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Montes Claros – Conselheiro denuncia sucateamento do hospital Aroldo Tourinho

Montes Claros – Conselheiro denuncia sucateamento do hospital Aroldo Tourinho

Segundo Roberto Coelho, a Ortopedia e a Maternidade já foram fechadas e o hospital está “à beira da morte”.
Montes Claros - Conselheiro denuncia sucateamento do hospital Aroldo Tourinho
Montes Claros – Conselheiro denuncia sucateamento do hospital Aroldo Tourinho

 

A afirmação é do conselheiro municipal de Saúde, Roberto Coelho Ferreira, que, além de publicar em sua página no Facebook, também relatou a Jornal Montes Claros, na última terça-feira (12/07/2016), que o hospital Aroldo Tourinho passa por uma profunda crise financeira provocada, principalmente, pelo atraso na transferência de recursos por parte do Governo do Estado. Segundo o conselheiro, os setores de Ortopedia e Maternidade já foram fechados e o Aroldo Tourinho está “à beira da morte”.
  
O conselheiro relata que o Estado não efetua o pagamento para a urgência e emergência para os hospitais do município desde maio e os valores referentes ao Pro-Hosp 2016 ainda não foram repassados.  Já em relação ao Governo Federal, Roberto Coelho diz que o recurso do Programa de Melhoria da Atenção Básica (PMAC) também está com um quadrimestre atrasado.

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Mas a situação crítica do hospital Aroldo Tourinho antecede a crise financeira que atravessam os governos federal e estadual atualmente. Em 2010, o Conselho Regional de Medicina (CRM-MG) já indicava o quadro grave do hospital. Em janeiro de 2013, o prefeito licenciado, Ruy Muniz, em visita ao hospital, não encontrou o pronto socorro funcionando, principalmente pela ausência de médicos plantonistas, e determinou o corte imediato da verba que o município transferia mensalmente, ganhando tempo para reavaliar o quadro administrativo da instituição. Por fim, em janeiro de 2016, funcionários fizeram uma manifestação contra a irregularidade do pagamento dos salários e benefícios trabalhistas elementares.

Diante da grave denúncia, o Jornal solicitou notas de esclarecimento da Superintendência de Saúde de Montes Claros e do Governo do Estado, além da posição do Hospital Aroldo Tourinho, mas até o encerramento dessa edição as instituições não haviam se manifestado. O Jornal se coloca aberto às instituições citadas pelo conselheiro, caso queiram enviar seus esclarecimentos, principalmente para resguardar o direito do cidadão à informação sobre um assunto do qual ele é o maior interessado.

POR MARCELO VALMOR

Membro do Conselho Municipal de Saúde, Roberto H. T. Coelho afirmou à reportagem , na terça-feira (12/07/2016), que o hospital Aroldo Tourinho passa por uma profunda crise financeira provocada, entre outros pontos, pelo atraso na transferência de recursos do Governo do Estado, principalmente pelo Programa de Fortalecimento e Melhoria da Qualidade dos Hospitais SUS/MG (Pro-Hosp).

Lançado pelo Governo de Minas, por meio da secretaria de Estado de Saúde, em 2003, o programa foi concebido para redesenhar a rede hospitalar do Estado, melhorar o desempenho, o acesso e a assistência hospitalar. Além disso, promove a regionalização, reduz os vazios assistenciais e fortalece as Redes de Atenção à Saúde.

– Os repasses do Pro-Hosp pelo Governo do Estado, e do programa de Urgência e Emergência, que conta com parte dos recursos vindos do Governo Federal, estão em atraso, inviabilizando o atendimento em várias áreas. A Ortopedia e a Maternidade no Aroldo Tourinho, por exemplo, já sentiram esse impacto e foram fechadas e o hospital  está à beira da morte – afirmou Roberto Coelho.

Segundo o conselheiro, esses repasses são de fundamental importância para o funcionamento e gerenciamento dos hospitais de Montes Claros, sobretudo porque a tabela SUS, segundo Roberto Coelho, está defasada.

– No repasse para a urgência e emergência, o volume maior vem do Governo Federal. Esses recursos são pra manter equipes de plantão e não os prontos socorros dos hospitais.  Estamos em julho e o pagamento de maio ainda não foi efetuado. Já os valores referentes ao Pro-Hosp 2016 ainda não foram repassados. Por outro lado, o recurso do Programa de Melhoria da Atenção Básica (PMAC), do Governo Federal, também está com um quadrimestre atrasado. A falta de repasse desses recursos impacta na superlotação dos prontos socorros- explica o conselheiro.

AROLDO TOURINHO

Apesar de ter recebido recursos e feito reformas em parte de sua estrutura em abril de 2016, o hospital Aroldo Tourinho tem convivido com um histórico de grave crise financeira e atraso no pagamento da sua folha salarial, e essa situação antecede a crise financeira que atravessam os governos federal e estadual atualmente. Além disso, o fechamento dos serviços da Maternidade e da Ortopedia coloca a própria função do hospital em risco.

Em 2010, o Conselho Regional de Medicina (CRM-MG) chamava atenção para a crise nos hospitais filantrópicos de Montes Claros e indicava o quadro grave do hospital Aroldo Tourinho, mas não citava os problemas de gestão. Em janeiro de 2013, o prefeito afastado de Montes Claros, Ruy Muniz, em visita aos hospitais, não encontrou o pronto socorro do hospital Aroldo Tourinho funcionando, principalmente pela ausência de médicos plantonistas, e determinou o corte imediato da verba que o município transferia mensalmente, ganhando tempo para reavaliar o quadro administrativo da instituição. Por fim, em janeiro de 2016, funcionários fizeram uma manifestação contra a irregularidade do pagamento dos salários e benefícios trabalhistas elementares.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Diante da grave denúncia, a reportagem solicitou notas do Governo do Estado, para esclarecer os motivos que poderiam estar causando os atrasos dos repasses, além da posição do Hospital Aroldo Tourinho em relação às denúncias registradas pelo conselheiro municipal de Saúde, Roberto Coelho, mas até o encerramento dessa edição as instituições ainda não haviam se manifestado.


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