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Aldeci Xavier
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Coluna do Aldeci Xavier – Preto no Branco

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Coluna do Aldeci Xavier – Preto no Branco

ZERO A ZERO
Tenho recebido vários questionamentos em relação ao segundo turno da eleição municipal em Montes Claros. Enquanto tem gente já elegendo candidato antecipadamente, outros fazem conjectura em torno dos votos que foram concedidos aos candidatos Jairo Ataíde (DEM) e à Professora Leninha (PT). Qualquer que seja a opinião considero apenas como “exercício de futurologia”. Uma eleição no segundo turno começa com zero a zero entre os concorrentes. O que podemos imaginar é uma tendência do eleitorado, baseado no perfil em relação a este ou àquele candidato. Um exemplo claro foi o pleito de 2012, onde o deputado Paulo Guedes foi para o segundo turno em primeiro lugar e não conseguiu sustentar a vantagem. De qualquer forma, estamos em outra eleição e diversos fatores, principalmente externos, tendem a influenciar diretamente no resultado. Aliás, somente depois do dia 20 será possível começar a enxergar a tendência das urnas.

RIO PARDO DE MINAS
É fato de que até antes das eleições deste ano a principal liderança do município de Rio Pardo de Minas era o ex-prefeito Tonão, que inclusive conseguiu eleger o atual prefeito Jovelino Pinheiro Costa (PP), que na ocasião não tinha nenhuma militância política. Ele havia convidado o advogado Dr. Marcos (PSD), que até então estava morando em Brasília-DF, para retornar ao município para ser o candidato do grupo no pleito deste ano. De uma hora para outra, o nome escolhido acabou sendo o da secretária Andréia da Cruz de Almeida, que no meio do caminho desistiu da empreitada. O grupo apoiou o jovem Bruno Paulino. Como resultado, Dr. Marcos resolveu enfrentar a empreitada como principal nome da oposição, o que resultou em vitoria. Ele foi eleito com 10.223, contra 2.180 de Bruno Paulino (PMDB) e 2.161 de Elmy do Sindicato (PT)

GRÃO MOGOL – DO LEITOR
Aldeci, estas eleições mostraram mais uma vez a força política do atual prefeito Jéferson Figueiredo, pois após 20 anos de comando total da política local, conseguiu eleger seu sucessor, Hamilton Gonçalves, atual vice-prefeito (3.824 votos), colocando uma vantagem de mais de mil votos sobre o segundo colocado, o advogado Diego Fagundes (2.822). O resultado se deve às suas realizações ao longo de quatro mandatos como prefeito e um como vereador. Os eleitores reconheceram a forma de administrar, seja na execução de obras, seja no atendimento à saúde, educação, assistência social, cultura e turismo. Ele segue sendo o único político do município a ser vitorioso em todas as disputas, inclusive dos candidatos que tiveram seu apoio. Um abraço, Railson Dias Santos.

SÃO FRANCISCO
O fato curioso nas eleições deste ano em São Francisco é que o candidato Veim (PR) precisou vencer duas vezes para ter o direito de assumir. Ele foi o vencedor do pleito de 2012, quando, por questão de prazo na filiação, acabou perdendo o direito, assumindo o atual prefeito, Luiz Rocha, segundo colocado. Nas eleições do último dia 2, Veim obteve 11.283 votos, contra 8.313 de Cida Veloso do PT do B. O candidato Paulo Miguel (PT), que recebeu o apoio do prefeito local e presidente da Amams, acabou sendo o terceiro colocado com 7.889 votos.

CARLOS LINDEBERG
O jornalista político Carlos Lindeberg, um dos mais conceituados de Minas Gerais, com conhecimento inclusive da política do norte de Minas, postou na rede social texto em que analisa a situação do processo em Montes Claros, que considero importante compartilhar com os leitores. Comentou Lindeberg: “Que proselitismo barato esse. Ruy – queiram ou não, está concorrendo sub judice. Se o TSE acolher a tese dele, por mais difícil que seja, e se ele for o mais votado, ele tomará posse. Se ele vencer e o TSE não admitir a troca do vice, haverá nova eleição. A lei é clara. Agrade ou não. Humberto tomará posse se o Ruy tiver menos votos do que ele, se os votos forem impugnados ou se o TSE não aceitar a troca do vice- e é nisso que Ruy está apostando”, concluiu.

CURIOSIDADE POLÍTICA
Em Capitão Enéas, enquanto Júnior Braga (PMDB), que é o atual vice-prefeito da cidade, foi reeleito na função de vice, desta vez na chapa da oposição encabeçada por Petrônio Mineiro (PTB), o seu irmão, Bruno Braga, que obteve 175 votos, não conseguiu se reeleger vereador. Se não bastasse, também a sua esposa Lucianna Braga, que obteve 203 votos, não conseguiu se eleger vereadora. Os resultados acabaram colocando em dúvida a liderança dos Braga na cidade.

Por Aldeci Xavier

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