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Empreendedorismo: boa estruturação pode contribuir para sucesso

Dados apresentados em fevereiro deste ano pelo Ministério da Economia, através do Boletim do Mapa das empresas, mostram que em 2021 o Brasil teve mais de 4 milhões de novos empreendimentos, crescimento de 19,4% em relação a 2020. Os resultados mostram, também, aumento em todos os estados.

Tais números mostram um aspecto que pode ser considerado positivo para a economia do país. Todavia, entre iniciar um negócio e mantê-lo, há diversos desafios para o empreendedor. O levantamento citado apontou mais de 1,4 milhão de empresas fechadas no ano passado, aumento de 34,6% ante 2020.

Neste contexto, planejamento pode ser um ponto-chave para, além de manter-se, obter melhores resultados. É a opinião de Claudio Zanutim, autor de livros e palestrante, que contabiliza mais de 250 mil pessoas treinadas em eventos, convenções empresariais e ambientes acadêmicos tratando do crescimento e evolução de negócios.

Zanutim comenta a importância de planejar: “Empreendedorismo é a disposição para identificar problemas e oportunidades e investir recursos e competências na criação de um negócio, projeto ou movimento que seja capaz de alavancar mudanças e gerar um impacto positivo. Você precisa saber ou definir qual produto ou linha entregará para o mercado para solucionar problemas existentes”, afirma. 

Autor de 6 livros e 9 e-books, Zanutim lista alguns pontos que considera fundamentais para o planejamento: variedade, qualidade, design, características, nome da marca, serviços e garantias. Em seguida, determinar como será a distribuição: canais de venda, cobertura de mercado, locais de atuação, estoque e transporte.

Além desses pontos, o especialista lista mais pontos essenciais para uma boa estruturação:

  • pesquisa: maior conhecimento do cliente e suas percepções e do mercado de atuação;
  • posicionamento: posição relativa que a marca ocupa na mente do cliente;
  • boa segmentação: direcionamento estratégico para nichos de mercado/clientes;
  • linha de priorização: decisão de soluções e estratégias a partir do valor percebido;
  • sem desconsiderar: custos – comunicação – conveniência e foco no foco do cliente.

8 etapas do MIT DesignX

Especialista formado pelo MIT Professional Education, Claudio Zanutim cita o método de 8 passos do MIT, que pode contribuir com a evolução de um  novo negócio, remodelar negócios atuais e solucionar problemas locais , regionais e globais. Resumidamente, são elas:

1 – Identificar as soluções de impacto da empresa, definindo qual é a abordagem do design para enquadrar problemas e desenvolver soluções e como enfrentar problemas complexos.

2 – Descobrir e examinar as necessidades ou problemas subjacentes dos usuários, clientes e outras partes interessadas, aplicando as ferramentas de análise de necessidades e mapeamento de partes interessadas.

3 – Definir os principais segmentos de mercado, delinear sua intenção e expectativas a respeito da solução para esses segmentos, desenvolvendo a teoria da mudança. Que outros usuários ou mercados poderiam se beneficiar potencialmente das ideias do negócio e que características a solução precisa ter para se adequar aos critérios de análise das necessidades.

4 – Engajar, elaborando uma proposta de valor clara e convincente, por meio do envolvimento direto do cliente. Além de mapear toda a jornada do usuário para identificar pontos críticos de contato a partir dos quais a solução deve tomar a direção. O objetivo é testar – de forma reiterada – as ideias do processo descrito acima.

Antes de prosseguir, Zanutim pondera “acima, temos os quatro passos iniciais na busca da estruturação do negócio. Com estes executados, podemos caminhar para os próximos”.

5 – Criar o protótipo da solução inicial e do modelo operacional para a ideia. Os protótipos são utilizados pelo usuário para testar o design da solução, o que inclui a criação de protótipos para as ideias de produto, processo ou serviço.

6 – Desenvolver: este passo concentra os métodos utilizados para organizar, administrar e motivar a equipe e implementar sua dinâmica e a cultura desejada para construir uma vantagem competitiva sustentável, promover a produtividade e seu bem-estar.

7 – Implementar um mapeamento estratégico de prioridades e aplicar as prioridades estratégicas como pilares da cultura no ambiente de trabalho a partir de uma solução projetada desde o início até a escala e como o momento do lançamento pode ter um impacto central no resultado.

8 – Escalar a partir de um plano de ação de um projeto-piloto real (ou hipotético), para a ideia de solução. O planejamento de ação, acompanhado de uma estratégia financeira (e de financiamento) leva tempo, já que requer uma identificação cuidadosa e a priorização das ações necessárias para o desenvolvimento bem-sucedido de soluções, aquisição de usuários ou clientes, alinhamento de processos e equipes, assim como para a construção das parcerias necessárias à realização da visão do negócio.

“Tratar de algumas das maiores questões que atualmente afetam a sociedade e o nosso planeta é uma tarefa assustadora e, de fato, a complexidade de muitos dos desafios exige uma abordagem transdisciplinar, bem como para estruturar melhor nossas empresas, independentemente do tamanho”, conclui o especialista.

Para mais informações, basta acessar: https://workshop.claudiozanutim.com.br/