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Cidades Inteligentes geram benefícios socioeconômicos para pessoas e empresas

De acordo com o estudo “Tornando cidades inteligentes e IoT uma realidade na América Latina”, de novembro de 2018, elaborado pela GSMA, as aplicações de IoT e de cidades inteligentes podem superar os desafios do final do século 20 e se tornarem líderes do século 21, gerando benefícios socioeconômicos substanciais para cidadãos e empresas. Além disso, o relatório da GSMA, “A Economia Móvel na América Latina 2021”, prevê um crescimento do 4G na região de 55% em 2020 para 67% em 2025. Segundo o relatório, nesse mesmo ano, o 5G representará 12% das conexões totais. Em termos de IoT, a América Latina deve alcançar um total de 1,2 bilhões de conexões em 2025, gerando receitas de aproximadamente 31 bilhões de dólares naquele mesmo ano.

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) estabelece uma relação direta entre desenvolvimento, largura de banda e Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs). Os analistas do BID estimam que um aumento de 10% na penetração da banda larga nos países da América Latina poderia proporcionar um aumento de 3,19% no PIB e 2,16% na produtividade. Em seu Relatório anual do Índice de Desenvolvimento da Banda Larga, o BID ressalta que a modernização da infraestrutura de todas as sub-regiões da América Latina é urgente.

Saida Ortiz Sedano, diretora de canais da Vertiv América Latina, conta que além do tradicional foco em estradas e pontes, vários analistas preveem que 2022 terá um forte foco em tecnologias de infraestrutura inteligente. “São soluções que prepararão o terreno para maiores eficiências, sustentabilidade e crescimento no longo prazo. De acordo com a Forrester Research, em seu informe “Predictions 2022″, os investimentos em infraestrutura inteligente devem aumentar em 40% neste ano”, explica Saida.

A executiva da Vertiv relata que recentemente, os Estados Unidos, a União Europeia e a China lançaram planos ambiciosos de desenvolvimento e modernização de suas infraestruturas. “A meta era apontar caminhos de crescimento para a economia pós-pandemia. A América Latina – a região mais urbanizada do mundo – não deveria ser uma exceção a essa tendência. É essencial aproveitar esse momento para estimular a inovação nas cidades de forma a torná-las mais inteligentes”, ressalta Ortiz Sedano.

Saida enfatiza que rodovias, que por muito tempo foram vistas como infraestrutura tradicional, também devem se tornar mais inteligentes, transformando-se em uma plataforma importante de dados e de comunicação. A diretora da Vertiv afirma isso com base no artigo “US investment in smart roadways will pave the path to an economic boom”, de dezembro de 2021, da TechCrunch, que aponta que os investimentos dos EUA em rodovias inteligentes causarão um boom econômico.

Saida Ortiz Sedano explica que para facilitar a recuperação da pandemia, os planejadores urbanos priorizarão iniciativas para proporcionar aos cidadãos conectividade via internet. “De acordo com o estudo “Predictions 2022″, da Forrester, a meta é endereçar as questões da saúde pública e gerenciar os recursos críticos (por exemplo: água, energia e iluminação) usando medidores inteligentes e monitoramento preditivo da rede elétrica,” afirma Saida.

Além disso, Ortiz Sedano conta que segundo o relatório da Forrester, os stakeholders também aproveitarão as informações capturadas dos dispositivos no edge e da infraestrutura IoT para modificar os padrões de tráfego de forma a reduzir o congestionamento e avaliar dados de multimídia. “Isso é essencial para entregar insights para aplicações de segurança e/ou combinar 5G, veículos-para-qualquer coisa (V2X, Vehicle-to-Everything) e tecnologias de edge para habilitar veículos autônomos (por exemplo: caminhões de contêineres, veículos dirigidos automaticamente) em portos e aeroportos”, explica Saida.

Para a executiva, à medida que dependemos, confiamos e entregamos mais de nossas vidas à tecnologia, um número crescente de pesquisadores sobre transportes e provedores de infraestrutura inteligente está adotando novos métodos criativos para melhorar a segurança, a eficiência e a sustentabilidade. Ortiz sustenta esse pensamento com base no artigo da TechCrunch, que observa que há mais de 4 milhões de milhas de rodovias públicas nos EUA. “O artigo da TechCeunch deixa claro que rodovias inteligentes são uma solução óbvia e acessível para transformar a infraestrutura para a próxima geração de veículos, pessoas e cidades”, ressalta Saida Ortiz Sedano.