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Leandro Heringer

Coluna de Leandro Heringer – Posicionamento de marca

O São Paulo Futebol Clube é uma das maiores agremiações do mundo. Com enorme torcida e grandes títulos, como ao tricampeonato mundial, atrai grandes marcas para parcerias e patrocínios.

Um dos locais mais desejados no mercado é o chamado patrocínio no uniforme. Esse patrocínio é dividido em áreas com valores variando pela exposição. O peito é o chamado patrocínio master. Em dezembro de 2023, o clube fechou contrato com a casa de apostas Superbet por R$52 milhões anuais pelo lugar mais nobre da nova camisa durante três anos.

Nas últimas semanas, o SPFC foi procurado pela empresa Fatal Model com a proposta de 20 milhões de reais pela parte de baixo traseira da camisa. Essa região, do bumbum, é avaliada em 9 milhões de reais. Portanto, a proposta apresenta valor bem acima do mercado.

A empresa é maior site de acompanhantes do Brasil e, em 2023, comprou o #namingrights da arena do clube baiano Vitória por 100 milhões de reais. O estádio passou a se chamar Arena Fatal Model Barradão por 10 anos. Para fechar o negócio, houve aprovação de sócios-torcedores do clube nordestino.

No time paulistano, há um impasse entre a questão financeira e o posicionamento de marca. Segundo o jornalista Jorge Nicola, há uma ala que resiste devido à possibilidade de rejeição por parte de possíveis novos parceiros comerciais.

Outra ala vê como possibilidade de diminuir dívidas do clube e avalia que não há “danos à imagem” do tradicional tricolor paulista.

Qual a sua percepção sobre o tema? Há preconceito com a organização que deseja ser anunciante?

Todo dinheiro é bem-vindo?

Há necessidade de rever conceitos por parte do clube paulista?

O posicionamento de marca vale mais do que dinheiro ou barras de ouro?

Leandro Heringer