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Montes Claros – Município avalia novas opções de mobilidade para o transporte coletivo da cidade

Autoridades do setor de trânsito e transportes, empresários que exploram o serviço na cidade e gestores municipais receberam executivos da Volvo Bus Latin America, que fizeram uma breve explanação sobre o Projeto Bus Rapid Transit (BRT), que utiliza ônibus biarticulados para 270 passageiros, desenvolvidos pela empresa sueca e utilizados com sucesso em cidades como Curitiba e Bogotá (Colômbia).

Montes Claros - Município avalia novas opções de mobilidade para o transporte coletivo da cidade
Montes Claros – Município avalia novas opções de mobilidade para o transporte coletivo da cidade

Segundo o engenheiro mecânico e especialista em mobilidade, Ayrton do Amaral Filho, fazer com que o cidadão troque o seu veículo próprio e opte pelo transporte público não é tarefa fácil, mas deve ser orientada por critérios que ele chamou de “balança da mobilidade”. O especialista ainda aproveitou para citar o ex-prefeito de Bogotá, Enrique Peñalosa, para quem “a cidade avançada não é aquela em que os pobres andam de carro, mas aquela em que os ricos usam transporte público”.

Para o especialista, que têm livros publicados sobre o tema mobilidade, os critérios determinantes para esta troca são: a rapidez do transporte, sendo que o tempo de espera do usuário no ponto de ônibus conta como tempo de viagem; a confiabilidade e a regularidade, que incluem o cumprimento de horários e a necessidade de pistas exclusivas para os veículos; conforto, que é a limpeza e a segurança; e a economia de tempo, que se traduz em qualidade de vida para o usuário.

Amaral Filho ainda elencou os benefícios do Projeto BRT em relação à outras alternativas, como o ônibus convencional, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e o metrô. Ele informou que R$ 5 bilhões de investimento público em mobilidade podem significar 10 km de linhas de metrô, entre 40 e 50 km de VLT, ou 200 km de BRT. Ao mesmo tempo, o número de passageiros/hora transportados pelo BRT pode chegar a 45 mil, enquanto que, no caso do ônibus convencional, é de 6 mil passageiros/hora; no VLT, 12 mil; e no metrô, a partir de 25 mil.

Em cidades onde não é possível implantar o Projeto BRT na íntegra existe a possibilidade de alterações nos processos, como faixa exclusiva para ônibus; utilização de veículos biarticulados; e o pagamento da tarifa fora do coletivo (em guichês fora dos veículos, por exemplo).


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