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Norte de Minas – 35 mil famílias deixam de receber o Leite pela Vida

Norte de Minas – 35 mil famílias deixam de receber o Leite pela Vida

No final do ano passado, foi publicado no Diário Oficial da União um termo aditivo prorrogando para até dezembro de 2016 o convênio que iria garantir o fornecimento de leite às famílias beneficiadas pelo programa Leite pela Vida.

Norte de Minas - 35 mil famílias deixam de receber o Leite pela Vida
Norte de Minas – 35 mil famílias deixam de receber o Leite pela Vida

 

O programa do Governo Federal é executado pelo Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene), braço operacional da secretaria de Estado de Desenvolvimento e Integração do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Sedinor), validado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

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Apesar de todo o respaldo do governo, tanto estadual, quanto federal, são muitas as reclamações em relação ao fornecimento do leite às famílias credenciadas. Agora mesmo, centenas de famílias de vários bairros de Montes Claros reclamam que estão sem receber o produto há alguns meses e dizem que não receberam nenhuma explicação sobre a interrupção do fornecimento. No Norte de Minas, são mais de 35 mil famílias que estão sem receber o benefício.

O objetivo do programa Leite pela Vida é contribuir para o combate à fome e à desnutrição de cidadãos que estejam em situação de vulnerabilidade social ou em estado de insegurança alimentar e nutricional, mas o que as famílias relatam é que, justamente pela falta do leite, a saúde e o desenvolvimento de bebês e crianças pequenas estão em risco. Além disso, muitos pais e mães estão desempregados, sem condições financeiras de adquirir, eles próprios, o alimento para seus filhos. Segundo eles, mesmo para aqueles que trabalham a situação é difícil, porque ganham pouco e nem sempre é possível comprar o leite, que está cada vez mais caro e, juntando com as outras despesas, o salário mal chega para comprar o básico para o sustento da família.

As famílias que recebem o benefício estão cadastradas no CadÚnico, o cadastro único do governo federal e, como critério, devem possuir entre seus membros, gestantes acompanhadas pelas unidades básicas de saúde, ou em pós-parto nos seis primeiros meses de amamentação; crianças de dois a sete anos de idade que estejam com o controle de vacinas em dia; pessoas a partir de sessenta anos; ou por autorização do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional e pela secretaria nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sesan). Também podem receber o benefício pessoas atendidas na rede socioassistencial, equipamentos públicos de alimentação e nutrição e unidades da rede pública e filantrópica de ensino, e outras entidades públicas, que sirvam refeições regularmente. Cada um dos beneficiários tem direito a um litro de leite por dia, até o limite de dois litros por família.

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Pelos critérios exigidos para o cadastro, fica evidente que os beneficiários do programa dependem fundamentalmente do leite para sua subsistência e que os prejuízos causados pela interrupção do fornecimento são incalculáveis.

Os motivos da interrupção do fornecimento do produto gera um impasse. Enquanto os fornecedores do leite dizem que o problema é na gestão do serviço, o Idene, órgão do governo estadual responsável pela operacionalização do programa, transfere a responsabilidade para os fornecedores.

Enquanto isso, crianças choram de fome, sem o leite de um programa que deveria ter como prioridade, a vida.

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