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Coluna do Dr. Marcelo Freitas – Durante o Século 18, o Brasil-Colônia pagava um alto tributo para seu colonizador, Portugal

Coluna do Dr. Marcelo Freitas – Durante o Século 18, o Brasil-Colônia pagava um alto tributo para seu colonizador, Portugal

Esse tributo incidia sobre tudo o que fosse produzido em nosso País e correspondia a 20%, ou seja, 1/5 da produção. Essa taxação altíssima e absurda era chamada de “O Quinto”.

Esse imposto recaía principalmente sobre a nossa produção de ouro. O “Quinto” era tão odiado pelos brasileiros, que, quando se referiam a ele, diziam “O Quinto dos Infernos”. E isso virou sinônimo de tudo que é ruim.

A Coroa Portuguesa quis, em determinado momento, cobrar os “quintos atrasados” de uma única vez, no episódio conhecido como “Derrama”. Isso revoltou a população, gerando o incidente chamado de “Inconfidência Mineira”, que teve seu ponto culminante na prisão e julgamento de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário IBPT, a carga tributária brasileira chegou ao final do ano de 2011 a 38% ou praticamente 2/5 (dois quintos) de nossa produção. A carga tributária que nos aflige, assim, é praticamente o dobro daquela exigida por Portugal à época da Inconfidência Mineira, o que significa que pagamos hoje literalmente “dois quintos dos infernos” de impostos.

Para quê? Para sustentar a corrupção? Os mensaleiros? O Senado com sua legião de “Diretores”? A festa das passagens, o bacanal (literalmente) com o dinheiro público, as comissões e jatinhos, a farra familiar nos 3 Poderes (Executivo/Legislativo e Judiciário)? O imoral auxílio moradia?

Nosso dinheiro é confiscado no dobro do valor do “quinto dos infernos” para sustentar essa corja, que nos custa (já feitas as atualizações) o dobro do que custava toda a Corte Portuguesa!

No Rio de Janeiro, onde dois ex-governadores foram presos em uma mesma semana, chegou a se propor uma “contribuição” mensal da ordem de 30% sobre o que seria recebido pelo servidor público. Isso sem falar nos demais tributos devidos pelos infelizes.

É, sem dúvidas, tempo de muita reflexão. Ou estamos, de fato, no quinto dos infernos!?

Dr. Marcelo Eduardo Freitas – Delegado de Polícia Federal e Professor da Academia Nacional de Polícia

Dr. Marcelo Eduardo Freitas
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