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Brinquedos, assistente virtual e robôs ensinam inglês para crianças

Uso de tecnologias no dia a dia e nas salas de aula auxilia no processo de aprendizagem.

O inglês é a língua mais falada no mundo, com mais de 1,2 milhões de falantes, segundo dados divulgados pela Universidade Metodista de São Paulo. Dominar o idioma é uma habilidade cada vez mais importante no mundo globalizado, e o aprendizado pode começar desde cedo, tendo a tecnologia como aliada. O uso de brinquedos, assistentes virtuais e robôs para aprender inglês já é uma realidade.

Para tornar o ensino do inglês para crianças mais eficiente, as escolas de idiomas têm apostado em diferentes metodologias. Brinquedos, atividades lúdicas e músicas são algumas das ferramentas citadas para auxiliar o processo pela professora Karina Santanna Silva, que atua no ensino da língua para a educação infantil. Em entrevista à imprensa, ela explicou que por meio dos recursos, o aprendizado é feito em contextos que fazem sentido aos pequenos.

Uma das inovações mais recentes usadas nas salas de aula é o uso de robôs com Inteligência Artificial (IA) que podem se comunicar e interagir com os alunos. Desenvolvido em Israel, pela Curiosity Robotics, o Aico utiliza músicas, jogos e flashcards com palavras simples e tem sido uma alternativa para os  cursos de inglês com turmas de crianças em idade pré-escolar. O controle é feito pelo professor através de um aplicativo móvel.

Segundo o engenheiro e criador do Aico, David Levy, o robô é uma forma de introduzir o inglês na rotina das crianças, de forma natural e divertida. “Queremos que elas se sintam imersas, trabalhem nisso, sintam que seu grupo está aprendendo junto e que podem ajudar uns aos outros”, declarou à imprensa.

Atualmente, o Aico está presente em dois jardins de infância em Israel, mas a Curiosity Robotics pretende expandir sua presença por todo o país e, também, no exterior. A startup planeja levar o método pedagógico para outras disciplinas, como matemática e ciências.

Assistente virtual que ensina inglês

Outra forma de usar a tecnologia para ensinar inglês para crianças é por meio de assistentes virtuais, que são programas de computador que usam linguagem natural para conversar com as pessoas.

As assistentes virtuais podem ser acessadas por meio de smartphones, tablets, computadores ou alto-falantes inteligentes. Entre os seus recursos estão diálogos, jogos, músicas e vídeos que podem ajudar no aprendizado de outra língua.

Um exemplo de assistente virtual que pode ser usada com essa finalidade é a Alexa, da Amazon, com o dispositivo Echo Dot Kids. Para isso, podem ser usados comandos de voz, histórias, piadas, curiosidades e desafios em inglês. Além disso, ela pode ser conectada com aplicativos que ensinam o idioma, como o Duolingo.

Opções acessíveis facilitam contato com outro idioma

Além de assistentes virtuais e robôs, existem outras opções mais acessíveis que podem ser usadas no ensino de inglês para crianças. Brinquedos e atividades lúdicas podem ser incorporadas nas salas de aula e em casa para tornar o contato com o idioma mais natural e frequente.

Os quebra-cabeças que ensinam o alfabeto em inglês e em português são um exemplo. O brinquedo tem peças coloridas e ilustradas que ajudam as crianças a reconhecerem as letras e as palavras em ambos os idiomas. Além disso, há sites que oferecem jogos, vídeos, músicas e histórias em inglês para crianças. Assistir filmes e desenhos infantis também são alternativas.

Começar o contato com o idioma, desde cedo, favorece o aprendizado. Estudo realizado pela Brown University analisou mais de cem crianças, com idades entre um e seis anos, e conclui que estar em um ambiente bilíngue antes dos quatro anos aumenta a chance de dominar tanto o inglês, quanto o português.

Pai de uma criança bilíngue, Fagner Marques, indica usar as brincadeiras como ferramentas. “Aproveite as coisas que a criança já gosta de fazer para introduzir essa nova língua. Nas brincadeiras, a dica é ir ensinando uma palavra ou outra, mas sem tanta formalidade como na escola”, disse em entrevista à imprensa.