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Rio 2016 – Brasil tem melhora em esportes menos tradicionais

Rio 2016 – Brasil tem melhora em esportes menos tradicionais

Das 14 modalidades que já distribuíram medalhas e tiveram provas encerradas nos Jogos do Rio, em 10 o Brasil conquistou os melhores resultados de sua história recente. Enquanto natação e judô têm um desempenho bem aquém do esperado e pior inclusive do que o dos Jogos de Londres, em 2012,esportes como tiro com arco, tênis de mesa, canoagem slalom e ciclismo de estrada chegaram onde nunca haviam chegado.

Rio 2016 - Brasil tem melhora em esportes menos tradicionais
Rio 2016 – Brasil tem melhora em esportes menos tradicionais

 

Para efeitos de planejamento estratégico, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) considera como “final” a classificação entre os oito primeiros. Esse é o número de participantes das finais do atletismo e da natação, por exemplo, e o número de atletas que chega à sessão final do judô.

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Em Londres, o Brasil teve 35 finais, em 15 modalidades. No Rio, já estão garantidas pelo menos 40 finais, em 13 modalidades. E isso após apenas seis dias oficiais de competição e com boa parte dos esportes ainda por começar.

Pedro Gonçalves, do K1, na canoagem slalom, é um exemplo de finalista. Ele chegou a liderar a disputa por medalhas na última quarta-feira, sendo o mais rápido entre os cinco primeiros a descerem o canal de Deodoro na final. Acabou superado pelos favoritos, terminou em sexto, mas comemorou o “gosto dourado” do resultado. Estou feliz de estar na final olímpica, entre os melhores, tornar meu esporte mais conhecido e reconhecido dentro do Brasil”, disse, festejando o resultado. Nunca um brasileiro havia ficado abaixo do 30.º lugar entre os homens – Poliana de Paula foi 14.ª colocada em Pequim.

Como Pepê, diversos outros brasileiros já escreveram, no Rio, a página mais importante da história olímpica da modalidade no País. No ciclismo de estrada, em mais de 30 participações, nenhum brasileiro havia ficado abaixo do 19.º lugar. Competindo em casa, a carioca Flávia Oliveira foi sétima. “Terminei muito perto de lutar por uma medalha. Foram menos de 30 segundos de diferença, mas também sei da importância desse resultado para o ciclismo feminino do Brasil”.

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No tênis de mesa, Hugo Hoyama disputou cinco Olimpíadas e só uma vez chegou às oitavas de final. Seu xará, Hugo Calderano está só na primeira e já repetiu o feito. “Ainda tenho 20 anos e espero que, com mais experiência, possa levar a melhor. Pode ter sido uma derrota nesse jogo, mas foi uma vitória para o tênis de mesa brasileiro”, festejou Calderano, eliminado pelo japonês Jun Mizutani, sexto do ranking mundial, nas quartas de final.

Em todos esses casos, o sentimento é de que a modalidade pode ganhar um impulso depois dos resultados obtido no Rio, quase sempre saindo do ostracismo. “Nunca um brasileiro havia brigado por uma medalha”, lembrou Carlos Parro, que chegou ao último dos três dias do Concurso Completo de Equitação (CCE) em sexto lugar. Terminou em 19.º, mas conseguiu o melhor resultado do País desde 1948. Por equipes, o time chegou a flertar com a medalha, também, e fechou em sétimo, à frente de potências como Canadá e Estados Unidos.

Rosane Reis até foi ajudada pela ausência de parte das melhores do mundo, que não foram escaladas por seu países, mas colocou seu nome na história com o quinto lugar na categoria até 53kg do levantamento de peso. Nas competições individuais da esgrima, Guilherme Toldo e Nathalie Moellhausen alcançaram as quartas de final, entre os oito melhores do mundo, um feito e tanto para quem nunca havia feito nem oitavas de final.

Esgrima, levantamento de peso e tiro com arco estão entre as modalidades que recebem a menor cota de recursos da Lei Piva, com previsão de R$ 2,3 milhões cada para 2016. O tiro esportivo está em um patamar um pouco acima (R$ 3,4 milhões), mas sofre pela falta de um patrocinador. “Espero que minha medalha ajude a dar visibilidade e atraia patrocinadores para a modalidade. Não só para mim, mas para toda a seleção ter apoio”, torce Felipe Wu, que voltou a colocar o tiro esportivo no pódio após 96 anos.

Das modalidades que já distribuíram medalhas, só no remo o Brasil não se saiu bem, classificado para disputar a final C, para brigar pelo 13.º lugar. No rúgbi sevens, que estreia no programa olímpico, o time feminino ficou em nono e ganhou vaga fica na World Series da próxima temporada. A equipe masculina não conseguiu escapar do último lugar.

No judô, só quatro brasileiros chegaram à disputa por medalhas, contra seis em Londres-2012 – o número pode ser igualado por Rafael Silva e Maria Suelen Altheman. Na natação, foram seis finais há quatro anos, uma a menos de finais nadadas até agora.

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