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Montes Claros - Participantes iniciam modelo de barramento Base Zero no rio São Lamberto - Foto: Geraldo Humberto
Montes Claros - Participantes iniciam modelo de barramento Base Zero no rio São Lamberto - Foto: Geraldo Humberto

Montes Claros – Participantes iniciam modelo de barramento Base Zero no rio São Lamberto

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Montes Claros – Participantes iniciam modelo de barramento Base Zero no rio São Lamberto

Técnicos, extensionistas, agricultores, estudantes e especialistas em meio ambiente passaram por uma manhã de treinamento no Clube Pentáurea, na bacia do rio São Lamberto, em Montes Claros, onde foi iniciada a construção de um projeto modelo de barramento base zero.

Montes Claros - Participantes iniciam modelo de barramento Base Zero no rio São Lamberto - Foto: Geraldo Humberto
Montes Claros – Participantes iniciam modelo de barramento Base Zero no rio São Lamberto – Foto: Geraldo Humberto

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O dia de campo fez parte do I Seminário Barramento Base Zero – Perenização de Bacias Hidrográficas, e teve como objetivo multiplicar na região o projeto criado pelo engenheiro mecânico José Artur Padilha, que desenvolve o conceito no Nordeste do país, conseguindo a recuperação das reservas de água no subsolo e consequente disponibilidade para a superfície.

A visita, que teve coordenação da Agência de Desenvolvimento do Norte de Minas (Adenor) e do sistema Sedinor/Idene, demonstrou na prática como deve ser feita a construção deste tipo de barragem. Na demonstração foram utilizadas pedras, colocadas encaixadas, formando um arco. “Este tipo de projeto possui custo baixíssimo, podendo ser aplicada por qualquer pessoa e propriedade. A água é armazenada debaixo do chão, livre da salinização e da evaporação”, comentou José Artur Padilha, que explicou aos presentes todo o processo de construção, espaço que deve ser utilizado e como o material (neste caso as pedras) devem ser encaixadas para um resultado pontual da barragem.

O engenheiro lembra que “as chuvas quando caem geram enxurradas destrutivas que saem das bacias hidrográficas muito rapidamente e não conseguem recarregar os aquíferos. Para enfrentar essa situação, são construídos açudes, os quais, no entanto, não resolvem a situação e, em certos lugares, até agravam os problemas, devido ao fenômeno da salinização das águas represadas”. Com o sistema de barragem criado por Padilha, o problema seria resolvido, resguardando o meio ambiente e seu abastecimento.

O diretor de captação do Idene, Davidson Barbosa Dantas, destacou que existem muitas ações emergenciais dos governos para a seca, mas que é preciso uma capacitação da população para projetos que possam ser feitos de maneira mais simples e com efeito imediato. “Aqui será nossa unidade modelo. Vamos agora, já a partir do início de 2016, para um processo de multiplicação nas cidades, programando visitas com técnicos e realizando novos treinamentos. Vamos articular para conseguir ajuda, verba, para que outras regiões possam construir suas barragens”, afirmou.

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Exemplo e ação

A ação realizada no São Lamberto será modelo para outros projetos na região. No local ainda será finalizada a barragem, além da construção de outras, até a comunidade de Morro Vermelho, dando condições de captação de água da chuva em vários pontos. O coordenador técnico da Emater, Reinaldo Nunes, afirma que a ação vai beneficiar a todos. “Isso aqui vai servir de exemplo. É preciso ‘produzir’ água e todos nós temos a responsabilidade de procurar alternativas para que isso aconteça. Nossa região não chove muito e o que chove vai embora, corre. Com as barragens, em um custo baixo, poderemos ter viabilidade de projeto para manter a água”.

Durante o dia de campo, os participantes aproveitaram a experiência de Artur Padilha para tirar todas as dúvidas e levar a ação a efeito em suas comunidades. João Ismael, presidente da Associação de Produtores do Planalto Rural – região que dependente do Rio São Lamberto, diretamente afetados pela situação do rio, que foi completamente degradado – vê com bons olhos a novidade trazida por Artur Padilha. “Eu não sabia que era tão fácil e que este projeto da barragem poderia ser tão importante. Hoje somos 120 produtores da região que dependem do São Lamberto e viemos aprender o que pode ser feito para salvá-lo. Vamos colocar em prática o que vimos aqui”, afirma.

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