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Europa – Bunker de Mussolini é aberto ao público pela primeira vez

O primeiro bunker construído por Benito Mussolini (1883-1945) em sua residência em Roma foi aberto ao público para visitas guiadas. Situado no fim de um corredor de 60 metros e com uma entrada perdida até recentemente entre as árvores, o local foi levantado em 1940 para abrigar o ex-líder fascista dos ataques da guerra, mas depois foi abandonado por não ser suficientemente seguro.

Situado no fim de um corredor de 60 metros e com uma entrada perdida até recentemente entre as árvores, o local foi levantado em 1940
Situado no fim de um corredor de 60 metros e com uma entrada perdida até recentemente entre as árvores, o local foi levantado em 1940

Dentro do abrigo, ainda é possível ver uma escrivaninha, um armário e um telefone para se comunicar com o exterior, além de um sofisticado sistema de ventilação e filtragem, capaz de garantir oxigênio a 15 pessoas por um período de três a seis horas e portas à prova de gás e fogo.

“Isso nos recorda o quanto é importante cultivar a memória, ainda que na Europa, graças a Deus, tenhamos superado aquele nacionalismo que levou a guerras”, afirmou o prefeito de Roma, Ignazio Marino. O refúgio tinha três saídas e ficava escondido sob uma lagoa, mas era coberto apenas por alguns metros de pedra e estava localizado muito longe da residência de Villa Torlonia.

Em 1942, Mussolini ordenou a construção de um bunker mais moderno a seis metros de profundidade
Em 1942, Mussolini ordenou a construção de um bunker mais moderno a seis metros de profundidade

Em 1942, Mussolini ordenou a construção de um bunker mais moderno a seis metros de profundidade e com uma cobertura de concreto armado de quatro metros de espessura. As paredes foram feitas de forma cilíndrica para amortecerem o impacto das ondas de choque provocadas pelas bombas. No entanto, a obra nunca foi concluída.

Esse abrigo já havia sido aberto ao público, mas permaneceu fechado por seis anos e só foi reinaugurado agora. “Seria um refúgio capaz de suportar até ataques atômicos”, garante Lorenzo Grassi, coordenador do projeto de revitalização dos bunkers.