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Adilson Cardoso

Coluna do Adilson Cardoso

Coluna do Adilson Cardoso – Paquiderme Pirata

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Coluna do Adilson Cardoso – Paquiderme Pirata Eu estava sentando na esquina, o pequeno salão recém pintado recendia o cheiro da tinta. Um azul desbotado com riscos do rolinho sem uniformidade, a proprietária era uma baixinha de bunda grande com uma tatuagem de borboleta na panturrilha esquerda. Seu marido, um velho de óculos quadrados que a deixava todos os dias …

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Coluna do Adilson Cardoso – Crimes não prescritos

Adilson Cardoso

Coluna do Adilson Cardoso – Crimes não prescritos Saiu do porre e entrou no carro. Doía a cabeça, mas a vagina de pêlos ruivos não saia da memória, as pernas grossas sob a meia calça e o cheiro inesquecível de jasmim. Havia merda de pombo no vidro traseiro. — Pombo filha da puta! De novo? – Gritou socando o painel …

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Coluna do Adilson Cardoso – Pablo pagou o Pato da promessa com o Palhaço

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Coluna do Adilson Cardoso – Pablo pagou o Pato da promessa com o Palhaço Pablo pagou o Pato da promessa com o Palhaço Pablo Cautela estava sentado em frente ao computador, mesa desarrumada e um branco na mente. Precisava concluir o relatório, passava o olho nas medidas da tela soletrava uma palavra em inglês que estava na parte de cima …

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Coluna do Adilson Cardoso – Jesus não desce

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Coluna do Adilson Cardoso – Jesus não desce O Universo se moderniza, até pedras aceitam chips. O homem vai a lua e finca a bandeira,  vai a Marte e troca idéias com Marcianos, descobre as faces gigantescas  e salta de pára-quedas sobre Júpiter. Pega carona na calda do cometa e mergulha no mar, chega até as profundezas abissais e descobre …

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Coluna do Adilson Cardoso – Por engano

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Coluna do Adilson Cardoso – Por engano O professor entrou na sala pisando forte, jogou os livros sobre a mesa e observou a sala. Trinta alunos em seis fileiras de cinco, dez meninas e vinte meninos, elas ocupavam os primeiros lugares.  O professor escreveu seu nome no quadro; “Prof. Euzébio Celestino – História” e no meio do quadro acrescentou com …

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Coluna do Adilson Cardoso – O Olho da Lua

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Coluna do Adilson Cardoso – O Olho da Lua Não somava mais os dias, horas passaram a correr sem medidas, nada mais podia valer naquele irrisório existir além das memórias que lhe quedavam as forças.  Não se olhava no espelho, preferia a  imagem de um passado distante a confrontar-se com aquele rosto de rugas profundas e olhar de derrota. O …

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Coluna do Adilson Cardoso – Dois Loucos sem respostas

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Coluna do Adilson Cardoso – Dois Loucos sem respostas Aquele bêbado não tinha menor intenção de deixar o dia continuar em paz. Dez horas da manhã ele subia a Rua Guaporé, as pernas pareciam de borracha ziguezagueando no passeio. De um lado um prédio residencial que derramava plantas pelas fachadas sem grades e das suas colunas sem pinturas. Por algum …

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Coluna do Adilson Cardoso – Segredos do Velho Diario

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Coluna do Adilson Cardoso – Segredos do Velho Diario Não somava mais os dias, horas passaram a correr sem medidas, nada mais podia valer naquele irrisório existir além das memórias que lhe quedavam as forças.  Não se olhava no espelho, preferia a bela imagem de um passado distante a confrontar-se com aquele rosto de rugas profundas e olhar de derrota. …

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Coluna do Adilson Cardoso – Urucubaca

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Coluna do Adilson Cardoso – Urucubaca Azarildo nasceu em  em 1968 quando a presidência da republica do Brasil estava nas mãos dos  Generais.  A cidade era Conde de Miribé, extremo norte de Minas Gerais. Por falta de televisão e pano para  calcinha e cueca  nascera em uma família de dez irmãos, o pai lavrador e a mãe biscoiteira, era um …

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Coluna do Adilson Cardoso – Meu dedo é Inocente

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Coluna do Adilson Cardoso – Meu dedo é Inocente Era nove e meia da manhã. Havia acabado de ver um vídeo no computador, bandidos se confrontaram em um presídio e fizeram sangue jorrar. Uma mão segurava a faca afiada, a voz que a conduzia recitava uma espécie de poema da morte, gritava o nome de uma facção e concluía sua …

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Coluna do Adilson Cardoso – Não Bata no Nosso Ladrão

Adilson Cardoso

Coluna do Adilson Cardoso – Não Bata no Nosso Ladrão Stanley, um americano, morador da cidade de Mansfield no Texas. Passara  o ultimo carnaval  no Brasil com a mulher e um dos filhos. O grande  numero de bundas e peitos fora das roupas  mexera sensivelmente com a libido do gringo que jurara voltar sozinho ao Rio de Janeiro. Preparara-se como …

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Coluna do Adilson Cardoso – As Viagens Sintéticas

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Coluna do Adilson Cardoso – As Viagens Sintéticas Era à hora do ângelus, suas mãos permaneciam amarradas, ameaçavam cãibras, estavam adormecidas há algum tempo. Fios amargos de lágrimas lhe escorriam pelos cantos dos olhos, tinha cordas também lhe atando os pés. Os repiques daqueles sinos denunciavam que a Igrejinha de São Sebastião não estava longe, porém não tinha ouvidos apurados …

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