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Brasil lidera investimentos em processamento de dados na América Latina

Países da América Latina empenharam, só no ano passado, US$ 6,03 bilhões em recursos com processamentos de dados. E esse montante deve chegar a US$ 9,11 bilhões até 2027, de acordo com a empresa de consultoria Arizton. Nesse contexto, o Brasil continuará sendo o país que mais investirá em processamento de dados em toda a América Latina. Nos próximos cinco anos, a previsão é de que sejam gastos US$ 3,7 bilhões nessa área.

Segundo a Arizton, a construção civil está entre os segmentos que mais se beneficiará com esse processo de transformação digital.  A causa disso é o crescimento da conectividade por fibra e a alta demanda por serviços de data centers pelas indústrias. A pesquisa destaca ainda que o Brasil lidera o ranking de maior investidor no setor nos últimos anos.

Seguindo a tendência de expansão na digitalização dos negócios, o data center tem sido uma das ferramentas cruciais por garantir e proteger, de forma organizada, todas as informações de uma empresa por meio de bancos de dados. É por meio dessa centralização de operações e infraestruturas de Tecnologia da Informação (TI) que as empresas mantêm o controle de todo o ambiente conforme suas necessidades e podem gerenciar seus dados corporativos e, ao mesmo tempo, reduzir custos apostando em um ambiente remoto, seguro e autônomo.

Tantas vantagens já despertaram a atenção em todos os setores da economia. Só em 2022, os gastos globais com data centers subirão 4,7% em relação ao ano passado, chegando a US$ 226 bilhões, segundo a Gartner, uma das principais empresas mundiais especializadas em pesquisa e consultoria na área de TI. Tratando-se do setor de serviços de TI, a projeção é que o setor alcance US$ 1,3 trilhão este ano, um aumento de 7,9% em relação a 2021.

O gerente de Projetos Diego Vitiello vem acompanhando essa pujança de perto. Atento ao crescimento dos data centers na Europa, ele afirma que o mercado voltado para essa tecnologia já caminha em modelos similares no país. “Em São Paulo, por exemplo, já foram construídos data centers de referência. A estimativa é de que o mercado, que hoje é avaliado em US$ 2,02 bilhões, poderá chegar a US$2,86 até 2026”, especulou.

Ele explica como se dá a realização do projeto de processamento de dados seguindo os requisitos estabelecidos pelos investidores até o momento da homologação e início das operações propriamente ditas. Segundo o gerente de Projetos, o trabalho envolve um corpo profissional especializado que inclui engenheiros civis, mecânicos, elétricos e outros especialistas dedicados a projetos técnicos e a cadeia de fornecimento, que ocorre em larga escala. Os gestores trabalham na coordenação dos projetos interdisciplinares e acompanhamento da evolução física, qualidade e custos, assim como desvios e variações.

“As localizações da planta de operação são estrategicamente escolhidas em locais um pouco mais afastados dos grandes centros e onde se tem acesso a grande espaço físico e linhas de transmissões de energia. Os projetos têm duração média de oito a 16 meses, dependendo da área a ser construída e a capacidade energética”, diz ele, que tem experiência acumulada no mercado nacional e internacional na área de construção civil.

Ainda de acordo com Vitiello, os prazos para conclusão dos projetos são sempre desafiadores e, por isso, há a necessidade da atuação de equipes competentes e gerenciadores que estejam envolvidos em tempo integral.

Brasil acelera investimentos em tecnologia

As empresas nacionais estão em ritmo acelerado quando o assunto é investimento em tecnologia. Só entre 2021 e 2022, os gastos no setor foram de 8,7%. Comparado aos últimos 34 anos, os dados são significativos. Isso porque, segundo a 33ª edição da Pesquisa Anual sobre o Mercado Brasileiro de TI e Uso nas Empresas, da Fundação Getulio Vargas (FGV), os gastos nessa área não passavam de 6% ao ano.

Realizada com 2.650 médias e grandes empresas, a pesquisa revela ainda que as organizações buscam maturidade nos negócios a partir do alinhamento estratégico e da transformação digital. Uso da inteligência artificial, governança de TI, migração de dados para a nuvem e investimento em segurança cibernética são algumas das estratégias adotadas para alcançar o patamar desejado.