Aldeci Xavier

Coluna do Aldeci Xavier – Preto no Branco

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Coluna do Aldeci Xavier – Preto no Branco

CIDADE SEM LEI

Não é mera coincidência o fato de na reunião da Câmara Municipal de Montes Claros, dos 23 vereadores, 21 terem usado a tribuna para criticar ou queixar de algum problema básico que vem ocorrendo no município, inclusive vereadores eleitos no palanque do prefeito Humberto Souto. O mais triste é que este mesmo sentimento vem sendo manifestado pela imprensa séria e pela população. Não é mais possível aceitar tantas justificativas vazias. Estamos falando do básico, como acesso à saúde, atendimento especializado, fim da greve dos médicos e remédio nos postos de saúde. Se não bastasse, depois de quatro meses, a população continua denunciando mato por toda cidade, lixos nas ruas e em lotes vagos, deficiência na coleta de lixo, situação crítica das estradas da zona rural, entre outros. Aliás, o mais triste e que demonstra ineficiência, para não usar outro termo, é a situação da troca de lâmpadas na área central, nos bairros e na zona rural. Neste caso, o prefeito conta com cerca de R$ 20 milhões em caixa para o serviço. O que deixa irritada a população é que a prefeitura recolhe mensalmente a taxa de iluminação pública, mas se vê no direito de não prestar o serviço. Enquanto isso, o nosso prefeito continua fazendo ‘cara de paisagem’.

GREVE GERAL

É preciso registrar que na greve geral, ocorrida em todo Brasil na última sexta-feira (28), o ponto positivo em Montes Claros, ao contrário de outras cidades da federação, é que tudo aconteceu de forma ordeira. Quanto ao comparecimento, entendo que levando em consideração a mobilização feita nas redes sociais, através de telefonemas e outros meios, creio que o número de presentes na passeata, em torno de 5 mil, foi muito aquém do esperado (menos de 2% de uma população de cerca de 400 mil habitantes). Basta dizer que são mais de 30 sindicatos, além dos partidos de esquerda. Aliás, a preocupação da população que apoia a luta é justamente com a exploração política.

POLITICAGEM NA SAÚDE

Em sua fala por ocasião da audiência em Montes Claros, que debateu a volta da gestão plena de Saúde, o deputado estadual Carlos Pimenta (PDT), que é o presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas, deixou a entender que nos últimos anos, a Saúde no município, foi levada para o campo político e pessoal. Ele comentou que não entende o fato de até o presente momento o Hospital das Clínicas Mário Ribeiro não ter sido credenciado pelo SUS. Citou que o referido hospital é o mais bem estruturado do Estado, só comparado com o Mater Dei, em Belo Horizonte.

GRAÇA E A SAÚDE

A vereadora por Montes Claros, Graça da Casa do Motor, foi feliz em comentário feito durante audiência da Saúde, onde questionou o fato de as autoridades dos diversos poderes, principalmente do judiciário e do Ministério Público, até o presente momento não terem se manifestado em relação aos graves problemas que vem atravessando a Saúde no município. É que quando foi retirado a gestão plena do município, houve envolvimento indireto destes setores, fortalecendo a posição política do Governo do Estado.

ÁGUA PARA MONTES CLAROS

Tenho acompanhado de perto todas as discussões em torno das alternativas para permitir que dentro de pouco não venha faltar água para atender a população de Montes Claros. Entre as alternativas que estão sendo apresentadas consta implantação de adutora no Rio Jequitaí, no Rio Pacuí, e a construção de barragem no Rio Congonhas. O mais interessante nessa história é que cada um apresenta dados técnicos para defender sua posição. Diante de tal fato, confesso que não seria capaz de dizer ao certo, qual a melhor alternativa. Desta forma, acredito que as autoridades políticas, ambientalistas, órgão das três esferas de Governo deveriam realizar em Montes Claros, reunião envolvendo os defensores das diversas posições, bem como órgãos e empresas interessadas, a exemplo da Copasa.

ONDE TEM ÁGUA

Em conversa com um técnico da Copasa, este informou à coluna que o Rio Congonhas não tem capacidade de atender Montes Claros nos próximos anos. Citou que o referido rio secou no ano passado e deve secar este ano. Ele citou que, no momento, o Congonhas está com 12 centímetros de profundidade e cinco metros de largura. Ele comentou que a vazão do Jequitaí também não seria capaz de atender toda demanda dos agricultores e Montes Claros. Garantiu que o volume de água do Rio Pacuí é o suficiente para atender a demanda do município. Como ouvimos opinião totalmente diferente de técnicos do Dnocs, Codevasf e ambientalistas, é fato que o assunto necessita e merece uma discussão aberta. Aliás, a própria Câmara Municipal poderia abraçar a proposta.

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Vanfall Chegou a Montes Claros !!!

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