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Montes Claros – Servidores da Unimontes buscam apoio de Arlen Santiago

Montes Claros – Servidores da Unimontes buscam apoio de Arlen Santiago

Deputado afirma que o descaso com as solicitações dos docentes é nítido e que a insatisfação dos servidores só aumenta.
Os professora buscam apoio para solucionar a situação da greve na universidade, que está prestes a completar quatro meses
Os professora buscam apoio para solucionar a situação da greve na universidade, que está prestes a completar quatro meses

 

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O deputado estadual Arlen Santiago recebeu, na manhã desta quinta-feira (18), representantes da Associação dos Docentes da Unimontes (Aduminontes), os professores Afrânio Farias de Melo e Narciso Ferreira dos Santos Neto, que buscam apoio para solucionar a situação da greve na universidade, que está prestes a completar quatro meses.

Entre as reivindicações, estão reajustes salariais, reestruturação da carreira e incorporação de gratificações aos vencimentos. A greve teve início no dia 2 de maio e, segundo os professores, continuará até que as negociações com o Governo do Estado sejam favoráveis. Eles garantem que há cinco anos não há reajuste nos salários e que as demandas vão além disso.

De acordo com os professores, em todo esse período, apesar de o governador Pimentel ter sido eleito sob a perspectiva de inverter prioridades no Estado, poucos avanços foram alcançados. Eles ainda afirmam que o governador se mantém em silêncio e não teve o trabalho de sequer se pronunciar sobre a greve que atinge milhares de estudantes.

Arlen Santiago afirma que o descaso com as solicitações dos docentes é nítido e que a insatisfação dos servidores só aumenta.

– Até agora, a única proposta do Governo é para que os professores mantenham o salário base inicial de R$885,65 e R$1.368,91 para um professor universitário com pós-graduação. Professores universitários recebendo um salário-mínimo por mês, é uma situação inadmissível. O Governo precisa cumprir o acordo previamente feito, garantindo melhores condições para a classe.

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Entre as promessas está a de que o Governo enviaria um projeto de lei à Assembleia Legislativa incorporando duas gratificações recebidas ao salário-base, a qual foi acordada em reunião realizada no dia 15 de setembro de 2015, com a Adunimontes e a Associação dos Docentes da UEMG. No entanto, o acordo foi desfeito e usaram como justificativa a Lei de Responsabilidade Fiscal. Contudo, contraditoriamente, em março deste ano, foi concedido um reajuste aos professores de ensino básico.

O Deputado também afirmou que vai verificar e tomar as devidas providências em relação aos casos relatados de perseguição aos servidores da Unimontes.

Entre as reclamações, está a de que, pela primeira vez na história, o Estado ajuizou uma ação no Tribunal de Justiça de Minas Gerais – TJMG, alegando que a greve é ilegal e pedindo o imediato retorno das atividades. A liminar, porém, foi negada.

– O Governo, que tanto se orgulha em dizer que é dos trabalhadores, transferiu para o judiciário a sua obrigação que é a de governar. Estou ao lado dos servidores da Unimontes. Continuarei apoiando o movimento e farei o possível para garantir que os diálogos aconteçam e, principalmente, para que as demandas sejam atendidas – afirmou Arlen Santiago.

Até que as negociações ocorram, ainda não há previsão para o retorno das aulas.

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