Publicidade
FENICS 2108 - RESERVE JÁ,JÁ, SEU STAND!  
Inicio » Colunistas » Nilson Apollo » Coluna do Nilson Apollo – Malandro, Indolente? Logo eu, que sou um “prego” ?!?!

Coluna do Nilson Apollo – Malandro, Indolente? Logo eu, que sou um “prego” ?!?!

Coluna do Nilson Apollo – Malandro, Indolente? Logo eu, que sou um “prego” ?!?!

Nesta semana, ouvimos de um general de reserva, candidato a vice presidente do Brasil, um disparate sem tamanho, quando usando de preconceito, involucrou todos os negros e índios dentro de um pacote, estigmatizando-nos como malandros e indolentes.

Particularmente me ofendi com a fala do cidadão, pois, eu nunca passei nem perto de nada que lembre isso.

Embora em nossa cultura artística, musical, televisiva, cinematográfica e teatral, ao longo dos anos temos vistos uma formatação danosa de nossa imagem enquanto povo, nem todos assimilam o comportamento e estilo de vida do “bom malandro”, se é que exista bom malandro.

Podem as músicas “Bezerra da Silva” dizer quem sim, podem cantar em prosas e versos histórias desses típicos personagens, consagrado até mesmo no exterior, através de Walt Disney, que criou o malandro Zé Carioca para nos representar, desgraçadamente como um de nossos símbolos arquetípicos, que eu contesto.

Significado de Malandro e indolente

“Substantivo masculino

Aquele que vive em busca de prazeres e diversões; quem gosta de viver de modo boêmio, sem trabalhar, na malandragem.

Indivíduo que caracteriza um personagem carioca, pertencente a uma classe social menos favorecida, que se define pela maneira própria de se vestir e de falar.

Adjetivo

Diz-se da pessoa que se utiliza da esperteza para sobreviver sem trabalhar, geralmente abusando da confiança de outras; vadio. Diz-se de quem é esperto, astuto; sagaz. “Que é indolente; preguiçoso.”

Alguns aceitam, eu e muitos outros não. Talvez nós sejamos até o contrário de malandro, “pregos” (que é a gíria para “bobo”) até demais…

Pregos no bom sentido do vernáculo, pois à principio, um “prego” é visto com maus olhos, pelos que se julgam espertos, e “malandros, ou indolentes”

Mas os pregos, na verdade são seres observadores, que medem as conseqüências de seus atos e geralmente são comedidos em suas palavras e postura diante da sociedade.

Eles nascem com uma capacidade incrível de se embriagar e viajar mais em suas idéias e realizações do que com os mais fortes psicotrópicos…

Os “pregos” geralmente têm poucas parceiras sexuais ao longo da vida… Seu real objetivo é somente uma pela vida toda, ou pelo menos uma de cada vez, pois não lhe apetece a remota possibilidade de irresponsavelmente espalhar sua prole pelo mundo afora e são afeitos ao respeito e cuidado para com os que o cercam…

O cérebro de um “prego” é faminto, ele busca sempre alimentá-lo com as mais complexas e necessárias informações, e nunca vai se furtar de transmitir ou ensinar a um “preguinho” em potencial…

Um “prego” nunca se rebela sem uma causa justa e pertinente… Isso é para os utópicos…

Os “pregos” gostam de músicas com conteúdo, e geralmente sabem tocar um bom instrumento…

O “prego” não se exibe com roupas de marca nem desfila pelas ruas de sua cidade com o som de seu veículo no último volume, incomodando a todo mundo… Isso é típico dos espertos.

O “prego” tem aversão a badernas e demonstração de excesso de testosterona, ele não precisa se auto-afirmar… Isso é típico dos imbecis.

O “prego” não perde horas se lambendo na frente do espelho, ele é avesso as formas masculinas avantajadas, inclusive à sua própria, pois ele prefere as formas do sexo oposto.

Ele não precisa fazer de meios de transporte uma extensão de sua masculinidade e potência… Ele só precisa dele para se locomover confortavelmente…

O “prego” tem um linguajar mais formal, pois ele sabe que assim será melhor interpretado e entendido e não gosta de gírias…

O “prego” não é fanático por nada, e nada é o centro e razão de sua vida, senão a própria vida e seus encantamentos naturais…

“Pregos” não são tiranos, suas preguices não o permitem sê-lo…

Eles se simpatizam com as causas e de vez em quando com algumas agremiações, mas não são bobos a ponto de morrerem por nenhuma delas, pois ,eles prezam pela vida e economizam suas emoções para situações realísticas e de maior importância, sejam elas familiares, profissionais, sociais e etc…

Os códigos internalizados de normas e regras morais de um prego são bem definidos, ele não varia muito…

O “pregos” são minoria entre a multidão, eles atravessam as eras quase sem serem percebidos em seus anos iniciais de vida…

Geralmente eles morrem velhinhos, quando se tornam “quadrados”…

E se tiverem sido bons pregos, conseguirão transmitir a preguice aos seus descendentes…
Os “pregos” acumulam informações, recursos e experiências, sondando o territórios e fraquezas das demais tribos e quando amadurecidos assumem seus espaços… sabendo exatamente o que fazer para permanecerem incólumes por muitos e muitos anos…

Geralmente os “pregos” não matam a ninguém, nem morrem por mãos de ninguém… Que não seja pela mão de DEUS.

Eles é cordatos e sutis, e é deles que vem o que jamais se espera, pois eles não alardeiam sem necessidades…

“Pregos” gostam de serem “pregos”, e não gostam de serem indolentes, nem malandros”

E muito menos são estúpidos o suficiente para escolherem votar em uma dupla que pensam tais absurdos a respeito deles.

E só para refrescar a memória senhor general, se malandros e indolentes fossem os negros ou os índios, nós é quem teríamos saído mundo à fora, roubando terras, e escravizando a outros povos para fazerem o trabalho pesado sob torturas e ameaças.

Não leve tão a sério o que cantaram e cantam alguns desavisados que infelizmente não sabiam o que faziam ou fazem, quando se prestaram a esse desserviço à nossa imagem.

Malandro e indolente è P…  Q… T. P….!!!!!

Obs: Sou tão prego que minha mãe nunca me deixou usar de palavras de baixo calão…

 

Nilson Apollo Belmiro Santos
Nilson Apollo Belmiro Santos

Leia Também

Saiba como conhecer Nova York fazendo um cruzeiro pelo rio que corta a cidade

* Por: da redação - 16 de agosto de 2018. Saiba como conhecer Nova York …

Aviso: Nossos editores/colunistas estão expressando suas opiniões sobre o tema proposto e esperamos que as conversas nos comentários de artigos do JORNAL MONTES CLAROS sejam respeitosas e construtivas.O espaço de comentários em nossos artigos é destinado a discussões, debates sobre o tema e críticas de ideias, não às pessoas por trás delas. Ataques pessoais não serão tolerados de maneira nenhuma e nos damos ao direito de ocultar/excluir qualquer comentário ofensivo, difamatório, preconceituoso, calunioso ou de alguma forma prejudicial a terceiros, assim como textos de caráter promocional e comentários anônimos (sem nome completo e/ou email válido).

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *