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Coluna do Dr. Marcelo Freitas – Natal: é preciso celebrar o amor!

Coluna do Dr. Marcelo Freitas – Natal: é preciso celebrar o amor!

O Natal materializa a data em que celebramos o nascimento de Jesus Cristo, expressão maior de amor entre os homens. A Bíblia, entretanto, nada diz sobre o dia exato em que Jesus nasceu. A comemoração do Natal, desta maneira, não fazia parte das tradições cristãs no início dos tempos.

As antigas comemorações de Natal costumavam durar até 12 dias. Cuidava-se de uma referência ao tempo em que os três reis Magos levou para chegarem até a cidade de Belém e ofertarem os presentes – ouro, mirra e incenso – àquele que, mais tarde, se tornaria o mais bendito dos frutos dos ventres terrenos.

Foi apenas no século IV, por determinação do Papa Julio, que o dia 25 de dezembro foi estabelecido como data oficial de comemoração do natalício de Cristo. A idéia por trás da celebração era imprimir no coração das pessoas a importância do nascimento do Filho de Deus. Na Roma Antiga, o 25 de dezembro era a data em que se comemorava o início do inverno. Por isso, acredita-se que haja uma relação deste fato com a oficialização da celebração do Natal.

Em tempos mais recentes, motivada por aspectos econômicos, passamos a cultivar, por vezes em detrimento do nascimento do Salvador do mundo, a figura do “bom velhinho”, inspirada que foi no bispo chamado Nicolau, que nasceu na Turquia em 280 d.C. O bispo, considerado homem de bom coração, costumava ajudar pessoas pobres, deixando pequenos sacos com moedas próximas às chaminés das casas. Foi transformado em santo (São Nicolau) pela Igreja Católica, após várias pessoas relatarem milagres atribuídos a ele.

Até o final do século XIX, o Papai Noel era representado com uma roupa de inverno, na cor marrom ou verde escura. A roupa nas cores vermelha e branca, com cinto preto, foi criada pelo cartunista alemão Thomas Nast e apresentada ao mundo no ano de 1886. Em 1931, entretanto, uma campanha publicitária da Coca-Cola mostrou o Papai Noel com o mesmo figurino criado por Nast, que também eram as cores utilizadas na propaganda do refrigerante. A campanha publicitária fez um grande sucesso, ajudando a espalhar a nova imagem do Papai Noel por todo o planeta.

Ainda que se leve em conta apenas o aspecto cronológico, o Natal é uma data de grande importância para o ocidente, particularmente por marcar, a partir do nascimento de Jesus, o início de nossa história moderna, com a contagem dos tempos levando-se em conta este fenômeno natural. O verdadeiro significado do Natal, no entanto, não está nos presentes materiais que damos ou ganhamos, mas sim no amor verdadeiro que podemos compartilhar com o próximo. É nesta época do ano que aparentemente as pessoas se tornam mais religiosas e sensíveis, liberam perdão e tornam-se mais solidárias e humildes.

Natal, deste modo, é momento de renascimento. É época de reacender o fogo da vida, de renovar os sonhos e metas para o ano novo que já se anuncia. É tempo também de celebrar todas as conquistas vividas e os objetivos alcançados. Esta é a época da virada, de planejar um ano ainda melhor do que este que está dando adeus. É sinônimo de família, de união, de aproximação das pessoas, e quando esse sentimento é recíproco é sinal de que o verdadeiro espírito do Natal se fez presente em nossos corações.

Felizes, assim, são as famílias que comemoram, em união, o verdadeiro Natal, aquele que é mais que Papai Noel, aquele que é mais que presentes. O verdadeiro Natal em família é aquele que nos reunimos para comemorar o nascimento de Jesus, para comemorar a união e a paz dos homens de boa vontade.

Contudo, diante da mesa farta, espero que as idéias e a história desse Homem sirvam, pelo menos, como uma provocação à reflexão. Amar é um ato de coragem! Deixemos o ódio para os covardes!

Que possamos encontrar em 2017 o verdadeiro Cristo em nossas existências! Que passemos a resgatar vidas! No mínimo, em moldes similares àqueles que utilizamos para recuperar lixos. As pessoas podem melhorar! Podem encontrar o caminho! É tempo de união, paz e reflexão! É tempo de acreditar no ser humano e transformar o mundo num lugar onde todos os nossos sonhos se tornem realidade!

O Natal é um tempo de benevolência, perdão, generosidade e alegria. A única época que conheço, no calendário do ano, em que homens e mulheres parecem, de comum acordo, abrir livremente seus corações.

Como diria Santo Agostinho “ama e faz o que quiseres. Se calares, calarás com amor; se gritares, gritarás com amor; se corrigires, corrigirás com amor; se perdoares, perdoarás com amor. Se tiveres o amor enraizado em ti, nenhuma coisa senão o amor serão os teus frutos”. Um abençoado Natal e um Ano Novo repleto de bênçãos e realizações!

Dr. Marcelo Eduardo Freitas – Delegado de Polícia Federal e Professor da Academia Nacional de Polícia

Dr. Marcelo Eduardo Freitas
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