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Câmara dos Deputados aprova proposta que regulamenta profissão de DJ

A Câmara dos Deputados aprovou proposta que regulamente a profissão de disc-jóquei, mais conhecido como DJ. O projeto ainda deve voltar ao Senado para ser analisado novamente. Mas se a proposta atual for aprovada, só poderá exercer a profissão de disc-jóquei quem tiver idade mínima de 16 anos, ensino médio completo ou cursando, e ainda certificado de curso técnico com pelo menos 800 horas de duração. E tem mais: é preciso escolher uma instituição reconhecida pelo Ministério da Educação.  Para quem já atua como DJ há mais de cinco anos, não precisa se preocupar porque essas novas determinações só valerão daqui  pra frente.

dj-booking-agency-gigs-party-djatwork (jornalmontesclaros)

E o que os profissionais estão achando dessa história? “Acho patético o poder legislativo ter tanta pauta e se preocupar em regulamentar uma profissão tão específica. Fica a impressão de que temos uma bancada pressionando. Hoje, no Brasil, temos uma verdadeira praga de cursos técnicos e universitários de baixíssima qualidade, que visam descaradamente o lucro, e não a educação”, polemiza o DJ Felipe Machado, também conhecido como Original Dj Copy. Para ele, essa regulamentação é um retrocesso e uma vontade de elitizar a profissão. “É um projeto voltado para DJ de casa noturna, um tipo de empreendimento de alto padrão”, declara Felipe.

10805362_10152891577867437_699417512_n (jornalmontesclaros)O DJ levanta também outra hipótese polêmica para a vontade governamental de regulamentar a profissão. “Isso parece mais uma movimentação das entidades/empresas detentoras de direitos autorais de ‘fechar o cerco’ aos DJs que, na opinião desses empresários, ‘roubam’ as músicas e ganham dinheiro dos artistas. Eles esquecem que os DJs disseminam conteúdo. Em muitos casos, gravadoras e selos passam músicas diretamente para alguns DJs afim de divulgar seus artistas em festas, rádios, podcasts e afins”, dispara.

Por causa dessa história de direitos autorais, alguns DJs chegaram a ser presos nos Estados Unidos. “Mas logo viram que essa prática era ‘suicídio’. Se os DJs param de tocar, o povo para de dançar. É muito simples. Sem falar que, hoje em dia, existe muito conteúdo disponível . Para cada artista mainstream que não deixa um DJ tocar sua música, tem dez mil produtores precisando dessa divulgação”, analisa, apesar de se declarar totalmente a favor de uma regulamentação da profissão. “Mas do jeito que está, parece o início de um problema”, atesta.

 

sarah-falcão_ft-lana-pinho (jornalmontesclaros)Não poderíamos deixar de colocar aqui também a opinião da nossa editora de conteúdo, Sarah Falcão, que é DJ há quatro anos, e adotou o nome ‘artístico’ de Blackbird. Ela conta que não fez curso técnico mas estudou música clássica durante dez anos, toca violino, guitarra e violão e sabe ler partitura. O conhecimento musical prévio ajudou muito no aprendizando técnico. “É preciso saber a hora de colocar a música, os efeitos, equalizar…”, avisa Sarah.

Para ela, no final das contas, esse conhecimento é que dá o diferencial “É o que vai ser imbatível numa pista: saber se comunicar e emocionar através da música; colocar um som em um momento específico, que traga lembranças para as pessoas. Eu procuro fazer meus sets assim, com diálogo. Procuro fazer uma evolução lógica entre décadas, BPM… Uma pessoa que não tem conhecimento (e curiosidade) musical não vai saber fazer isso“, ensina Sarah, que costuma discotecar em festas como a Odara Ôdesce, Let’s Dance. Aliás, mais uma edição da balada acontece amanhã (20/11), às 20h, no Gentleman Loser Pub, em Boa Viagem. Sarah divide as pick-ups com Allana Marques e Lala K.

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