Inicio » Últimas » MG – Garota de 13 anos é estuprada por 8 homens em Juiz de Fora

MG – Garota de 13 anos é estuprada por 8 homens em Juiz de Fora


Reviewed by:
Rating:
5
On 29 de junho de 2016
Last modified:29 de junho de 2016

Summary:

MG - Garota de 13 anos é estuprada por 8 homens em Juiz de Fora

MG – Garota de 13 anos é estuprada por 8 homens em Juiz de Fora

Uma garota de 13 anos foi mantida em cárcere privado e violentada por oito homens, que seriam traficantes, durante 12 horas no último fim de semana, em Juiz de Fora, na Zona da Mata.

MG - Garota de 13 anos é estuprada por 8 homens em Juiz de Fora
MG – Garota de 13 anos é estuprada por 8 homens em Juiz de Fora.

 

A menina só foi libertada depois que um vídeo com o abuso foi divulgado no Facebook e o líder da quadrilha fez uma ligação ordenando que ela fosse solta. O caso é investigado pela Polícia Civil, e, segundo a delegada Ângela Fellet, seis suspeitos já foram identificados, sendo a maioria deles menor de idade. Até a noite de ontem, ninguém havia sido detido.

Natura

///////////////////////////

Na noite do crime, a adolescente havia ido a uma festa junina com a família. Segundo o boletim de ocorrência da Polícia Militar, ela deixou o local um tempo depois, sem o consentimento dos pais, com o namorado e um casal de amigos. Eles foram até uma casa abandonada no bairro Olavo Costa. O ponto, de acordo com Ângela Fellet, da Delegacia de Mulheres, é muito usado para o uso de drogas e encontros de casais.

Em depoimento à Polícia Civil, na segunda-feira, a menina contou que os oito suspeitos invadiram o imóvel, três deles armados, e renderam o grupo. A amiga e os dois homens foram liberados em seguida – a garota, também menor, seria parente de um membro da gangue.

A vítima teria ficado em poder dos criminosos entre as 20h de sábado e as 8h de domingo. “Ela afirma que não os conhecia, mas ainda estamos investigando a situação”, explica a delegada.

Vídeo. A delegada não quis passar detalhes do vídeo, mas disse que ele confirma o crime. Ela ainda frisa que, como a menina tem menos de 14 anos, mesmo que a relação tenha sido consensual, o crime de estupro está configurado. “O vídeo foi postado no Facebook. Ela foi levada por duas pessoas e, sozinha, conseguiu chegar em casa”, conta a delegada.

Até a noite de ontem, a delegada tentava identificar os outros dois suspeitos. “Estamos em uma fase inicial da investigação, mas, quando terminarmos a identificação, partiremos para a segunda etapa, que são os pedidos de prisão e apreensão”.

Com medo de represálias e traumatizada, a adolescente vive hoje sob proteção da Justiça e é acompanhada pelo Conselho Tutelar.

O Boticário

///////////////////////////

Rio de Janeiro

Relembre. Quatro homens foram denunciados pelo Ministério Público do Rio pelo estupro de uma garota de 16 anos, em maio. Ela foi violentada após um baile funk, e o caso gerou muita comoção após vídeo com o ataque ser divulgado.

Amparo veio pela relação entre família e escola

A adolescente chegou em casa abalada e, ao ser questionada sobre seu sumiço durante a madrugada, contou aos pais sobre o crime. Com medo de represálias, eles recorreram, no primeiro momento, aos diretores da escola da garota, que encaminharam a família ao Conselho Tutelar.

A conselheira Sandra Peron, que acompanha o caso, conta que a família já havia feito uma ocorrência sobre o desaparecimento da jovem. “Depois, a mãe disse que teve medo de procurar novamente a Polícia Militar, pela comunidade em que vive. Foram ao acolhimento mais próximo que tiveram”, explica.

A jovem foi encaminhada à Delegacia de Mulheres e recebeu atendimento médico. O caso corre em segredo de Justiça, e a adolescente segue sob os cuidados do Conselho Tutelar local – os parentes recusaram ajuda para deixar a cidade.

O que diz a lei

Legislação. Desde 2009, estupro é qualquer ato sem consentimento. A pena é de seis a dez anos de prisão. É elevada para até 12 anos se a vítima for menor. Se for vulnerável (menor de 14, com problema mental ou desacordada), é de 15 anos.

Mudança. Em 31 de maio, o Senado aprovou o Projeto de Lei 618/2015, que tipifica os crimes de estupro coletivo e de divulgação de estupro, que não eram previstos. A proposta é elevar a pena máxima para mais de 16 anos. O texto precisa ser votado na Câmara Federal.

Cultura do abuso está diretamente ligada a agressões

A professora Nina Caetano, da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) e coordenadora do Núcleo de Investigações Feministas (Niceia), diz que é preciso acabar com uma cultura no país de fortalecimento do estupro, baseada na crença de que a mulher é um objeto, uma propriedade, inferior ao sexo masculino.

Conforme Nina, o que se entende como cultura do estupro é justamente a naturalização do comportamento violento do homem.

“O acesso ao corpo da mulher é tido como algo de direito do homem. E a vítima acaba culpabilizada. Há uma inversão da lógica da agressão. Entende-se que a mulher estaria pedindo para ser estuprada. E isso acaba incentivando a própria violência em si”, acredita a professora da região Central do Estado.

Inspiração. A delegada Ângela Fellet, que investiga o caso da adolescente de Juiz Fora, conta que esse é o primeiro caso de estupro coletivo que investiga na cidade. A policial acredita ainda que o caso do Rio de Janeiro, no fim de maio, pode ter inspirado os criminosos e que a bebida pode ter sido um componente importante do ataque.

“É o primeiro caso de que tenho conhecimento aqui. Acho que pode ter ajudado no sentido de eles terem copiado a ação (do Rio)”, afirma. No caso carioca, uma garota de 16 anos foi violentada por um grupo de homens – quatro suspeitos foram denunciados pelo crime.

------------------------------------------------------------------------

Se você é a favor de uma imprensa totalmente livre e imparcial, colabore curtindo a nossa página no Facebook e visitando com frequência o site do Jornal Montes Claros


------------------------------------------------------------------------

------------------------------------------------------------------------

Aviso: nossos editores/colunistas estão expressando suas opiniões sobre o tema proposto, e esperamos que as conversas nos comentários sejam respeituosas e construtivas. O espaço abaixo é destinado para discussões, para debatermos o tema e criticar ideias, não as pessoas por trás delas. Ataques pessoais não serão, de maneira nenhuma, tolerados, e nos damos o direito de excluir qualquer comentário ofensivo, difamatório, calunioso, preconceituoso ou de alguma forma prejudicial a terceiros, assim como textos de caráter promocional e comentários anônimos (sem um nome completo e email válido).



Sistema em manutenção programada. Nossos serviços estão indisponíveis até dia de hoje às 23:59h.