Inicio » Colunistas » Aldeci Xavier » Coluna do Aldeci Xavier – Preto no Branco

Coluna do Aldeci Xavier – Preto no Branco

Coluna do Aldeci Xavier – Preto no Branco

ESCONDENDO PT

Por decisão da coordenação do programa de televisão da coligação PT/PC do B em Montes Claros, ficou definido que, pelo menos neste primeiro momento, a determinação é não usar o símbolo ou qualquer coisa que caracterize que o candidato na majoritária, Sued Botelho (PT) e vice Leninha (PT), pertencem à agremiação. Aliás, só estão usando a estrela solitária quando da divulgação das candidaturas na proporcional, o que é exigido por lei. Vale lembrar que a equipe foi montada e tem a coordenação do ex-secretário de Meio Ambiente de Montes Claros, Paulo Ribeiro, que é filho do saudoso ex-prefeito Mário Ribeiro.

JANUÁRIA

Não está descartada a mudança na cabeça de chapa pela disputa da prefeitura municipal de Januária. Tal decisão pode acontecer até o dia 12 deste mês. Se houver mudança, será na chapa encabeçada por Luciana Biapino, líder da comunidade de São Joaquim, o maior distrito de Januária. Ela tem como vice, o ex-prefeito Maurílio Arruda que, dependendo do caminhar do processo, pode ser o cabeça de chapa, já que é o nome mais bem avaliado no município. A coligação conta com o PTC, PMDB, PPS, PV, PMN e DEM. Ainda na disputa pela prefeitura, Joãozinho Lima (PSDB), o médico Dr. Marcelo (PSB), Manoel Ricardo do PCB e Luiz Carlos do Rede.

COMPARATIVO

Se basearmos nas eleições de 2012, é possível afirmar que o quadro político não aponta de forma clara os candidatos que vão para disputa do segundo turno. Baseado numa leitura histórica, o candidato da situação dificilmente fica fora da disputa. Na eleição passada, dos candidatos que fizeram ‘piquenique no processo’, Mineirinho (PSOL) teve 843 votos (0,44) e Felipe (PSTU), obteve 1.037 (0,72%). Dos que realmente participaram da disputa, Paulo Guedes (PT) obteve 50.900 (26,20%), Ruy 50.100 (26,20%), Humberto Souto (PPS) com 45.800 (23,97%) e Jairo (DEM) 42.200 (22,07%). Na época, os votos válidos eram de 207.160, enquanto hoje é de 262.000. Os votos válidos foram de 19.130 (92,38%). A análise que fazemos é de que a atual chapa do PT dificilmente conseguirá a metade dos votos obtidos em 2012. Na pior das hipóteses, Muniz manterá os índices e chegará ao segundo turno. O resultado é que a estratégia tanto de Humberto Souto (PPS) quando de Jairo Ataíde (DEM) é o de tentar polarizar com o candidato do PSB, já que a diferença de um para o outro na eleição passada foi de apenas 3.600 votos. Contra todos está o pouco tempo de campanha coloca todo mundo no páreo.

SITUAÇÃO NO PMN

Vários leitores querendo saber a leitura deste jornalista em relação à disputa na proporcional no PMN de Montes Claros. A este respeito, o que posso dizer é que, numa rápida leitura, é possível chegar à conclusão de que o partido deve eleger um vereador. Em relação a um segundo nome, fica difícil prever já que tudo dependerá da sobra das outras agremiações em disputa. Hoje, por coincidência, a disputa pela vaga de vereador está entre dois contadores. De um lado, Celson Câmara, que já concorreu ao pleito em outras oportunidades e tem apoio do seu irmão, ex-vereador Toni Câmara. Por outro lado, está o candidato principiante, Waldecy Fagundes de Oliveira, cuja votação poderá ser a grande surpresa do pleito. É anotar e cobrar.

FAMÍLIA RIBEIRO

Pelo levantamento da coluna, a família do ex-prefeito Mário Ribeiro da Silveira está com o pé em três candidaturas na majoritária em Montes Claros. Se por um lado a matriarca Jacy Ribeiro optou pela candidatura de Humberto Souto, inclusive já tendo gravado para o programa eleitoral, o ex-secretário de meio ambiente, Paulo Ribeiro, optou por auxiliar na coordenação da campanha de Sued Botelho. Por sua vez, Berta Ribeiro, filha do saudoso Marão, optou por acompanhar a campanha do prefeito afastado Ruy Muniz. Aliás, Berta responde pela direção do Centro Cultural de Montes Claros.

DELAÇÃO PREMIADA

Passado mais de dois anos da prisão do empresário Marcus Vinícius Crispim, mais conhecido no Norte de Minas como Corby, condenado a 12 anos de prisão por fraude em licitação e por desvio e apropriação de recursos públicos, havia a expectativa de que o nome de políticos envolvidos na fraude fosse revelado. Quando Corby assinou a delação premiada, além da devolução aos cofres públicos de R$ 10 milhões, ficou o compromisso de revelar o núcleo político, já que existia suspeita de envolvimento de parlamentares da região e de prefeitos e ex-prefeito. Em uma das entrevistas que este jornalista fez com o delegado da Polícia Federal, Marcelo de Freitas, este confirmou que o acordo só foi assinado com este compromisso. Hoje, depois de todo este tempo, ninguém fala mais no assunto, e a única coisa que sabemos é que o empresário continua desfrutando de sua liberdade e que, inclusive, teria, após sua saída da prisão, investido no ramo de posto de combustível. Sem fazer qualquer juízo de valor, é fato que a sociedade merece uma resposta.

Por Aldeci Xavier

Aldeci Xavier
Aldeci Xavier

------------------------------------------------------------------------

Se você é a favor de uma imprensa totalmente livre e imparcial, colabore curtindo a nossa página no Facebook e visitando com frequência o site do Jornal Montes Claros


------------------------------------------------------------------------

------------------------------------------------------------------------

Leia Também

Temer sanciona com veto lei que repassa custos do Fies com bancos para faculdades

Temer sanciona com veto lei que repassa custos do Fies com bancos para faculdades

Compartilhar no WhatsApp* Por: Jornal Montes Claros - 2 de dezembro de 2016. Temer sanciona …


Aviso: nossos editores/colunistas estão expressando suas opiniões sobre o tema proposto, e esperamos que as conversas nos comentários sejam respeituosas e construtivas. O espaço abaixo é destinado para discussões, para debatermos o tema e criticar ideias, não as pessoas por trás delas. Ataques pessoais não serão, de maneira nenhuma, tolerados, e nos damos o direito de excluir qualquer comentário ofensivo, difamatório, calunioso, preconceituoso ou de alguma forma prejudicial a terceiros, assim como textos de caráter promocional e comentários anônimos (sem um nome completo e email válido).