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Montes Claros – Entrevista: Felipe Cortez

Montes Claros – Entrevista: Felipe Cortez

A 2ª Mostra Pequi de Áudio Visual é  página virada na intenção dos  produtores que já trabalham novas idéias. Como diz o jargão “pra frente é que se anda”. Mas aqueles agraciados com o nome na lista de vencedores, são constantemente lembrados. Por isso o Jornal Montes Claros ainda persegue estes artistas criadores talentosos para entender um pouco dos seus universos inconstantes de verdades e ficções, hoje o papo direto sem frescura e sem censura é com o ator e diretor Felipe Cortez.

Felipe Cortez
Felipe Cortez

 

Entrevistador: Adilson Cardoso – Repórter de Arte e Cultura do Jornal Montes Claros.

Adilson Cardoso: Sem tempo  para pensar, quem é Felipe Cortez?

Felipe Cortez: Um ser apaixonado por arte que acredita no seu potencial de transformação. Que acredita muito na evolução espiritual, então tenta ser o melhor possível, em busca dessa evolução continua.

AC: Arte é a  atividade humana ligada a manifestações de ordem estética, feita por artistas a partir de percepção, emoções e idéias, um conceito bem básico deste universo frenético. Conta um pouco de você e a arte?

FC: Comecei a fazer teatro e dança na escola. Até que com 16 anos entrei para o grupo expressart,  desde então minha vida gira em torno disto. Não me vejo sem a arte hoje. Ela é minha cura, minha ancora neste mundo incerto e doente.

AC: Em volta a todo instante ouvimos  reclames de que nossa região não valoriza os artistas, porém há casos de pessoas que foram para  Rio e São Paulo e voltaram com o bolso furado  e sem nome na calçada da fama. Em sua opinião qual é a magia para que um artista alcance o sucesso?

FC: Estudar! Lutar! Estudar e Lutar de novo! Quando mais novo eu sonhava em estar na TV e tals. Mas aprendi com o tempo que a arte vai muito além de status ou de fama. Arte é sobre quem você é, é sobre o quanto pode fazer a pessoa refletir  seu tempo e mudar a sua volta. Expor injustiças e causar transformações na sociedade em que vive. Não tem nada mais precioso que isso. Se você quer chegar lá, você tem que estudar muito, persistir e ser humilde sempre. Sem perder sua identidade.

AC: Ao longo desta década que você tem de Teatro, com certeza houve momentos distintos de riso e choro. Hoje com a experiência do tempo, o que fizera que não faria mais?

FC: Esperar algo do poder público ou das pessoas, sabe? Eu era muito ingênuo quando me tornei diretor pela primeira vez do Expressart,  isso me deixou muito mal, causou grandes decepções. Não deixo de cobrar, mas não dependendo de ninguém, simplesmente vou e faço do jeito que dá. Não espero nada de ninguém, o que vir é lucro.

AC: No cinema as suas experiências foram de direção e montagem conforme havia dito. O ator Felipe Cortez acha que ainda precisa de mais alguma coisa para enfrentar as Câmeras?

FC: Sim e Não (risos). Acredito que consigo sim dar contar de qualquer personagem, porém aprender nunca é demais, nunca vou saber de tudo, sempre há algo para ser melhorado e estudado. Então me mantenho nesta busca constantemente.

AC: Montes Claros foi rebatizada pelo saudoso Teatrólogo e Jornalista Reginauro Silva de “Cidade da arte e da Cultura”. Como é a dinâmica da arte e da cultura em Taiobeiras?

FC: Taiobeiras  tem grandes e renomados artistas, e novos que vão surgindo sempre. Mas infelizmente ainda estamos andando há passos de formiga quanto à cultura. Existe uma grande desunião da classe artística que não se organiza para cobrar o que é nosso de direito ou fazer algo sabe?  O atual poder de Taiobeiras é muito perseguidor, então eles valorizam apenas aqueles que estão dispostos a seguir o que ordenam, eu pelo menos não sou desses. Então minhas conquistas e projetos, tenho orgulho de dizer que foram por mérito próprio. Só nos anos de 2015 e 2016 Taiobeiras recebeu quase 10 milhões para Cultura segundo o Portal da Transparência, mas o que vemos são artistas, projetos e ações sem apoio algum!

AC: Alguém que te inspira e por quê?

FC: Tenho várias referências nos meus trabalhos e vida. Porém o Grupo Galpão é sem duvida uma das minhas inspirações mais importante. Conheço a maioria dos atores e atrizes, e a humildade para um grupo tão consagrado é um exemplo. Amo seus espetáculos e a forma como amam o que faz. Este ano estão completando 35 anos de trabalhos artísticos, e sou com certeza um grande fã.

AC: Se pudesse escolher um filme para ilustrar sua vida, qual seria?

FC: Com certeza LaLa Land. Um musical cheio de altos e baixos, mas com um protagonista que não desiste nunca! E se mantém fiel no que acredita mesmo com tanta adversidade.

AC: Qual o significado da Mostra Pequi de Audio Visual para os Artistas de Taiobeiras.

FC: Algo de um poder maior do que poderia dizer. Um incentivo acima de tudo. Necessário! Traz esperança, nos sentimos valorizados, algo muito raro hoje em dia. Ter suas obras celebradas em uma festa tão bonita.

AC: Menção Honrosa pela dedicação da arte cinematográfica Felipe Cortez da cidade de Taiobeiras. Significa?

FC: Que ainda temos muita estrada pela frente, que nossos esforços estão valendo à pena, que cada lágrima e suor esta tendo seu merecido reconhecimento. E que é caindo e levantando que conquistamos algo de valor verdadeiro neste mundo.

AC: Em sua opinião após esta honraria, como será o apoio político a arte na cidade de Taiobeiras?

AC: Gostaria de manter a esperança que sim, mesmo dando mais visibilidade e credibilidade para nossos trabalhos, ainda falta amadurecimento político para que os gestores da nossa cidade abram suas mentes para valorizar nossos artistas e produções, além de festas de apologia ao sexo e drogas das quais sempre apoiam.

AC: Uma mensagem final :

FC: Estude! Quer fazer teatro, dança ou cinema? Busque conhecimento. E não fique parado esperando os outros, se agarre a pessoas que querem realmente de ajudar, vai La e faça acontecer. Não vai ser fácil, mas se for humilde e verdadeiro consigo mesmo, sem pisar em ninguém, você vai chegar onde jamais imaginou chegar.

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