas de figuras peçonhentas, despreparadas, para ocupar os  cargos de ministros de estado bem como de (DAS) 4 e 5 e de natureza especial. No passado as pessoas falavam com ufanismo que fizeram parte da equipe dos ministros militares. Hoje questionam você fez parte da equipe de qual quadrilha?

Enquanto servidores épicos, homéricos, com vasta gama de experiência comprovada na administração pública, por uma que questão de postura  e ética, esperam ter os seus valores reconhecidos, pelo mérito, um  bando de inoperantes, sem escrúpulo, gruda nos ministros recém-empossados, como se fosse moscas-varejeiras, para assumir cargos no 2º escalão.

Vi carregadores de malas, garotos (as) de recados, numa verdadeira inversão de valores, assumindo cargos relevantes e estratégicos, tomando lugar de homens pensantes, administradores renomados, numa verdadeira inversão de valores.

O resultado dos últimos vinte anos de ingerência e desregramento, é visível. Um país prostrado. Em que pese o orçamento das áreas sociais terem duplicados nos últimos anos, não se vê resultados no avanço da assistência médica no país;  pelo contrário, doenças endêmicas erradicadas no passado, estão de volta, isso sem falar da epidemia de zika vírus, chicungunha e dengue que vem ceifando milhares de vidas,   bem como a falta de  medicamentos, instrumentos cirúrgicos e correlatos,  nos nosocômios públicos.

Estão torrando o dinheiro que o país não tem para investir no social em coisas que a população não precisa. O futuro Ministro da Transparência, bem que deveria, além de inspecionar prefeituras, perscrutar minuciosamente, os desmandos, desperdícios, esbanjamento, suntuosidade e excesso dos gastos públicos desnecessários na esplanada dos ministérios, tais como: pagamento de passagens aéreas, diárias, ajuda de custo, numa verdadeira orgia e afronta a realidade nacional, torrando o dinheiro em que o país não tem par investir no social em coisas que a população não precisa, tornando injustificável, ou intolerável, ação administrativa de certos dirigentes públicos em confronto com a realidade sócio-econômica do país.

Destarte, com o fito de mobilizar, motivar, valorizar os servidores públicos, hoje tão desestimulados, elevar os níveis gerenciais da máquina pública e reduzir os gastos supérfluos, estancar a corrupção, bem estabelecer critérios rígidos e técnicos, na escolha, investiduras de ministros de estado e nomeações do segundo e terceiro escalões, sugiro ao Presidente da República em exercício Michel Temer, a criação de um Banco de Talentos da administração publica federal,  onde seriam armazenados os “currículos – vitae” de “funcionários nota 10”, de boa índole, reputação pública ilibada enfim de boa estirpe, com relevantes serviços prestados ao país, portadores de visão gerencial  da máquina pública,  com o fito de serem nomeados de acordo com o perfil profissional, para ocupar o segundo e terceiro  escalões do seu governo, rumo a moralização, humanização e decência da máquina pública  e recolocar o nosso país, na dimensão da moralidade pública  e nos trilhos  do desenvolvimento, sem assaltar os cofres públicos. O Brasil merece. Diga não à corrupção. 

Por Vasco Vasconcelos /escritor, administrador  e jurista.

Vasco Vasconcelos
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