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Brasil – Policiais obrigam homem a bater cabeça contra o muro no Rio de Janeiro


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On 8 de outubro de 2014
Last modified:8 de outubro de 2014

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Brasil - Policiais obrigam homem a bater cabeça contra o muro no Rio de Janeiro

"Não me mata, não, moço; a UPP é foda mesmo; se pegar, extermina", diz o homem
“Não me mata, não, moço; a UPP é foda mesmo; se pegar, extermina”, diz o homem

Policiais militares da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da Vila Kennedy, em Bangu, zona oeste do Rio de Janeiro, obrigaram um morador local a bater repetidamente com sua cabeça contra um muro, implorar por sua vida e exaltar a UPP. O caso foi revelado em vídeo de um minuto divulgado na manhã desta quarta-feira (8) pelo jornal carioca “Extra”.

O homem, que teve seu rosto e sua voz alterados para evitar sua identificação, aparece ajoelhado e sem camisa recebendo ordens para dizer coisas como “eu sou um bosta”, “a UPP extermina” e “tem que respeitar os polícia [sic]”. No final do vídeo é possível ver que os homens que dão as ordens estão de farda da PM, coturno e armados com fuzis automáticos.

“Não me mata, não, moço, pelo amor de Deus. A UPP é foda mesmo. Se pegar, extermina”, diz o homem enquanto os policiais o obrigam a bater ainda com mais força sua cabeça contra a parece. “Bate mais forte, mais uma vez”, diz um policial. “Eu vou morrer, moço”, responde o homem, que é obrigado a bater ao todo onze vezes sua cabeça contra um muro.

Questionada, a assessoria de imprensa da UPP afirmou que o comandante da UPP da Vila Kennedy abriu “procedimento apuratório” sobre o caso.

Em nota, disse que o vídeo foi encaminhado ao Centro de Criminalística da PM para identificar se o local onde ocorreu a filmagem trata-se de fato da Vila Kennedy e quem seriam os policiais envolvidos.

“Caso sejam identificados, os policiais serão submetidos a Procedimento Administrativo Disciplinar”, afirma. O comando da UPP não informou que tipo de crime os policiais estariam cometendo e que tipo de punição eles poderiam receber. “Vale ressaltar que o Comando de Polícia Pacificadora repudia este tipo de atitude que contraria a postura da polícia de proximidade”.

Folhapress

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