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Cultura Moc – Curta-metragem “O Diálogo do Crack” fala sobre riscos e o afastamento familiar

Cultura Moc – Curta-metragem “O Diálogo do Crack” fala sobre riscos e o afastamento familiar

O isolamento cada vez maior dos membros da família, formando uma geração de solitários que moram numa mesma casa, associado a um pai que tem como única preocupação pagar as contas e uma mãe que acredita que o amor incondicional, sem controle das ações dos filhos, é o suficiente para a criação.

Cultura Moc - Curta-metragem "O Diálogo do Crack" fala sobre riscos e o afastamento familiar
Cultura Moc – Curta-metragem “O Diálogo do Crack” fala sobre riscos e o afastamento familiar.

 

Esta é a receita principal do filme “O Diálogo do Crack“, escrito e dirigido pelo artista e agitador cultural Adilson Cardoso, servidor da Universidade Estadual de Montes Claros.

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O trabalho apresenta como resultado o envolvimento dos dois filhos com droga ilícita em busca do prazer imediato, transformado, ao longo do tempo, em um grave problema familiar, terminando em duas tragédias.

O filme, que na verdade é um curta-metragem de vinte minutos, é resultado de um projeto de voluntários interessados em chamar a atenção da população para o crescimento do uso do crack, que vem devastando a vida de milhares de famílias no Brasil. Adilson Cardoso conta que o projeto nasceu diante da observação da realidade vivenciada no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) do Bairro Cidade Nova, em Montes Claros.

“Percebi um número considerável de famílias procurando ajuda por causa do crack”, explica. Embora o título do filme seja “O Diálogo do Crack”, o curta-metragem é um alerta, também, para a falta de diálogo nas famílias, com os pais desprezando as conversas sobre os riscos que a vida oferece e, ao mesmo tempo, a perspectiva de futuro dos filhos.

NECESSIDADES

A obra, gravada em Montes Claros, tem, ainda, como mensagem a necessidade dos pais terem mais atenção com a rotina dos filhos. O alerta acontece quando os pais ignoram, conscientemente, mudanças nos comportamentos dos filhos, priorizando as rotinas domésticas e profissionais. “Mostramos a necessidade das famílias tirarem o olhar do materialismo, do consumismo e investir na formação humanística dos filhos, sempre com o diálogo aberto como base desta criação”, reforça o servidor, coordenador do Grupo de Trabalho de Humanização do Hospital Universitário Clemente de Faria, da Unimontes.

De esq. para dir. Adilson Cardoso, Ricardo Vianna e Mauro Miranda
De esq. para dir. Adilson Cardoso, Ricardo Vianna e Mauro Miranda

 

Um dos homenageados deste ano do Salão Nacional Psiu Poético, Adilson Cardoso explica que todos os atores envolvidos no filme são voluntários e resolveram participar pelo envolvimento com as Artes e com a necessidade de alertar a população para o crescimento do uso do crack em Montes Claros, fenômeno que também ocorre no Brasil. “Muitas vezes acreditamos que esse problema do crack está longe de nossas famílias, que existe apenas em outra realidade e em outras comunidades, quando, na verdade, está mais próximo do que podemos imaginar”, alerta.

A trilha sonora do filme é do músico, compositor e instrumentista Ricardo Vianna, acadêmico do 5º período de Artes Música da Unimontes. “Interessante é que eu tinha composto a música “Brilha a Glória” exatamente depois que presenciei a realidade na cracolândia de Brasília, Distrito Federal, e queria contribuir para alertar a população sobre este problema crescente no Brasil”, revela Vianna, que conta com parceira da também acadêmica da Unimontes, Nayara Carvalho.

“Foi uma oportunidade muito interessante de unir a minha experiência ao filme, que serve para ajudar a conscientizar a sociedade sobre esta problemática”, afirma.

Outra ajuda importante, conforme Adilson Cardoso, foi a de Mauro Miranda Ferreira. Como o projeto do filme não conta com recursos financeiros, a filmagem de toda obra era uma grande preocupação. Mauro Miranda, proprietário da empresa Stúdio .M, explica que foram dois motivos que o incentivou a participar do projeto. “Quando vi a ideia achei interessante a necessidade de alertar sobre os riscos que as drogas ilícitas representam na vida da sociedade e, ao mesmo tempo, me senti desafiado a participar de um filme, pois nunca havia feito isto”, revela. As gravações começaram em dezembro e terminaram em março, com pontos de locação a Praça da Matriz, arredores do Mercado Municipal e algumas ruas do Bairro Edgar Pereira. “E o mais interessante é se tratar de um filme atemporal”, comemora Mauro Miranda.

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MOSTRA

O filme será exibido ao público nesta sexta-feira, 3 de junho, às 19 horas, no Centro Cultural Hermes de Paula, dentro da 1ª Mostra de Pequi de Audiovisual, com entrada franca. “Essa será a primeira exibição pública do filme e nossa meta é promover outras sessões em Montes Claros e na região, principalmente com um lançamento específico dentro do Campus da Unimontes, que estamos acertando para breve”, anuncia Adilson Cardoso.

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