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Brasileiros tomam 128 milhões de pílulas de Viagra em 18 anos

Brasileiros tomam 128 milhões de pílulas de Viagra em 18 anos

Há 18 anos, em junho de 1998, chegava ao mercado mundial a pílula azul que revolucionaria a sexualidade masculina.

O Viagra surgia como o primeiro tratamento oral para disfunção erétil (DE), um problema que atinge 59% dos homens com idade entre 40 e 69 anos, dos quais 12% vivem o drama de forma recorrente. Os dados são da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e mostram ainda que um terço (32,4%) dos homens relata ter enfrentado dificuldades para ter e manter uma ereção nos últimos seis meses.

Brasileiros tomam 128 milhões de pílulas de Viagra em 18 anos
Brasileiros tomam 128 milhões de pílulas de Viagra em 18 anos

 

Uma outra pesquisa, apresentada ontem, ilustra bem o papel do Viagra na vida sexual masculina. Para 58% dos entrevistados, não satisfazer a parceira é o principal temor dos homens (54,8%) quando o assunto é sexo. Em seguida, vem o medo de contrair uma doença (48%), perder a ereção (46,9%) e ejacular muito rápido (42%). A gravidez aparece em sétimo lugar. Os dados fazem parte do levantamento Mosaico 2.0, realizado pela psiquiatra Carmita Abdo, com apoio da Pfizer.

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Existe uma era pré-Viagra e outra pós-Viagra, diz o urologista e presidente da Sociedade Latino-Americana de Medicina Sexual (Slams), João Afif Abdo. “Após seu lançamento, não só a sociedade passou a falar mais sobre a disfunção erétil, como também os homens começaram a entender que era possível tratar o problema, minimizando o constrangimento que sempre acompanhou a temática”, disse.

Para o especialista, se os homens passaram buscar nos consultórios a melhora no desempenho sexual, os médicos tiveram a oportunidade de incentivar os cuidados com a saúde masculina de forma mais ampla, considerando a relação direta da disfunção erétil com doenças importantes e prevalentes, e a conhecida resistência masculina na busca por atendimento médico.

Desde 1998, foram comercializados aproximadamente 128 milhões de comprimidos de Viagra só no Brasil. Apenas em 1998, foram 3,8 milhões de comprimidos. Até hoje, a sildenafila continua a ser a molécula mais vendida do Brasil para o tratamento da disfunção erétil.

Se na esfera social o Viagra estimulou um debate mais franco sobre sexualidade com a população, na intimidade fortaleceu o diálogo entre os casais, permitindo que parceiros de muitos anos voltassem a falar sobre um assunto que havia sido deixado de lado, afirma o diretor médico da Pfizer, Eurico Correia.

“A chance de combater a disfunção erétil representa a retomada do prazer também para muitas mulheres que haviam deixado a vida sexual adormecida. Essas mulheres, a perceberem que poderiam novamente despertar o desejo sexual dos parceiros, experimentaram o fortalecimento de sua própria autoestima”, disse Correia. Segundo ele, a redescoberta da sexualidade promoveu a aproximação e o fortalecimento de muitos casais, que passaram a compartilhar juntos uma nova experiência.

“Assim, homens e mulheres foram convidados a repensar o sexo, entendendo que uma boa relação não depende apenas da ereção, mas também de cumplicidade, afeto diálogo e intimidade”, avalia.

Cerca de 30% da população economicamente ativa apresenta algum grau de disfunção erétil, segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS). Esse problema atinge 322 milhões de homens no mundo, 15 milhões só no Brasil (A repórter viajou a convite da Pfizer)

Prevenção ainda é a melhor abordagem

A disfunção erétil é um distúrbio que está associado a uma série de causas, como doenças cardiovasculares, neurológicas (principalmente Parkinson), psicológicas e a hábitos como o alcoolismo e o tabagismo.

Até hoje, são poucas as alternativas para lidar com o problema. Além do Viagra, há poucos medicamentos, esses injetáveis, que podem ser usados para tentar contornar o problema. Em casos mais graves, a opção acaba sendo a prótese peniana.

“Salvo os casos em que as causas da disfunção erétil são estritamente psicológicas, o que é mais comum em jovens e adolescentes saudáveis, não existe um tratamento que seja capaz de reverter definitivamente essa condição”, afirma o médico Fernando Marsicano, membro da Sociedade Americana de Urologia.

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No entanto, a disfunção erétilpode ser prevenida. “As principais causas são as doenças cardiovasculares. Então, bons hábitos de vida, como alimentação saudável, prática de atividades físicas e evitar excessos em termos de bebidas alcoólicas são as melhores formas de se prevenir”, alerta o médico. Manter a pressão arterial e o diabetes sob controle também ajudam a não desenvolver o problema. Quanto antes for diagnosticada, maiores as chances de boa resposta aos tratamentos.

Alguns centros de tratamento de impotência sexual oferecem um programa à base de medicamentos manipulados que promete devolver ao homem impotente a função normal da ereção. De acordo com Marsicano, esses tratamentos não têm bases científicas, e não têm eficácia comprovada. (Raquel Sodré)

Usuários relatam maior permanência da ereção

Com 73 anos, o jornalista Paulo Sant’Anna admitiu, em seu blog, já ter tomado o Viagra. O medicamento foi liberado por seu médico, depois de conferir sua pressão arterial e glicemia.

“Nada de não-costumeiro verificou-se em mim até o primeiro roçar dos corpos nus. Nem durante o sexo, a potência não é problema meu. O surpreendente, o novo, o que eu classificaria de incrível, se desenrolou após o meu orgasmo: como já não me acontecia há 20 anos, permaneceu intacta minha função erétil. Desapareceu o habitual e relativo fenecimento pós-orgasmo, estado a que eu já me habituara nas duas últimas décadas”, relatou ele.

Para jovens que usam “recreativamente”, a experiência costuma ser bem menos agradável. “É muito ruim, parece que você vai morrer, a orelha fica queimando, o coração a mil! Não tomo novamente de jeito nenhum”, relata o usuário Novak em um fórum na internet. (RS)

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