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Norte de Minas – Fundação Solidaridad e Instituto C&A lançam programa de produção sustentável de algodão no semiárido

Norte de Minas – Fundação Solidaridad e Instituto C&A lançam programa de produção sustentável de algodão no semiárido

Iniciativa quer promover critérios de sustentabilidade no campo e melhorar a qualidade de vida dos agricultores no norte de Minas e sudoeste da Bahia.

Norte de Minas - Fundação Solidaridad e Instituto C&A lançam programa de produção sustentável de algodão no semiárido
Norte de Minas – Fundação Solidaridad e Instituto C&A lançam programa de produção sustentável de algodão no semiárido

 

O Brasil é o terceiro maior produtor de algodão do mundo. Mas, apesar do potencial do País, ainda existem desafios climáticos, como a seca em determinadas regiões. Os produtores do norte de Minas Gerais e do sudoeste da Bahia, no vale do Iuiú, enfrentam essa realidade. Essas comunidades, predominantemente caracterizadas pela agricultura familiar, também lidam com o êxodo dos jovens e a baixa renda dos cotonicultores. Pensando nisso, a Fundação Solidaridad, em parceria com o Instituto C&A, vai lançar o programa de Produção de Algodão Sustentável para Agricultura Familiar no Semiárido, nos dias 23 e 25 de agosto, respectivamente, na Câmara dos Vereadores de Catuti, em Minas Gerais, e na Algodoeira Canabrava, em Malhada, na Bahia.

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“Acreditamos no potencial de mudanças que essa iniciativa pode gerar, no aumento da produtividade e nas melhorias das propriedades agrícolas, bem como no relacionamento entre as partes envolvidas na cadeia de valores desse setor. O grande diferencial é a estratégia de enfrentamento da seca, por meio da irrigação suplementar”, explica o gerente de projetos da Solidaridad, Harry van der Vliet.

Com início ainda neste ano, o programa prevê um conjunto de ações que, além de aumentar a rentabilidade das propriedades rurais com a produção de algodão e diversificar a renda para agregar valor, engloba o aprimoramento da gestão das cooperativas e associações, com o engajamento de novos produtores e daqueles que se afastaram da atividade.

Outro foco da iniciativa são as mulheres. Para elas, serão montados dois núcleos de produtoras, um em cada Estado. Nesses espaços, além da capacitação técnica e de gestão de produção, será promovida a equidade entre homens e mulheres, no campo e na divisão de tarefas. Com isso, por meio da troca de experiências, somada às demais atividades, as profissionais serão fortalecidas e conscientizadas sobre o valor do seu papel e de suas habilidades, especialmente na agricultura familiar.

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“É um prazer ter como parceira uma organização com mais de 40 anos de atuação global no setor algodoeiro e têxtil”, afirma a diretora executiva do Instituto C&A, Giuliana Ortega. “Por meio desse programa, será possível incentivar os produtores de algodão das regiões mais afetadas de Minas e Bahia a utilizar novos recursos e aprender técnicas e metodologias mais sustentáveis. Dessa forma, queremos atrair empresas nacionais e internacionais do segmento de fibras e vestuário, para compra da produção local”, finaliza Giuliana.

Sobre o Instituto C&A

O Instituto C&A foi criado em 1991, com o objetivo de planejar, gerenciar e executar a política de investimento social da C&A. A partir de 2016, a organização se integra à C&A Foundation, organização com sede na Suíça e que coordena o investimento social de todos os institutos e fundações que levam o nome da C&A no mundo.

Por acreditar que a moda pode ser uma força para o bem comum, atua na promoção de uma indústria da moda mais justa e sustentável no mundo, que beneficie o meio ambiente, os trabalhadores desse setor e suas famílias. Diante disso, suas ações são focadas em três programas: Incentivo ao Algodão Sustentável, Melhores Condições de Trabalho e Combate ao Trabalho Forçado e Trabalho Infantil. Além disso, trabalha o engajamento como um tema transversal aos demais e que busca mobilizar os funcionários da C&A e a sociedade para a mudança.

Desde sua criação, o Instituto C&A já investiu mais de US$ 125 milhões, em cerca de 2 mil projetos sociais, em mais de cem cidades. Tais ações envolveram aproximadamente 1 milhão de pessoas, especialmente crianças, adolescentes e educadores. Em um processo de transição planejada, o Instituto C&A manterá seus programas na área de educação até o fim de 2018, período no qual investirá no fortalecimento de seus atuais parceiros, para que possam dar continuidade ao legado construído em conjunto.

Breve histórico de atuação da Solidaridad

A Fundação Solidaridad foi fundada nos anos 1970 e é uma rede internacional com nove Centros Regionais e atuação em 45 países, desenvolvendo cadeias de produção sustentáveis em parceria com produtores, traders, empresas e consumidores. A Solidaridad trabalha em 13 cadeias de produção: café, chá, cacau, frutas, algodão, têxteis, soja, óleo de palma, cana-de-açúcar, ouro, pecuária, aquicultura e biocombustíveis. Instituição líder na criação e disseminação de padrões de certificação (Max Havelaar, FLO, UTZ Certified), é membro fundador e ativo das mesas-redondas de soja (RTRS), óleo de palma (RSPO), cana-de-açúcar (Bonsucro), GRSB (pecuária) e algodão (BCI). Também é fundadora de iniciativas que se transformaram em empresas de produtos sustentáveis, como AgroFair, Kuyichi fashion e Made-By (fashion).

A Fundação Solidaridad tem longa tradição de trabalhar nos setores de algodão e têxtil. Desde os anos 1990, promove a certificação fairtrade em países da África e Ásia. Em 2005, participou da criação da Better Cotton Initiative, tornando-se um dos membros do board e apoiando a implementação do sistema na Índia e na África.

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