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Oriente Médio – Rainha da Jordânia pede combate ao grupo EI para salvar o Islã

A rainha Rania da Jordânia fez um apelo nesta terça-feira (18) ao mundo árabe para que não deixe o caminho livre aos extremistas islâmicos, que passam uma imagem muito negativa do Oriente Médio e do islã.

Rania fez a declaração durante a abertura de uma reunião anual dos meios de comunicação em Abu Dhabi
Rania fez a declaração durante a abertura de uma reunião anual dos meios de comunicação em Abu Dhabi

“Nosso silêncio é o melhor presente para os jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI). Somos cúmplices de seu êxito em termos de imagem”, disse a rainha.

Rania fez a declaração durante a abertura de uma reunião anual dos meios de comunicação em Abu Dhabi, que reúne durante três dias profissionais da imprensa de vários países. “O futuro do Oriente Médio e do islã depende do combate da coalizão internacional contra o EI, um combate que os moderados devem vencer”.

“Uma minoria de extremistas sem fé utiliza as redes sociais para reescrever nossa história e modificar nossa identidade”, acusou.

“Pelo bem de cada um de nós, pelo islã e pelo mundo árabe, pelo futuro de nossos jovens, devemos escrever um novo relato de divulgá-lo ao mundo”, afirmou a rainha Rania aos meios de comunicação árabes.

“Porque se não decidirmos o que é nossa identidade e o que será nossa herança, os extremistas o farão por nós”, advertiu. A rainha da Jordânia destacou que a longo prazo, para acabar com o extremismo, será necessário investir em “educação de qualidade para todos, meninos e meninas, e na criação de empregos”.

“A educação por si só não é a solução. Também precisamos de empregos”, explicou, antes de recordar que o mundo árabe deve “criar 100 milhões de empregos até o ano 2020 para absorver os que chegam ao mercado de trabalho”.

Os jihadistas do EI, conhecidos por cometer atrocidades nos territórios sob seu controle na Síria e no Iraque, utilizam a internet como instrumento de propaganda. Nos últimos meses divulgaram vídeos de decapitações de reféns ocidentais e de soldados sírios.

Da AFP