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Coluna da Jerusia Arruda – Direto de Brasília

Coluna da Jerusia Arruda – Direto de Brasília

CHOVE NO DF
Brasília amanheceu, nesta quarta-feira, sob forte chuva. Infelizmente, por causa do fluxo intenso de veículos e das pistas escorregadias, o dia também começou com muitas ocorrências de acidente de trânsito, que deixaram vias interrompidas e muita gente ferida. Apesar do ônus, em sua maioria por imprudência e negligência, já dá para perceber os efeitos da chuva que vem caindo desde o final de semana, nos parques e nas milhares de árvores espalhadas pelo DF, verdes e floridas após meses de seca e sol forte, nos lembrando que precisamos aprender o que a natureza sempre soube: tudo tem seu tempo.
 
SEM ÁGUA
Mas se as arvores já se enfeitaram por conta das chuvas, o mesmo não se pode dizer dos mananciais que abastecem o DF, que sofrem com uma crise hídrica sem precedentes. De acordo com a Superintendência de Recursos Hídricos da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal (Adasa), para que haja alguma mudança significativa no nível dos reservatórios seria preciso, pelo menos, 15 dias seguidos de tempestades. Mesmo com as chuvas que caíram nos últimos dias, o volume útil da Barragem do Descoberto se encontra em níveis preocupantes e o DF continua em regime de racionamento de água. Para o consumidor, além de ter que economizar muito para não faltar água, ainda tem que pagar por uma tarifa mais cara.

BIOFÁBRICA
O Instituto de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Minas Gerais (ICA/UFMG), Campus Montes Claros, está implantando uma Biofábrica, um laboratório de produção de mudas “in vitro” que vai possibilitar a produção em grande escala e curto espaço de tempo, o que resultará em uniformidade de desenvolvimento da muda e produção até 30% maior. Outro fator importante é que as mudas chegam ao campo livre de pragas e doenças.

AGRICULTURA FAMILIAR É PRIORIDADE
Para implantação da Biofábrica no ICA/UFMG foram disponibilizados R$ 350.000,00, recurso viabilizado através de verba parlamentar individual do Deputado Federal Zé Silva (SD-MG). Com a destinação do recurso será possível montar a Biofábrica, caracterizando a primeira ação do Parque Tecnológico do Núcleo de Produção Agropecuária (NUPAGRO), a ser implantado no ICA/UFMG. O parlamentar diz que pretende apoiar esta causa buscando novos recursos através de emendas de bancada e outras fontes para fomento. A Biofábrica vai beneficiar cerca de 11.000 famílias da região norte-mineira, por meio da disponibilização de mudas e assistências técnicas aos agricultores familiares.

O PREÇO DO VOTO
Conforme dados da primeira prestação de contas da campanha publicada pelo Superior Eleitoral (TSE), o total de doações eleitorais este ano sofreu uma redução significativa, e atingiu R$ 2.381.924.929,06 contra R$ 6.299.569.148,78 em 2012 (essa quantia sem correção monetária).  De acordo com o presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, os custos da eleição foram de R$ 650 milhões em 2016 contra R$ 483 milhões em 2012 e o custo do voto ficou em R$ 4,50 este ano. Em 2012, o custo do voto foi de R$ 3,44.

APOSENTADORIA GORDA
Cerca de R$ 164 milhões são gastos todos os anos para pagar 1.170 aposentadorias e pensões para ex-deputados federais, ex-senadores e dependentes de ex-congressistas. O levantamento foi feito pelo jornal O Estado de S. Paulo, segundo o qual o valor equivale ao que é gasto para bancar a aposentadoria de 6.780 pessoas com o benefício médio do INSS, de R$ 1.862.  De acordo com o levantamento do jornal O Estado de S. Paulo, um ex-parlamentar recebe, em média, R$ 14,1 mil por mês. Além disso, todo reajuste nos salários de deputados e senadores é repassado para a aposentaria. Em caso de morte do parlamentar, a viúva ou filhos de até 21 anos passam a receber a pensão. Enquanto o teto do INSS é de R$ 5.189,82, o do plano de seguridade dos congressistas é de R$ 33.763.

Por Jerusia Arruda

Jerusia Arruda
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