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Coluna da Dra. Maiza Rodrigues‏

A Violência Doméstica e Familiar contra a mulher !

 

Quando se fala em violência, pensamos em atos que provocam lesões físicas; entretanto, a violência contra a mulher perpetrada por alguém de seu círculo familiar e íntimo pode assumir várias formas, que muitas vezes ficam mascaradas, tais como:

 

1 -Física  –

2 -Psicológica –

3 -Moral –

4 -Patrimonial –

5 – Sexual –

 

A NÃO DENUNCIA E A IMPUNIDADE alimentam a violência, e ao se sentir impune o agressor não se intimida, age mais..

 

Fatores motivadores da passividade feminina frente ao problema da violência:

  1. Medo do agressor
    2. Dependência financeira em relação ao agressor
    3. Dependência afetiva em relação ao agressor
    4. Não conhecer os seus direitos
    5. Não ter onde denunciar
    6. Percepção de que nada acontece com o agressor quando denunciado
    7. Falta de auto estima
    8. Preocupação com a criação dos filhos
    9. Sensação de que é dever da mulher preservar o casamento e a família
    10. Vergonha de se separar e de admitir que é agredida
    11. Acreditar que seria a última vez
    12. Ser aconselhada pela família a não denunciar
    13. Ser aconselhada pela Polícia a não denunciar
    14. Não poder mais retirar a “queixa”

Considerando-se a quantidade de motivos acima enumerados, pergunta-se: qual mulher vítima de agressão não vivencia um ou mais deles?

Entretanto, fazendo-se uma avaliação qualitativa, percebe-se a importância dos motivos, principalmente aqueles ligados a uma demonstração de vulnerabilidade ainda que situacional, pois decorrente daquele momento de vida  da mulher agredida.

O empoderamento, da mulher em situação de violência é primordial, dar a ela condições de romper com o ciclo e com a situação de vulnerabilidade.

Assim, a mulher conscientiza e adquiri  condições de representar contra o seu agressor e persistir até final decisão.

Dra. Maiza Rodrigues – Defensora Pública do Estado de Minas Gerais em Montes Claros

Dra. Maiza Rodrigues
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