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Montes Claros – Greve dos professores da Unimontes segue para o segundo semestre

Montes Claros – Greve dos professores da Unimontes segue para o segundo semestre 

A greve dos professores da Unimontes (Universidade Estadual de Montes Claros)  segue para o segundo semestre com poucos avanços nas negociações. De acordo com o presidente da associação dos docentes da universidade (Adunimontes), Gilmar Ribeiro, 80% dos professores continuam paralisados.

Montes Claros - Greve dos professores da Unimontes segue para o segundo semestre
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Segundo o presidente, foi realizada uma reunião de negociação no último dia 07/07/2016, na secretaria estadual de Planejamento e Gestão (Seplag), em Belo Horizonte, mas que o acordo está esbarrando em três impasses.

O primeiro é sobre a incorporação de gratificações salariais no vencimento básico dos professores. O segundo é sobre um decreto de promoção de um grupo de profissionais que ficaram prejudicados com o concurso público, e o terceiro diz respeito à reestruturação da carreira dos professores prejudicados pela Lei 100 – explica Ribeiro.

Sobre o terceiro ponto, Gilmar afirma que o Estado concorda, mas tem algumas restrições por causa da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Estamos tendo dificuldade em negociar com o governo, que argumenta que depende da Lei de Responsabilidade Fiscal para conceder alguns benefícios. Porém, nós não concordamos com a decisão estadual e vamos manter a greve por tempo indeterminado até que consigamos ser atendidos – afirma Ribeiro.

Enquanto a greve não tem data para acabar, os estudantes se sentem prejudicados com tanto tempo sem aulas. A estudante Nargelle Barbosa, 18, do curso de Engenharia de Sistemas, explica que depois de três meses de greve, ela se sente prejudicada por que o período terminou e parte de suas disciplinas ainda estão sem ser concluídas.

No meu curso apenas uma disciplina foi concluída, assim mesmo porque o professor iria mudar de faculdade e resolveu terminar o período. No mais, estamos por muito tempo sem aulas, o que pode afetar e prejudicar nossa formação – lamenta.

No dia 02 de maio, os estudantes, por intermédio do seu órgão representativo, o Diretório Central dos Estudantes (DCE), também aderiu às reivindicações à reitoria da Unimontes. A greve durou 59 dias e foi encerrada no dia 30 de Junho. Segundo a secretária operativa do órgão, Thayná Ferreira, as principais reivindicações foram em relação à assistência estudantil, que no momento passa apenas pelo restaurante universitário.

Principalmente o fato de a universidade não ter moradia e nem auxílio permanência para os estudantes e, ainda, a necessidade da regulamentação das funções dos estagiários e os valores de ajuda de custo deles , explica Thayná.

No que diz respeito aos estagiários, o órgão afirma que obteve conquistas importantes: Aumento da ajuda de custo de R$ 480 para R$ 680, e adequação das funções para os estágios.

Foram conquistadas mais 350 bolsas/estágios com duração de 5 meses para o período. Outros pedidos ainda estão sendo esperados que a reitoria dê posição, sendo um deles a ampliação da sede do DCE – afirmou Thayná.

Em nota, a Unimontes informou que sobre a incorporação de gratificação salarial no vencimento básico.

Dentre as propostas estabelecidas pelo Governo de Minas, em reuniões permanentes estabelecidas com a reitoria da universidade e as representações sindicais, a gratificação de Desempenho, assim como o Pó de Giz e a Dedicação Exclusiva, está condicionada à apresentação ao projeto de lei na Assembleia Legislativa, mediante à superação dos impactos à Lei de Responsabilidade Fiscal – explica.

Sobre o Decreto de promoção de professores prejudicados com o concurso público, a Universidade informa que “por meio de propostas construídas entre a Universidade e a representação sindical dos docentes, foram apresentadas à Advocacia Geral do Estado (AGE) todas as tentativas de elaboração de um decreto que favorecesse a promoção por escolaridade adicional durante o estágio probatório dos professores empossados mediante aprovação em concurso público. No entanto, sob o ponto de vista legal, foram consideradas não possíveis pela AGE que, ao mesmo tempo, reconhece a necessidade de mudanças na Lei Estadual dos Servidores (15.463/2005)”.

Finalmente, sobre a reivindicação que pedia a reestruturação de carreira de professores prejudicados pela Lei 100, a universidade concluiu sua nota informando que para a devida estabilidade funcional, com vínculo permanente, é preciso a realização do concurso público para ingresso aos quadros docente e de servidores, propostas discutidas em comum acordo com a comunidade acadêmica.

Prova disto está na realização do último concurso, com a posse e exercício de aproximadamente 390 professores aprovados. A reestruturação da carreira é uma proposta do Governo do Estado, a partir de um projeto de lei na Assembleia Legislativa.

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