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Eleições 2016 – Crise política por prisão do prefeito é desafio em Montes Claros

Eleições 2016 – Crise política por prisão do prefeito é desafio em Montes Claros

Montes Claros enfrenta nestas eleições um quadro inesperado, a prisão do prefeito Ruy Muniz (PSB) destrói qualquer previsão anterior sobre o pleito. A administração, aprovada por parte da população, convive com o desafio de seguir às margens de um escândalo. A distinção e identificação entre o que é público e o que é privado na prestação de serviços para a população se apresenta conturbada, criando desafios complexos para os candidatos que disputam a prefeitura e a Câmara Municipal.

Eleições 2016 - Crise política por prisão do prefeito é desafio em Montes Claros
Eleições 2016 – Crise política por prisão do prefeito é desafio em Montes Claros

 

O professor de sociologia Urbana da Unimontes Antônio Dimas Cardoso acredita que existe na cidade uma confusão sobre o funcionamento das instituições. “Ninguém sabe o que é do município, o que é particular, o que é comunitário. Vejo isso como um problema, então acho essa questão tem que ser melhor enfrentada”, descreve. O professor aponta que esta diferença fica ainda mais nebulosa nas áreas da educação e da saúde, dois do setores onde a família e Ruy Muniz possui empreendimentos e que acabaram por desembocar na prisão do prefeito licenciado.

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A mesma questão foi apontada pelo professor de economia Geraldo Reis, que defende que a próxima gestão deve se comprometer a usar a prefeitura para atender às necessidades do povo e não os privados. Reis acredita que outro problema da cidade é a baixa capacidade de investimento. “O município acaba não tendo recursos porque ele arrecada bem menos do que poderia, não explora todo seu potencial”, afirma. Como exemplo ele cita o baixo valor do IPTU da cidade, que mesmo baixo muitas vezes é sonegado, ceifando a capacidade de geração de renda própria.

Ele crítica a falta de iniciativa para ampliar os recursos disponíveis, tanto pelo aumento da tributação quanto pela e também pela punição dos que não pagam o imposto. “Para se fazer investimentos em infra-estrutura ele precisa destes recursos”, argumenta.

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Modernização

Cardoso afirma que os futuros governantes também devem pensar em formas de ampliar a participação da população nas decisões do governo, aproveitando a tecnologia, que hoje permite realizar consultas aos moradores sobre seus anseios. O sociólogo acredita que o acesso deve ser ampliado não só no campo da participação política, mas também da mobilidade urbana, que ele aponta como mais um dos problemas da cidade, que atinge principalmente os setores mais carentes.

Um outro ponto que os dois estudiosos compartilham como necessários para a cidade é uma maior clareza sobre o orçamento da prefeitura e onde ele é usado. “Temos que conhecer o real orçamento do município e como ele está sendo empregado”, finaliza Cardoso.

Por Felipe Castanheira do Portal O Tempo

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