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Utramig abre cursos para mulheres em situação de vulnerabilidade


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On 15 de agosto de 2016
Last modified:15 de agosto de 2016

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Utramig abre cursos para mulheres em situação de vulnerabilidade

Utramig abre cursos para mulheres em situação de vulnerabilidade

Serão  480 vagas no estado para a capacitação profissional em 14 municípios. Pré-matrículas começarão em setembro.

A Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais (Utramig) vai executar 24 cursos profissionalizantes do Pronatec/FIC – Formação Inicial e Continuada, na modalidade Mulheres Mil, voltados para mulheres em situação de vulnerabilidade em todo o estado. Serão abertas 480 vagas, distribuídas por 14 municípios.

Utramig abre cursos para mulheres em situação de vulnerabilidade
Utramig abre cursos para mulheres em situação de vulnerabilidade

 

O programa Pronatec/Mulheres Mil utiliza uma metodologia específica voltada para a promoção da formação educacional, profissional e cidadã de mulheres em situação de vulnerabilidade, como vítimas de violência, chefes de famílias, beneficiárias do Bolsa Família, entre outras.

O Boticário

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Os cursos oferecidos serão nas áreas de alimentação (preparadora de doces e conservas; auxiliar de confeiteiro), artesanato (artesã de biojoias e costureira de máquina reta e overloque) e administração (promotora de vendas e assistente administrativo).

São cursos de 160 horas, com turmas de 20 alunas, distribuídos em 14 municípios: Araçuaí, Belo Horizonte, Caratinga, Contagem, Itamarandiba, Januária, Jequitinhonha, Machacalis, Ouro Verde de Minas, Piedade de Caratinga, Ribeirão das Neves, Sabará, Virgem da Lapa e São Francisco. As aulas estão previstas para começar em outubro.

”O objetivo é criar um ambiente para que essas mulheres possam trocar experiências e ter acesso à educação profissional, empoderando-as, para que rompam essa condição de vulnerabilidade”, explica a diretora da Utramig, Vera Victer.

Durante as aulas, também serão trabalhados temas como empreendedorismo, economia solidária, saúde e autoestima.  “Muitas vezes essas mulheres até já desenvolvem alguma dessas atividades, mas não de forma profissional. A ideia é abrir novas oportunidades, que elas vislumbrem isso”, acrescenta a diretora.

Compostos por um módulo básico, que engloba o ensino de português, matemática e informática, e um módulo específico, que foca na profissionalização, os cursos têm ainda um módulo direcionado a debater o papel da mulher, com intuito de proporcionar a interlocução dos conhecimentos curriculares à realidade do cotidiano das participantes do Mulheres Mil.

Este último módulo vai ofertar cursos, oficinas, projetos integrados e práticas em temáticas como, por exemplo, qualidade de vida, saúde, cidadania e direito das mulheres, empreendedorismo, cooperativismo e economia solidária.

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Serão 80 profissionais envolvidos no Pronatec/Mulheres Mil em Minas Gerais, entre educadores, psicólogos, assistentes sociais, pedagogos e supervisores administrativos, além da equipe da diretoria e das parcerias locais com os Centros de Referência da Assistência Social (Cras) e os Centros de Referência Especializado da Assistência Social (Creas).

Após os cursos, os profissionais farão o acompanhamento dessas mulheres para que elas possam se tornar autossuficientes e inseridas em alguma atividade produtiva. “Os editais para contratação destes professores já estão abertos e encontram-se disponíveis em nosso site”, ressalta Vera.

Inscrições

As pré-matrículas para as mulheres que desejem participar das aulas do Pronatec/Mulheres Mil em Minas Gerais serão abertas em setembro, e feitas pelo parceiro demandante, que no caso do projeto Mulheres Mil são os Cras/Creas.

A seleção dessas mulheres também será feita pelos Cras/Creas, que definirão os critérios de vulnerabilidade a serem enfrentados. Alguns municípios, por exemplo, focarão na pobreza rural, outros darão prioridades às jovens, chefes de família. As mulheres deverão apresentar CPF e posteriormente confirmar a matrícula.

Pronatec/Mulheres Mil

O programa Mulheres Mil foi instituído pelo Ministério da Educação (MEC) em 2011, Em 2013, passou a integrar o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), por meio da iniciativa Bolsa Formação.

A oferta é resultado da parceira entre o MEC e o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), no âmbito do Plano Brasil Sem Miséria (Pronatec/BSM), articulado com a meta de erradicação da pobreza extrema no país.

São ofertados cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC), com carga horária mínima de 160 horas, que atende um público específico de mulheres. O conteúdo é baseado em metodologia que privilegia temas como direitos e deveres das mulheres, empreendedorismo, economia solidária, saúde, elevação da autoestima, entre outros, buscando promover a inclusão produtiva, a mobilidade no mercado de trabalho e o pleno exercício da cidadania.

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