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Cultura Moc – Deborah Rosa: cantora premiada se apresenta no 38º Festival Folclórico de Montes Claros

Cultura Moc – Deborah Rosa: cantora premiada se apresenta no 38º Festival Folclórico de Montes Claros

Deborah Rosa nasceu em Poços de Caldas, sul de Minas Gerais, famosa por suas águas minerais e sulfurosas e, conhecida por ser a Cidade das Rosas.

Poços-caldense de nascimento, mas radicada em Montes Claros, Deborah Rosa se apresenta no próximo domingo, no palco da Praça da Matriz
Poços-caldense de nascimento, mas radicada em Montes Claros, Deborah Rosa se apresenta no próximo domingo, no palco da Praça da Matriz

 

Foi lá que a moça teve o primeiro contato com a música. Aos 20 anos já começava sua vida artística, e aos 31, já cantava profissionalmente, mostrando que a música muito dificilmente sairia de sua vida. De lá para cá participou de festivais, atraindo cada vez mais admiradores Brasil afora, ganhou prêmios e depoimentos de artistas famosos. Resultado disso, é que muita gente se identificou com essa forma única de cantar e encantar os corações e almas. Um jeito impar e particular de cantar tudo aquilo que interpreta.

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Deborah reside em Montes Claros, já faz algum tempo e diz que a mudança para Montes Claros foi a perda de sua mãe, que a trouxe com o restante da família definitivamente para Montes Claros.

– Meus pais são da região, minha mãe de Coração de Jesus e meu pai de Grão Mogol. Eles se casaram na Catedral de Montes Claros e foram embora para Poços de Caldas, onde vivi até meus quase 12 anos e meu irmão pequeno, hoje, o DJ Júnior, na época, com quase seis anos, quando aconteceu o falecimento de nossa mãe, aí voltamos pra Montes Claros de vez, de muda, como diz o povo daqui, tudo para ficarmos perto dos tios, e meu pai continuar suas atividades de trabalho, viajando pelo Sul de Minas e SP Ele era securitário da Caixa na época. Essa perda irreparável de nossa mãe me trouxe definitivamente para Montes Claros que me adotou de vez, desde então – conta.

Sua relação com a música começou bem cedo, logo no início da adolescência, e ela diz que foi através de sua mãe e pai que as coisas fluíram.

– Meu pai toca um pouco de violão, e minha mãe adorava cantar Elis, Beto Guedes. Quando jovens, eles foram colegas no Instituto Norte Mineiro de Educação em Montes Claros. Cresci ouvindo Elis, Beto, Flávio Venturini, 14 Bis, Benito de Paula, Jair Rodrigues, Clara Nunes, Supertramp, The Police, Ray Charles, ABBA, Bee Gees, e outros, mas estes, me lembro bem. Mas o som a me despertar para música foi o saxofone, eu devia ter uns seis para sete anos. Aquilo entrou em mim como flecha, fascínio e hipnose com aquela sonoridade, os arranjos celestiais do sax, nossa! Aí, no decorrer da vida, eu dizia “Não morro sem aprender tirar som desse instrumento”. Hoje tenho um sax e arranho alguns arranjos (risos), a sensação é celeste mesmo. É um instrumento que tem o poder de nos transportar para uma paz diferente, coisa de céu, não sei explicar, é como se estivesse de volta para casa. Estranho isso… Quando canto e toco, não é aqui diante das pessoas que me encontro, meus olhos geralmente estão fechados, muitos reclamam (ri
sos), estou noutra dimensão, e de certa forma quero levar quem me ouve para lá, onde estou. Várias pessoas já me relataram emoções sentidas através de nossa música, mesmo nos bares de vida. Aí sei que Deus agiu naquela alma, através do talento e dom que Ele mesmo me deu. Música é o elo mais palpável entre o Divino e o humano, pelo menos para mim – revela.

Sobre os festivais de música e de MPB que participou ao longo da carreira, ela diz que foram importantes as experiências nesses eventos e que os festivais abrem espaço para muitos cantores.

– Não como antigamente, quando neles lançaram Gil, Caetano, Chico, Jair Rodrigues, Elis, Gal, Bethânia e outros, que são consagrados da nossa MPB, mas os festivais ainda têm uma força importante para divulgar seu trabalho e obra como compositor (a). Isso aconteceu para mim, já fui finalista em vários, vencedora de outros, me favoreceu a aproximação com alguns profissionais influentes do meio, é um bom feedback para quem preza boa música, que tem contexto, enredo, história além do praxe da canção (harmonia, melodia, ritmo). Minha canção ativista ‘Próximo Segundo’ exemplifica isso. Fui a única artista mineira em 2010 a participar de um evento Internacional em São Paulo sobre escassez de água. No ano passado, fiquei em 2º Lugar com esta mesma música no Festival Nacional de Música da Festa do Pequi, de Montes Claros. ‘Ser Feliz’, que foi gravada para meu CD, letrei numa parceria musical do TattáSpalla (produtor do meu CD ‘Melhor’, com Toninho Horta) com Paulo Ricardo do RPM, foi 1º lugar num festival em BH, onde
meu amigo Rodrigo Borges (sobrinho do Lô Borges) dividiu o palco comigo – conta.

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FESTIVAL FOLCLÓRICO

No próximo domingo (21), Deborah se apresenta na Praça da Matriz, e no repertório, além de canções suas, o público vai curtir 14 Bis, Beto Guedes, Flávio Venturini, Vander Lee, Paulinho Moska, Renato Russo, Capital, Tiago Iorc, Alceu Valença, The Police, U2.

– Vou homenagear compositores amigos de Montes Claros, cantando Cori Gonzaga/Jukita Queiroz, Elthomar Santoro/André Águia, Flávio Colares, Aggeu Marques, Gadú, primo do nosso eterno amigo Penninha – conta.

Sobre planos para esse segundo semestre e ano que vem, ela diz que o trabalho de composição não para. Está em franca criação e está também produzindo um material para São Paulo, numa minissérie.

– Vamos falar sobre isso depois. E tem um projeto acústico em laboratório com alguns amigos da música. Também faremos um CD religioso (eu venho dessa essência e permaneço até hoje), trabalho este quer vou assinar com a parceria da minha produtora e irmã, Carol Figueiredo.  Estou trabalhando num projeto de palestra/show pela minha formação Acadêmica em Marketing e Publicidade, experiência pessoal e social e o que a música pode fazer na vida das pessoas. Enfim, vão fluindo nestes intervalos outros insights que nos mantém na atividade – conta.

Ao todo são três CDS, participação no DVD ‘A Música do Novo Brasil’, do artista André Águia, produção e participação em cinco outros CDs, um deles da Toca de Assis e outros seculares. Sua nossa trajetória musical, contou com inúmeras, parcerias ao vivo e em estúdio.

– Isso é o melhor do que acontece na música. Ela soma, multiplica, une, e o mais lindo e profundo de tudo, eterniza.

DEBORAH POR DEBORAH

O que você mais aprecia em seus amigos? A irmandade almas, o amor incondicional

Sua atividade favorita é: Cantar/Compor

Qual é sua ideia de felicidade? Ser diferencial na vida das pessoas e no mundo

Um animal: São muitos (risos) cachorro, gato, cavalo, mas admiro a força da Águia

Quais são seus autores preferidos?Augusto Cury, Pe. Fábio, Sarah Young e Willian Young, Phillip Kotler, e minha amiga Fabíola Cangussu de Montes Claros.

E seus cantores? Roger Hodgson, Sting, Elis, Gal, Ana Carolina, Flávio Venturini, Fred Mercury, Whitney Houston e muitos outros.

Que dom você gostaria de possuir? De curar o físico, o sofrimento das pessoas

Qual é seu atual estado de espírito? Em Paz, mas em constante evolução. O mundo tem se mostrado vil demais. Ultimamente, esperar em Deus é sábio.

Que defeito é mais fácil perdoar? Não há defeito mais fácil para perdoar, porque depende da ótica, da ocasião, do seu momento, do seu estado de espírito, entre outros. Nesse caso, penso que devemos pedir mais força para amar incondicionalmente, isso tornará o perdão mais real e próximo. Perdão não é simples, nem fácil, é um exercício de sairmos de nós e nos colocarmos onde o outro está, se fosse banal Deus não nos aconselharia a fórmula de aliviar nosso fardo e dívida com o céu, perdoando o próximo.

Qual é o lema de sua vida? Lemas mudam no decorrer da vida, depende da fase que estamos vivendo, mas tem coisas essenciais que são pra vida toda. Gostaria de partilhar uma primordial “… Nunca olhe ninguém por cima, a não ser que você esteja ajudando esta pessoa a se levantar…”

Momento preferido do dia: Variável, mas o pôr-do-sol e o chegar da lua-cheia me deixam em êxtase.

Uma mania: Interromper a fala das pessoas às vezes (risos) falar demais (risos), mas sou assim, me perdoem, não é por mal.

Gasta muito com: Perfumes, é vício (risos)

Um sonho de consumo não realizado: Uma bela casa, com um belo estúdio palco na sala

Uma lembrança de infância: Sorvete Mikassita do Sul de Minas, chego sentir o gosto, é um sanduíche de sorvete, para que entendam, ma-ra-vi-lho-so

Uma vaidade: Acho que não tenho, é relativo também, mas meus olhos e meu olhar…menino tem seu lugar(risos), espia só?!

Tem medo? De muitas coisas, das mais bobas às mais sérias, mas ficar sem meu pai é a maior delas.

O que o irrita? Falar que fiz ou falei algo que não fiz nem falei

O que você considera a sua maior conquista? Alguns amigos especiais que a vida me brindou, é só isso que levarei pra casa quando voltar né?

Qual é o seu maior tesouro? Família e amigos/irmãos

Qual foi a maior tristeza de sua vida? Perder minha mãe aos 11 anos

Defina-se em uma palavra: Perseverante, apesar de tudo nessa vida.

Por Adriana Queiroz

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