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MG – Após Outubro Rosa, mais duas cores alertam contra o câncer

Novembro começou neste sábado (1) com duas novas campanhas importantes: o Novembro Dourado  – um alerta sobre o câncer infantil – e o Novembro Azul, um incentivo para que os homens se previnam contra a doença na próstata, o tipo que mais acomete o público masculino no Brasil.

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Pesquisa realizada pela revista norte-americana “Cancer Epidemiology” constatou um número inusitado de reincidência desse tipo de tumor. Segundo o estudo, homens que já retiraram a próstata devido à doença e apresentavam colesterol alto tinham mais chances de apresentar alterações nas células novamente.

“Não há uma explicação exata por que isso acontece, mas quando há um desequilíbrio da quantidade de gordura, reduzindo mecanismos imuno-lógicos, aumenta a carcinogênese, que é a formação do tumor”, explica o oncologista e diretor do Cetus – Hospital Dia, Charles Pádua. A próstata é uma glândula que produz o líquido espermático.

logo_novembro (jornalmontesclaros)Câncer Infantil

Com a campanha Novembro Dourado, da Fundação Sara, hospitais e instituições de apoio a pacientes com a doença querem alertar sobre a importância do diagnóstico precoce. A oncopediatra do Hospital das Clínicas de Belo Horizonte Karine Fonseca explica que, entre as neoplasias infantis, a mais comum é a leucemia, seguida de linfomas, tumores e neuroblastoma.

FUNDAÇÃO_SARA-jornalmontesclaros-620x269Os sintomas do câncer nas crianças são semelhantes a sinais de doenças comuns na infância, como dores de cabeça e resfriados. “Se persistirem, as crianças devem ser levadas ao médico”.

Vasectomia aumenta o risco

Pesquisa da “Harvard School of Public Health”, indicou que homens que fizeram vasectomia têm 10% mais chances de desenvolver o câncer de próstata agressivo, cujo tumor aumenta de forma mais acelerada.

“No sêmen existem proteínas que ajudam no combate ao câncer. Quando se faz a vasectomia reduz-se essa proteção e aumenta o risco”, explicou o oncologista Charles Pádua. “O método é eficiente. Porém, homens vasectomizados devem manter o acompanhamento com o urologista”.

Apoio para superar a doença

Vanessa Batista, de 6 anos, foi diagnosticada com leucemia aos 4. Desde então, ela e a mãe vivem entre idas e vindas do interior para BH, onde ela faz o tratamento. “Vanessa fez sessões de quimioterapia e passamos por uma fase complicada. Hoje ela está melhor”, contou Renata Batista, mãe da garota, que fica na casa de apoio da Fundação Sara, que acolhe crianças. “Dourado é para refletir o valor que devemos dar às crianças. Elas valem ouro”, afirmou o presidente da instituição, Alberto Gaspar Costa.